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	<title>Jesus Cristo de Nazaré &#187; As Parábolas de Jesus</title>
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	<description>Tudo sobre Cristo, Deus e a Mensagem</description>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Um Poder que Transforma e Eleva</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 02:04:17 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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</script></div>Muitos homens letrados e influentes tinham ido ouvir o Profeta da Galiléia. Alguns deles olhavam com interesse curioso à multidão que se aglomerava em volta de Cristo, enquanto ensinava junto ao mar. Nessa grande multidão estavam representadas todas as classes da sociedade. Lá estavam os pobres, os iletrados, os mendigos andrajosos, os ladrões com o [...]]]></description>
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</script></div><p>Muitos homens letrados e influentes tinham ido ouvir o Profeta da Galiléia. Alguns deles olhavam com interesse curioso à multidão que se aglomerava em volta de Cristo, enquanto ensinava junto ao mar. Nessa grande multidão estavam representadas todas as classes da sociedade. Lá estavam os pobres, os iletrados, os mendigos andrajosos, os ladrões com o estigma da culpa na fisionomia, os coxos, os dissolutos, os negociantes e os desocupados, altos e baixos, ricos e pobres, todos se acotovelando por um lugar, para ouvir as palavras de Cristo. Olhando esses homens de cultura a estranha assembléia, perguntavam-se entre si: É o reino de Deus composto de elemento como este? Novamente o Salvador replicou com uma parábola:<br />
&#8220;O reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.&#8221; Mat. 13:33.<br />
Entre os judeus, o fermento era algumas vezes usado como emblema do pecado. No tempo da Páscoa, o povo era instruído a remover de suas casas todo o fermento, como deveriam banir do coração o pecado. Cristo admoestou Seus discípulos: &#8220;Acautelai-vos&#8230; do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.&#8221; Luc. 12:1. E o apóstolo Paulo fala do &#8220;fermento da maldade e da malícia&#8221;. I Cor. 5:8. Mas, na parábola do Salvador, o fermento é usado para representar o reino de Deus. Ilustra o poder vivificante e assimilador da graça de Deus.<br />
Ninguém é tão vil, ninguém tão decaído, que esteja além da operação desse poder. Em todos quantos querem submeter-se ao Espírito Santo deve ser implantado um princípio novo de vida: a perdida imagem de Deus deve ser restaurada na humanidade.<br />
Mas o homem não se pode transformar pelo exercício de sua vontade. Não possui faculdade por cujo meio esta mudança possa ser efetuada. O fermento &#8211; algo totalmente externo &#8211; precisa ser introduzido na farinha, antes de a alteração desejada efetuar-se. Assim a graça de Deus precisa ser recebida pelo pecador antes de ele ser tornado apto para o reino da glória. Toda cultura e educação que o mundo pode oferecer, fracassarão em fazer de um degradado filho do pecado, um filho do Céu. A energia renovadora precisa vir de Deus. A mudança só pode ser efetuada pelo Espírito Santo.</p>
<p>&#8220;Bem-aventurados os que trilham caminhos retos e andam na lei do Senhor. Bem-aventurados os que guardam os Seus testemunhos e O buscam de todo o coração. E não praticam iniqüidade, mas andam em Seus caminhos. Tu ordenaste os Teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos. Tomara que os meus caminhos sejam dirigidos de maneira a poder eu observar os Teus estatutos.&#8221; Sal. 119:1-5.<br />
Todos que quiserem ser salvos, nobres ou humildes, ricos ou pobres, precisam submeter-se à atuação deste poder.<br />
Como o fermento, misturado à farinha, opera do interior para o exterior, assim é pela renovação do coração, que a graça de Deus atua para transformar a vida. Não basta a mudança exterior para pôr-nos em harmonia com Deus. Muitos há que procuram reformar-se, corrigindo este ou aquele mau hábito, e esperam desse modo tornar-se cristãos, mas estão principiando no lugar errado. Nossa primeira tarefa é com o coração.<br />
A profissão de fé e a posse da verdade na alma são duas coisas distintas. Não basta meramente o conhecimento da verdade. Podemos possuir esta e ainda o teor de nossos pensamentos não ser alterado. O coração precisa ser convertido e santificado.<br />
O homem que tenta observar os mandamentos de Deus por um senso de obrigação apenas &#8211; porque é requerido que assim faça &#8211; jamais sentirá o prazer da obediência. Não obedece. Quando, por contrariarem a inclinação humana, os reclamos de Deus são considerados um fardo, podemos saber que a vida não é uma vida cristã. A verdadeira obediência é a expressão de um princípio interior. Origina-se do amor à justiça, o amor à lei de Deus. A essência de toda justiça é</p>
<p>&#8220;Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu. A Tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece. Nunca me esquecerei dos Teus preceitos, pois por eles me tens vivificado. A toda perfeição vi limite, mas o Teu mandamento é amplíssimo.&#8221; Sal. 119:89 e 90, 93 e 96.<br />
lealdade ao nosso Redentor. Isso nos levará a fazer o que é reto porque é reto, porque a retidão é agradável a Deus.<br />
A grande verdade da conversão do coração pelo Espírito Santo é apresentada nas palavras de Cristo a Nicodemos: &#8220;Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.&#8221; João 3:3, 6-8.<br />
O apóstolo Paulo, escrevendo por inspiração do Espírito Santo, diz: &#8220;Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela Sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.&#8221; Efés. 2:4-8.<br />
O fermento oculto na farinha atua invisivelmente para submeter toda a massa a seu processo levedante; assim o fermento da verdade opera secreta, silente e persistentemente para transformar a pessoa. As inclinações naturais são abrandadas e subjugadas. São implantadas novas idéias, novos sentimentos, novos motivos.</p>
<p>&#8220;Louvar-Te-ei com retidão de coração, quando tiver aprendido os Teus justos juízos. Observarei os Teus estatutos; não me desampares totalmente.&#8221; Sal. 119:7 e 8.<br />
Uma nova norma de caráter é proposta &#8211; a vida de Cristo. A mente é mudada; as faculdades são estimuladas à ação em novas esferas. O homem não é dotado de faculdades novas, mas as faculdades que possui são santificadas. A consciência é despertada. Somos dotados de traços de caráter que nos habilitam a prestar serviço a Deus.<br />
Freqüentemente surge a questão: Por que, pois, há tantos pretensos crentes na Palavra de Deus, nos quais não se vê uma reforma na linguagem, no espírito e no caráter? Por que há tantos que não podem sofrer oposição a seus propósitos e planos, que manifestam temperamento não santificado, e cujas palavras são rudes, insultuosas e apaixonadas? Vê-se em sua vida o mesmo amor-próprio, a mesma condescendência egoísta, a mesma índole e linguagem precipitada, vistos na vida do mundano. Há o mesmo orgulho sensitivo, a mesma entrega ao pendor natural, a mesma perversidade de caráter, como se a verdade lhes fosse inteiramente desconhecida. A razão é que não são convertidos. Não esconderam no coração o fermento da verdade. Não teve ele oportunidade de realizar sua obra. Suas tendências naturais e cultivadas para o mal não foram subjugadas</p>
<p>&#8220;Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra. De todo o meu coração Te busquei; não me deixes desviar dos Teus mandamentos. Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti. Em Teus preceitos meditarei e olharei para os Teus caminhos. Alegrar-me-ei nos Teus estatutos; não me esquecerei da Tua palavra.&#8221; Sal. 119:9-11, 15 e 16. a seu poder transformador. A vida dessas pessoas revela a ausência da graça de Cristo, uma descrença em Seu poder de regenerar o caráter.<br />
&#8220;A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.&#8221; Rom. 10:17. As Escrituras são o grande veículo na transformação do caráter. Cristo orou: &#8220;Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade.&#8221; João 17:17. Estudada e obedecida, a Palavra de Deus atua no coração, subjugando todo atributo não santificado. O Espírito Santo vem para convencer do pecado, e a fé que brota no coração opera por amor a Cristo, conformando-nos em corpo, alma e espírito à Sua própria imagem. Então Deus pode usar-nos para fazer Sua vontade. O poder a nós concedido atua no interior para o exterior, levando-nos a transmitir a outros a verdade que nos foi comunicada.<br />
As verdades da Palavra de Deus suprem a grande necessidade prática do homem &#8211; a conversão da alma pela fé. Estes grandes princípios não devem ser julgados puros nem santos demais para serem introduzidos na vida diária. São verdades que atingem o Céu e abrangem a eternidade, contudo sua influência vital deve ser entrelaçada com a experiência humana.</p>
<p>&#8220;Ensina-me, ó Senhor, o caminho dos Teus estatutos, e guardá-lo-ei até o fim. Dá-me entendimento, e guardarei a Tua lei e observá-la-ei de todo o coração. Faze-me andar na verdade dos Teus mandamentos, porque nela tenho prazer. Confirma a Tua promessa ao Teu servo, que se inclina ao Teu temor. Desvia de mim o opróbrio que temo, pois os Teus juízos são bons.&#8221; Sal. 119:33-35, 38 e 39.<br />
Devem impregnar todas as coisas importantes e mínimas da vida.<br />
Recebido no coração, o fermento da verdade regulará os desejos, purificará os pensamentos e dulcificará a índole. Vivifica as faculdades do espírito e as energias da alma. Aumenta a capacidade de sentir, de amar.<br />
O mundo considera um mistério o homem que está imbuído deste princípio. O egoísta e amante de dinheiro vive unicamente para assegurar-se das riquezas, honras e prazeres deste mundo. Não leva em conta o mundo eterno. Mas, para o seguidor de Cristo, estas coisas não são todo-absorventes. Pela causa de Cristo trabalhará e negará a si mesmo, para que possa auxiliar na grande obra de salvar pessoas que estão sem Cristo e sem esperança no mundo. Tal homem o mundo não pode compreender, porque conserva em vista as realidades eternas. O amor de Cristo, com Seu poder redentor, penetrou no coração. Este amor domina todos os outros motivos e eleva seu possuidor acima da influência corruptora do mundo.<br />
A Palavra de Deus deve ter efeito santificador em nossa associação com cada membro da família humana. O fermento da verdade não produzirá espírito de rivalidade, amor de ambição, desejo de primazia. O amor verdadeiro, oriundo do alto, não é egoísta nem mutável. Não é dependente do louvor humano. O coração daquele que recebe a graça</p>
<p>&#8220;Lâmpada para os meus pés é Tua palavra e luz, para o meu caminho. Jurei e cumprirei que hei de guardar os Teus justos juízos. Os Teus testemunhos tenho eu tomado por herança para sempre, pois são o gozo do meu coração. Inclinei o meu coração a guardar os Teus estatutos, para sempre, até ao fim.&#8221; Sal. 119:105, 106, 111 e 112. de Deus, transborda de amor a Deus e àqueles por quem Cristo morreu. O eu não luta por nenhum reconhecimento. Não ama a outros porque o amem e lhe agradem, por apreciarem seus méritos, mas por serem propriedade adquirida de Cristo. Se seus motivos, palavras ou atos são malcompreendidos ou mal-interpretados, não se ofende mas prossegue na mesma maneira de proceder. É bondoso e ponderado, humilde no conceito próprio; contudo é cheio de esperança, sempre confiante na graça e no amor de Deus.<br />
O apóstolo nos exorta: &#8220;Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo.&#8221; I Ped. 1:15 e 16. A graça de Cristo deve reger o temperamento e a voz. Sua operação será vista na polidez e terna consideração manifestada de irmão para com irmão, em palavras bondosas e encorajadoras. Há no lar uma presença angélica. A vida exala um suave perfume que ascende a Deus como incenso santo. O amor manifesta-se em afabilidade, cortesia, clemência e longanimidade.<br />
O semblante transforma-se. A presença de Cristo no coração, transparece na face dos que O amam e guardam Seus mandamentos. A verdade está ali escrita. Revela-se a doce paz do Céu. É expressa uma cortesia habitual, um amor mais do que humano.<br />
O fermento da verdade opera uma transformação no homem todo, tornando o áspero polido, o rude gentil, o egoísta generoso. Por ele o corrupto é purificado, lavado no sangue do Cordeiro. Por Seu poder vivificante, leva toda mente, alma e força à harmonia com a vida divina. O homem com sua natureza humana, torna-se participante da divindade. Cristo é honrado na excelência e perfeição de caráter. Efetuando-se estas mudanças, os anjos rompem em cantos enlevantes, e Deus e Cristo Se regozijam pelos seres moldados à semelhança divina.</p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; O Desenvolvimento da Vida</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 14:13:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[A parábola do semeador produziu muita indagação. Alguns dos ouvintes concluíram que Cristo não fundaria um reino terrestre, e muitos estavam curiosos e perplexos. Notando-lhes a perplexidade, Cristo usou outras ilustrações, ainda tentando desviar-lhes os pensamentos da esperança de um reino temporal, para a obra da graça divina no coração. &#8220;E dizia: O reino de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A parábola do semeador produziu muita indagação. Alguns dos ouvintes concluíram que Cristo não fundaria um reino terrestre, e muitos estavam curiosos e perplexos. Notando-lhes a perplexidade, Cristo usou outras ilustrações, ainda tentando desviar-lhes os pensamentos da esperança de um reino temporal, para a obra da graça divina no coração.<br />
&#8220;E dizia: O reino de Deus é assim como se um homem lançasse semente à terra, e dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como. Porque a terra por si mesma frutifica; primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga. E, quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa.&#8221; Mar. 4:26-29.<br />
O lavrador que mete &#8220;logo a foice, porque está chegada a ceifa&#8221;, não pode ser outro senão Cristo. Ele é que, no último grande dia, recolherá a seara da Terra. O semeador da semente, porém, representa aqueles que trabalham em lugar de Cristo. Da semente se diz que brotou e cresceu, &#8220;não sabendo ele como&#8221;, e isto não pode referir-se ao Filho de Deus. Cristo não dorme em Sua incumbência, mas cuida dela dia e noite. Não ignora como a semente germina.<br />
A parábola da semente revela que Deus opera na Natureza. A semente encerra um princípio germinativo, princípio que Deus mesmo implantou; porém, abandonada a si própria a semente não teria a faculdade de germinar. O homem tem sua parte em favorecer o crescimento do grão. Precisa preparar e adubar o solo, e lançar a semente. Precisa lavrar o campo. Mas há um ponto, além do qual nada pode fazer. Nenhuma força ou sabedoria humana pode extrair da semente a planta viva. Ainda que o homem empregue seus esforços até ao limite extremo, precisará, entretanto, depender dAquele que ligou o semear e o colher pelos maravilhosos elos de Sua própria Onipotência.<br />
Há vida na semente, e força no solo; mas se o poder infinito não for exercido dia e noite, a semente não produzirá colheita. A chuva precisa ser enviada para umedecer os campos sedentos, o Sol precisa comunicar calor, e a eletricidade precisa ser conduzida à semente enterrada. A vida que o Criador implantou, somente Ele pode despertar. Toda semente germina e toda planta se desenvolve pelo poder de Deus.<br />
&#8220;Porque, como a terra produz os seus renovos, e como o horto faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Jeová fará brotar a justiça e o louvor.&#8221; Isa. 61:11. Como no semear natural assim é no espiritual; o professor da verdade deve procurar preparar o solo do coração; precisa lançar a semente; mas a força que, somente, pode produzir vida, vem de Deus. Há um limite além do qual os esforços humanos são em vão. Embora devamos pregar a Palavra, não podemos comunicar o poder que vivificará a alma e fará brotar justiça e louvor. Na pregação da Palavra precisa haver a operação de um agente que supera as forças humanas. Somente pelo Espírito divino será a Palavra viva e poderosa para renovar o caráter para a vida eterna. Isso é o que Cristo buscava incutir em Seus discípulos. Ensinava que nada que possuíam em si mesmos podia dar êxito a seus esforços, mas o miraculoso poder de Deus é que torna eficaz Sua Palavra.<br />
A obra do semeador é uma obra de fé. Poderá ele não compreender o mistério da germinação e do crescimento da semente. Todavia, tem confiança nos instrumentos pelos quais Deus faz a vegetação florescer. Lançando a semente à terra, desperdiça aparentemente o precioso cereal, que podia fornecer pão para sua família. Mas somente renuncia a um bem presente, em troca duma devolução maior. Espalha a semente, esperando recolhê-la multiplicada numa colheita abundante. Assim devem agir os servos de Cristo, aguardando a colheita da semente lançada à terra.<br />
A boa semente pode por algum tempo jazer despercebida num coração frio, egoísta e mundano, sem dar demonstração de haver-se enraizado; porém mais tarde, tocando o Espírito de Deus esse coração, a semente oculta brota, e, finalmente, produz frutos para a glória de Deus. Não sabemos durante toda a vida qual prosperará, se esta ou aquela. Isso não é de nossa alçada. Façamos nosso trabalho e deixemos os resultados com Deus. &#8220;Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão.&#8221; Ecl. 11:6. O grande concerto de Deus declara: &#8220;Enquanto a Terra durar, sementeira e sega, &#8230; não cessarão.&#8221; Gên. 8:22. Confiante nesta promessa o lavrador ara e semeia. Com não menos confiança devemos labutar na sementeira espiritual, confiantes em Sua declaração: &#8220;Assim será a palavra que sair da Minha boca; ela não voltará para Mim vazia; antes, fará o que Me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.&#8221; Isa. 55:11. &#8220;Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.&#8221; Sal. 126:6.<br />
A germinação da semente representa o início da vida espiritual, e o desenvolvimento da planta é uma bela figura do crescimento cristão. Como ocorre na Natureza, assim é na graça; não pode haver vida sem crescimento. A planta precisa crescer ou morrer. Como seu crescimento é silencioso e imperceptível, mas constante, assim é o desenvolvimento da vida cristã. Nossa vida pode ser perfeita em cada fase de desenvolvimento; contudo haverá progresso contínuo, se o propósito de Deus se cumprir em nós. A santificação é obra de toda uma vida. Multiplicando-se as oportunidades, ampliar-se-á nossa experiência e crescerá nosso conhecimento. Tornar-nos-emos fortes para assumir as responsabilidades, e nossa maturidade será proporcional aos nossos privilégios.<br />
A planta cresce recebendo o que Deus provê para sustentar-lhe a vida. Aprofunda as raízes no solo. Absorve o sol, o orvalho e a chuva. Áureas propriedades vitalizantes do ar. Assim deve crescer o cristão, cooperando com os agentes divinos. Sentindo nosso desamparo, devemos aproveitar todas as oportunidades que se nos deparam, para ganhar uma experiência mais rica. Como a planta enraíza-se no solo, devemos também arraigar-nos profundamente em Cristo. Como a planta recebe o sol, o orvalho e a chuva, também devemos abrir o coração ao Espírito Santo. A obra deve ser feita &#8220;não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos&#8221;. Zac. 4:6. Se conservarmos a mente firmada em Cristo, &#8220;Ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a Terra&#8221;. Osé. 6:3. Como o Sol da Justiça levantar-se-á sobre nós, trazendo salvação &#8220;debaixo das Suas asas&#8221;. Mal. 4:2. Floresceremos &#8220;como o lírio&#8221;. Osé. 14:5. Seremos &#8220;vivificados como o trigo&#8221;, e floresceremos &#8220;como a vide&#8221;. Osé 14:7. Confiando constantemente em Cristo como nosso Salvador pessoal, cresceremos em tudo nAquele que é a cabeça.<br />
O trigo desenvolve-se &#8220;primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga&#8221;. Mar. 4:28. O objetivo do lavrador no lançar a semente e na cultura da planta crescente é a produção de cereal. Deseja pão para os famintos, e semente para futuras searas. Assim espera o Lavrador divino uma colheita como recompensa de Seu trabalho e sacrifício. Cristo procura reproduzir-Se no coração dos homens; e faz isto por intermédio daqueles que nEle crêem. O objetivo da vida cristã é a frutificação &#8211; a reprodução do caráter de Cristo no crente, para que Se possa reproduzir em outros.<br />
A planta não germina, não cresce, nem produz frutos para si mesma, mas para &#8220;dar semente ao semeador, e pão ao que come&#8221;. Isa. 55:10. Igualmente ninguém deve viver para si mesmo. O cristão está no mundo como representante de Cristo para a salvação de outros.<br />
Na vida que se centraliza no eu não pode haver crescimento nem frutificação. Se aceitastes a Cristo como Salvador pessoal, deveis esquecer-vos e procurar auxiliar a outros. Falai do amor de Cristo, contai de Sua bondade. Cumpri todo dever que se vos apresenta. Levai sobre o coração o peso da salvação das pessoas, e tentai salvar os perdidos por todos os meios possíveis. Recebendo o Espírito de Cristo &#8211; o espírito do amor abnegado e do sacrifício por outrem &#8211; crescereis e produzireis fruto. As graças do Espírito amadurecerão em vosso caráter. Vossa fé aumentará; vossas convicções aprofundar-se-ão, vosso amor será mais perfeito. Mais e mais refletireis a semelhança de Cristo em tudo que é puro, nobre e amável.<br />
&#8220;O fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.&#8221; Gál. 5:22 e 23. Este fruto jamais perecerá, antes produzirá uma colheita de sua espécie para a vida eterna. &#8220;Quando já o fruto se mostra, mete-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa.&#8221; Mar. 4:29. Cristo aguarda com fremente desejo a manifestação de Si mesmo em Sua igreja. Quando o caráter de Cristo se reproduzir perfeitamente em Seu povo, então virá para reclamá-los como Seus.<br />
Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. II Ped. 3:12. Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão.</p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; O Maior dos Males</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 22:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[O Mal]]></category>

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		<description><![CDATA[A verdade da livre graça de Deus fora quase perdida de vista pelos judeus. Os rabinos ensinavam que o favor de Deus devia ser alcançado por merecimento. Esperavam ganhar pelas próprias obras o galardão dos justos. Por isto seu culto todo era induzido por um espírito ávido e mercenário. Até os discípulos de Cristo não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A verdade da livre graça de Deus fora quase perdida de vista pelos judeus. Os rabinos ensinavam que o favor de Deus devia ser alcançado por merecimento. Esperavam ganhar pelas próprias obras o galardão dos justos. Por isto seu culto todo era induzido por um espírito ávido e mercenário. Até os discípulos de Cristo não estavam totalmente livres deste espírito, e o Salvador aproveitava toda oportunidade para mostrar-lhes seu erro. Justamente antes de dar a parábola dos trabalhadores ocorreu um evento que Lhe ofereceu a oportunidade para apresentar os justos princípios.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Indo Seu caminho, um jovem príncipe correu-Lhe ao encontro e, ajoelhando-se, saudou-O reverentemente. &#8220;Bom Mestre&#8221;, disse, &#8220;que bem farei, para conseguir a vida eterna?&#8221; Mat. 19:16.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O príncipe dirigiu-se a Cristo meramente como a um rabino honrado, não reconhecendo nEle o Filho de Deus. O Salvador disse: &#8220;Por que Me chamas bom? Não há bom, senão um só que é Deus.&#8221; Mat. 19:17. Em que sentido Me chamas bom? Deus unicamente é bom. Se Me reconheces como tal, precisas receber-Me como Seu Filho e representante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se queres, porém, entrar na vida&#8221;, acrescentou, &#8220;guarda os mandamentos.&#8221; Mat. 19:17. O caráter de Deus é expresso em Sua lei; e se queres estar em harmonia com Deus, os princípios de Sua lei devem ser o motivo de todas as tuas ações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo não diminui as exigências da lei. Em linguagem inconfundível apresenta a obediência a ela como condição da vida eterna &#8211; a mesma condição requerida de Adão antes da queda. O Senhor não espera agora menos de nós, do que esperava do homem no Paraíso, obediência perfeita, justiça irrepreensível. A exigência sob o pacto da graça é tão ampla quanto os requisitos ditados no Éden &#8211; harmonia com a lei de Deus, que é santa, justa e boa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Às palavras: &#8220;Guarda os mandamentos&#8221;, o jovem respondeu: &#8220;Quais?&#8221; Mat. 19:17 e 18. Supôs que fossem alguns preceitos cerimoniais; mas Cristo falava da lei dada no Sinai. Mencionou diversos mandamentos da segunda tábua do decálogo, e resumiu-os todos no preceito: &#8220;Amarás o teu próximo como a ti mesmo.&#8221; Mat. 19:19.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O jovem respondeu sem hesitação: &#8220;Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?&#8221; Mat. 19:20. Sua compreensão da lei era externa e superficial. Julgado segundo o padrão humano, preservara caráter irrepreensível. Em grande parte sua vida exterior fora isenta de culpa; acreditara realmente que sua obediência fora sem falha. Contudo tinha um receio íntimo de que nem tudo estava direito entre seu coração e Deus. Isso originou a pergunta: &#8220;Que me falta ainda?&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se queres ser perfeito&#8221;, disse Cristo, &#8220;vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no Céu; e vem e segue-Me. E o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.&#8221; Mat. 19:21 e 22.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O amante de si mesmo é transgressor da lei. Isto quis Jesus revelar ao jovem, e submeteu-o a uma prova de modo tal, que manifestaria o egoísmo de seu coração. Mostrou-lhe a nódoa do caráter. O jovem não desejou mais esclarecimento. Nutrira na alma um ídolo &#8211; o mundo era o seu deus. Professava ter guardado os mandamentos, porém estava destituído do princípio que é o próprio espírito e vida de todos eles. Não possuía verdadeiro amor a Deus e ao homem. Esta falta era a carência de tudo quanto o qualificaria para entrar no reino do Céu. Em seu amor ao próprio eu e ao ganho terrestre, estava em desarmonia com os princípios do Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando este jovem príncipe foi ter com Jesus, sua sinceridade e fervor conquistaram o coração do Salvador. &#8220;Olhando para ele, o amou.&#8221; Mar. 10:21. Nele viu alguém que poderia trabalhar como pregador da justiça. Teria recebido este jovem talentoso e nobre tão prontamente como recebera os pobres pescadores que O seguiam. Se devotasse sua aptidão à obra de salvar almas, poderia tornar-se obreiro diligente e bem-sucedido para Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Precisava, porém, aceitar primeiramente as condições do discipulado. Precisava entregar-se a Deus sem reservas. Ao convite do Salvador, João, Pedro, Mateus e seus companheiros, deixando tudo, levantaram-se e O seguiram. (Luc. 5:28.) Era requerida a mesma consagração do jovem príncipe. E nisto Cristo não pediu maior sacrifício do que Ele próprio fizera. &#8220;Sendo rico, por amor de vós Se fez pobre, para que, pela Sua pobreza, enriquecêsseis.&#8221; II Cor. 8:9. O jovem tinha somente que seguir aonde Cristo o precedera.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo contemplou o rapaz e anelou seu coração. Desejava enviá-lo como mensageiro de bênçãos aos homens. Em vez daquilo que fora convidado a renunciar, Cristo lhe ofereceu o privilégio de Sua companhia. &#8220;Segue-Me&#8221;, disse. Mat. 19:21. Este privilégio foi considerado uma alegria por Pedro, Tiago e João. O próprio jovem olhava a Cristo com admiração. Seu coração foi atraído ao Salvador. Não estava, porém, pronto para aceitar Seu princípio de abnegação. Preferiu suas riquezas a Cristo. Desejava a vida eterna, mas não queria receber na alma aquele amor desinteressado que, somente, é vida, e com coração triste saiu da presença de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando o jovem se retirou, Jesus disse aos discípulos: &#8220;Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas.&#8221; Mar. 10:23. Estas palavras surpreenderam os discípulos. Haviam sido ensinados a considerar os ricos favorecidos do Céu; poder e riquezas mundanas, eles mesmos esperavam receber no reino do Messias; se os ricos não entrassem no reino, que esperança poderia haver para os demais homens?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no reino de Deus! É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. E eles se admiravam ainda mais.&#8221; Mar. 10:24-26. Agora reconheceram que também eles estavam incluídos na solene advertência. À luz das palavras do Salvador, seu oculto anelo pelo poder e pelas riquezas foi revelado. Com maus pressentimentos quanto a si mesmos, exclamaram: &#8220;Quem poderá, pois, salvar-se?&#8221; Mar. 10:26.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Jesus, porém, olhando para eles, disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus todas as coisas são possíveis.&#8221; Mar. 10:27.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Um rico, como tal, não pode entrar no Céu. Sua riqueza não lhe outorga direito à herança dos santos na luz. Somente pela graça imerecida de Cristo pode alguém ter entrada na cidade de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As palavras do Espírito são dirigidas tanto aos ricos como aos pobres: &#8220;Não sois de vós mesmos; porque fostes comprados por bom preço.&#8221; I Cor. 6:19 e 20. Quando os homens crerem isto, considerarão suas posses um legado para ser usado como Deus dirigir, para salvação dos perdidos, e conforto dos sofredores e pobres. Para o homem isto é impossível, porque o coração se apega às posses terrestres. A alma presa ao serviço de &#8220;Mamom&#8221;, está surda ao clamor da necessidade humana. Para Deus todas as coisas são possíveis, porém. Contemplando o imaculado amor de Cristo, o coração egoísta se enternecerá e será subjugado. Como o fariseu Saulo, o rico será induzido a dizer: &#8220;O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.&#8221; Filip. 3:7 e 8. Então nada estimarão seu. Jubilarão por considerarem-se mordomos da múltipla graça de Deus, e por Sua causa servos de todos os homens.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pedro foi o primeiro a reanimar-se da íntima convicção operada pelas palavras do Salvador. Pensou com satisfação no que ele e seus irmãos renunciaram por Cristo: &#8220;Eis que&#8221;, disse ele, &#8220;nós deixamos tudo e Te seguimos.&#8221; Mat. 19:27. Lembrando-se da promessa condicional ao jovem príncipe: &#8220;Terás um tesouro no Céu&#8221; (Mat. 19:21), perguntou o que ele e seus companheiros receberiam como recompensa por seu sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A resposta do Salvador comoveu o coração daqueles pescadores galileus. Cristo mencionou honras que ultrapassavam seus mais altos sonhos. &#8220;Em verdade vos digo que vós, que Me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do Homem Se assentar no trono da Sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel.&#8221; Mat. 19:28. E acrescentou: &#8220;Ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de Mim e do evangelho, que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança.&#8221; Col. 3:23 e 24. &#8220;E eis que cedo venho, e o Meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra.&#8221; Apoc. 22:12. e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições, e, no século futuro, a vida eterna.&#8221; Mar. 10:29 e 30.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Mas a pergunta de Pedro: &#8220;Que receberemos?&#8221; (Mat. 19:27) revelou um espírito que, não corrigido, incapacitaria os discípulos para serem mensageiros de Cristo; porque era espírito de mercenário. Embora houvessem sido atraídos pelo amor de Jesus, os discípulos não estavam completamente livres do farisaísmo. Ainda trabalhavam com o pensamento de merecer recompensa proporcional à sua obra. Nutriam espírito de exaltação e complacência próprias, e faziam distinções entre si. Se algum deles falhava em qualquer pormenor, os outros nutriam sentimentos de superioridade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Para que os discípulos não perdessem de vista os princípios do evangelho, Cristo lhes narrou uma parábola ilustrativa da maneira como Deus procede com Seus servos, e o espírito com que deseja que trabalhem para Ele.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O reino dos Céus&#8221;, disse Ele, &#8220;é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha.&#8221; Mat. 20:1. Era costume que os homens que procuravam trabalho esperassem nas praças, e lá iam os empreiteiros procurar servos. O homem da parábola é apresentado como indo a diferentes horas contratar operários. Os assalariados nas primeiras horas concordaram em trabalhar por uma soma combinada; os assalariados mais tarde deixaram o seu salário à discrição do pai de família.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos derradeiros até aos primeiros. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um; vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas, do mesmo modo, receberam um dinheiro cada um.&#8221; Mat. 20:8-10.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O procedimento do pai de família com os trabalhadores em sua vinha representa o de Deus com a família humana. É contrário aos costumes que prevalecem entre os homens. Nos negócios mundanos, a compensação é dada de acordo com o trabalho executado. O trabalhador espera que lhe seja pago somente aquilo que ganhou. Mas na parábola, Cristo estava ilustrando os princípios de Seu reino &#8211; um reino não deste mundo. Ele não é regido por qualquer norma humana. Diz o Senhor: &#8220;Porque os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os Meus caminhos. &#8230; Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os Meus caminhos mais altos que os vossos caminhos, e os Meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.&#8221; Isa. 55:8 e 9.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola, os primeiros obreiros concordaram em trabalhar por uma soma estipulada, e receberam a quantia especificada. Nada mais. Os assalariados mais tarde creram na promessa do mestre: &#8220;Dar-vos-ei o que for justo.&#8221; Mat. 20:4. Mostraram confiança nele, nada perguntando a respeito do salário. Confiaram em sua justiça e eqüidade. Foram recompensados, não de acordo com o que trabalharam, mas segundo a generosidade do pai de família.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Assim deseja Deus que confiemos nEle, que justifica o ímpio. Seu galardão é dado, não proporcionalmente ao nosso mérito, mas conforme Seu propósito, &#8220;que fez em Cristo Jesus, nosso Senhor&#8221;. Efés. 3:11. &#8220;Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a Sua misericórdia, nos salvou.&#8221; Tito 3:5. E aos que nEle confiam fará &#8220;muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos&#8221;. Efés. 3:20.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não a soma do trabalho que executamos, nem seus resultados visíveis, mas o espírito com que o fazemos, é que o torna valioso para Deus. Os que foram à vinha à undécima hora, estavam gratos pela oportunidade de trabalhar. Seu coração estava cheio de gratidão àquele que os recebera; e quando no fim do dia o pai de família lhes pagou uma jornada completa, ficaram muito surpreendidos. Sabiam que não mereciam tal recompensa. E a bondade expressa no semblante de Seu amo encheu-os de júbilo. Jamais esqueceram a benignidade do patrão nem a generosa recompensa que receberam. Assim é com o pecador que, conhecendo sua indignidade, entrou na vinha do Mestre à undécima hora. Seu tempo de serviço parece tão curto, sente que não merece recompensa; porém, enche-se de alegria porque, sobretudo, Deus o aceitou. Labuta com espírito humilde e confiante, grato pelo privilégio de ser um coobreiro de Cristo. Deus Se deleita em honrar este espírito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Senhor deseja que descansemos nEle sem pensar na medida do galardão. Quando Cristo habita na alma, o pensamento de remuneração não é supremo. Este não é o motivo impelente do nosso serviço. Verdade é que num sentido secundário devemos olhar à recompensa. Deus deseja que apreciemos as bênçãos prometidas; mas não que sejamos ávidos de remuneração, nem sintamos que para cada serviço devamos receber compensação. Não devemos estar tão ansiosos de obter o galardão, como de fazer o que é justo, independentemente de &#8220;Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; &#8230; ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. &#8230; Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.&#8221; I Cor. 3:7-9, 11 e 14. todo o lucro. O amor a Deus e a nossos semelhantes deve ser o nosso motivo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esta parábola não desculpa os que ouvem o primeiro chamado para o trabalho, mas negligenciam entrar na vinha do Senhor. Quando o pai de família foi à praça à undécima hora, e encontrou homens desocupados, disse: &#8220;Por que estais ociosos todo o dia?&#8221; Mat. 20:6. A resposta foi: &#8220;Porque ninguém nos assalariou.&#8221; Mat. 20:7. Nenhum dos chamados mais tarde, estava ali de manhã. Não recusaram a chamada. Os que recusam e depois se arrependem, fazem bem em arrepender-se; mas não é seguro menosprezar o primeiro apelo da graça.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando os trabalhadores da vinha receberam &#8220;um dinheiro cada um&#8221; (Mat. 20:9), os que haviam começado a trabalhar mais cedo, ficaram ofendidos. Não haviam labutado eles doze horas? arrazoaram entre si, e não era justo que recebessem mais do que os que trabalharam apenas uma hora na parte mais amena do dia? &#8220;Estes derradeiros trabalharam só uma hora&#8221;, disseram, &#8220;e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia.&#8221; Mat. 20:12.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Amigo&#8221;, retrucou o pai de família a um deles; &#8220;não te faço injustiça; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?&#8221; Mat. 20:13-15.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Assim, os derradeiros serão primeiros, e os primeiros, derradeiros, porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.&#8221; Mat. 20:16.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os primeiros trabalhadores da parábola representam os que, por causa de seus serviços reclamam preferência sobre os demais. Empreendem sua obra com o espírito de engrandecimento, e não empregam nela abnegação e sacrifício. Podem haver professado servir a Deus toda a sua vida; podem destacar-se em suportar dificuldades, privação e provas, e por isso pensam ter direito a grande remuneração. Pensam mais na recompensa que no privilégio de serem servos de Cristo. A seu parecer, suas labutas e sacrifícios conferem-lhes o direito de receber mais honras que os outros, e por não ser reconhecido esse direito, ficam ofendidos. Se tivessem trabalhado com espírito amável e confiante, continuariam a ser os primeiros; mas sua disposição queixosa e lamuriante é dessemelhante da de Cristo, e demonstra que são indignos de confiança. Revela seu desejo de exaltação própria, desconfiança de Deus, e espírito ambicioso e de inveja para com os irmãos. A bondade e a liberalidade do Senhor lhes é motivo de murmuração. Assim demonstram não ter afinidade com Deus. Não conhecem a alegria da cooperação com o Obreiro por excelência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nada mais ofensivo há para Deus que este espírito acanhado, e que cuida só de si. Não pode Ele operar com os que manifestam tais predicados. São insensíveis à operação de Seu Espírito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os judeus foram os primeiros a serem chamados para a vinha do Senhor; e por isso eram altivos e cheios de justiça própria. Cuidavam que seus longos anos de trabalho os titulavam para receber galardão maior do que os outros. Nada lhes foi mais exasperante do que uma insinuação de que os gentios deveriam ser admitidos aos mesmos privilégios que eles nas coisas de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo advertiu os discípulos que primeiro foram chamados a segui-Lo, a que não acariciassem o mesmo mal. Viu que o espírito de justiça própria seria a causa da debilidade e maldição da igreja. Os homens pensariam que poderiam fazer alguma coisa para obter lugar no reino dos Céus. Imaginariam que quando tivessem feito certos progressos o Senhor viria para auxiliá-los. Assim haveria abundância do próprio eu e pouco de Jesus. Muitos que houvessem progredido um pouco se jactariam e considerariam superiores a outros. Seriam ávidos de lisonjas, invejosos se não fossem tidos por mais importantes. Cristo procurou proteger Seus discípulos contra este perigo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não é cabível o vangloriar-nos de algum mérito. &#8220;Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor.&#8221; Jer. 9:23 e 24.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A recompensa não é pelas obras, para que ninguém se glorie, mas pela graça. &#8220;Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus. Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão a Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, porém crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.&#8221; Rom. 4:1-5. Portanto não há ocasião de alguém se gloriar sobre outro,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O Senhor galardoe o teu feito, e seja cumprido o teu galardão do Senhor, Deus de Israel.&#8221; Rute 2:12. &#8220;Deveras há uma recompensa para o justo.&#8221; Sal. 58:11. &#8220;Para o que semeia justiça, haverá galardão certo.&#8221; Prov. 11:18. ou de murmurar. Ninguém é mais privilegiado do que outro, nem pode alguém reclamar o galardão como um direito.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O primeiro e o último devem ser participantes do grande galardão eterno, e o primeiro deve dar alegremente as boas-vindas ao último. Aquele que inveja o galardão de outro, esquece que ele mesmo é salvo unicamente pela graça. A parábola dos trabalhadores reprova toda ambição e suspeita. O amor regozija-se na verdade, e não estabelece comparações invejosas. Quem possui amor, compara somente seu próprio caráter imperfeito com a amabilidade de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esta parábola é uma advertência a todos os obreiros que, embora longos seus serviços, embora fartas as labutas, estão sem amor aos irmãos e sem humildade perante Deus. Não há religião na entronização do próprio eu. Aquele, cujo alvo é a glorificação própria, se encontrará destituído daquela graça que, somente, pode torná-lo eficiente no serviço de Cristo. Quando é tolerado o orgulho e a complacência própria, a obra é arruinada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não é a duração do tempo que labutamos, mas a voluntariedade e fidelidade em nosso trabalho que o torna aceitável a Deus. É requerida uma renúncia completa do próprio eu em todo o nosso serviço. O menor dever feito com sinceridade e desinteresse é mais agradável a Deus que a maior obra quando manchada pelo egoísmo. Ele olha para ver quanto nutrimos do espírito de Cristo, e quanto nosso trabalho revela da semelhança de Cristo. Considera mais o amor e a fidelidade com que trabalhamos do que a quantidade que fazemos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Somente quando o egoísmo estiver morto, banida a contenda pela supremacia, o coração repleto de gratidão e o amor houver tornado fragrante a vida &#8211; somente então, Cristo nos está habitando na alma e somos reconhecidos como coobreiros de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Por mais difícil que seja a labuta, os verdadeiros obreiros não a consideram fadiga. Estão prontos para gastarem-se e deixarem-se gastar; porém é uma obra prazenteira, feita de coração alegre. A alegria em Deus é expressa mediante Jesus Cristo. Sua alegria é a alegria proposta a Cristo: &#8220;Fazer a vontade dAquele que Me enviou e realizar a Sua obra.&#8221; João 4:34. São cooperadores do Senhor da glória. Este pensamento suaviza toda fadiga, robustece a vontade, fortalece o espírito para tudo que suceder. Trabalhando com coração isento de egoísmo, enobrecidos por serem participantes dos sofrimentos de Cristo, partilhando de Suas simpatias e colaborando com Ele em Sua obra, ajudam a intensificar a Sua alegria e a acrescentar honra e louvor ao Seu nome exaltado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esse é o espírito de todo serviço verdadeiro para Deus. Pela falta do mesmo, muitos que aparentam ser os primeiros se tornarão os últimos, enquanto os que o possuem, embora considerados os últimos, se tornarão os primeiros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos há que se entregaram a Cristo, todavia não vêem oportunidade de realizar grande obra ou fazer grandes sacrifícios em Seu serviço. Estes podem achar conforto no pensamento de que não é necessariamente a abnegação do mártir que é mais aceitável a Deus; pode ser que o missionário que enfrente diariamente o perigo e a morte, não tome a mais elevada posição nos registros do Céu. O cristão que o é em sua vida particular, na renúncia diária do eu, na sinceridade de propósito e pureza de pensamento, em mansidão sob provocação, em fé e piedade, em fidelidade nas coisas mínimas, que na vida familiar representa o caráter de Cristo, esse pode ser mais precioso aos olhos de Deus que o missionário ou mártir de fama mundial.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Oh, como são diferentes os padrões pelos quais Deus e o homem medem o caráter! Deus vê muitas tentações resistidas das quais o mundo e até os amigos íntimos nunca sabem &#8211; tentações no lar e no coração. Vê a humildade da alma em vista de sua própria fraqueza; o arrependimento sincero, até de um pensamento que é mau. Vê a inteira devoção a Seu serviço. Anotou as horas de duros combates com o próprio eu &#8211; combates que trouxeram vitória. Tudo isto os anjos e Deus sabem. Um memorial há escrito diante dEle, para os que temem ao Senhor e para os que se lembram do Seu nome.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O segredo do êxito não é encontrado nem em nossa erudição, nem em nossa posição, nem em nosso número ou nos talentos a nós confiados, nem na vontade do homem. Cônscios de nossa deficiência devemos contemplar a Cristo, e por Ele que é a força por excelência, a expressão máxima do pensamento, o voluntário e obediente obterá uma vitória após outra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">E por mais breve que seja o nosso serviço, ou mais humilde nossa obra, se seguirmos a Cristo com fé singela, não seremos desapontados pelo galardão. Aquilo que o maior e mais sábio não pode alcançar, o mais débil e mais humilde receberá. Os portões áureos do Céu não se abrem para os que se exaltam. Não são erguidos para os de espírito altivo. Os portais eternos abrir-se-ão ao trêmulo contato de uma criancinha. Abençoado será o galardão da graça para os que trabalharam para Deus com simplicidade de fé e amor.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; A Sementeira da Verdade</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 16:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Verdade]]></category>

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		<description><![CDATA[O Semeador e a Semente Pela parábola do semeador, ilustra Cristo as coisas do reino dos Céus e a obra do grande Lavrador para o Seu povo. Como um semeador no campo, assim veio Ele também para espalhar a semente celestial da verdade. E Seu ensino por parábolas era a semente, com a qual as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Semeador e a Semente</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pela parábola do semeador, ilustra Cristo as coisas do reino dos Céus e a obra do grande Lavrador para o Seu povo. Como um semeador no campo, assim veio Ele também para espalhar a semente celestial da verdade. E Seu ensino por parábolas era a semente, com a qual as mais preciosas verdades de Sua graça foram disseminadas. Por sua simplicidade, a parábola do semeador não tem sido apreciada como devia. Da semente natural que é lançada na terra, Cristo deseja dirigir-nos o espírito para a semente do evangelho, cuja semeadura resulta em reconduzir o homem à lealdade para com Deus. Ele, que deu a parábola da pequena semente, é o Soberano do Céu, e as mesmas leis que regem o semear da semente terrena, regem o semear das sementes da verdade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Tinha-se aglomerado, junto ao Mar da Galiléia, uma multidão curiosa e expectante para ver e ouvir a Jesus. Lá havia doentes que estavam deitados em leitos, e esperavam para apresentar-Lhe seu caso. Deus Lhe havia dado o direito de aliviar a dor de </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">uma geração pecaminosa e agora repreendia a enfermidade e difundia ao Seu redor vida, saúde e paz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Aumentando a multidão continuamente, o povo se comprimia ao redor de Cristo até não haver mais espaço para contê-los. Então, dirigindo uma palavra aos homens nos botes, subiu à embarcação que estava pronta para levá-Lo à outra margem do lago, e ordenando aos discípulos que se afastassem um pouco da terra, falou à multidão reunida na margem.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Junto ao lago estava a bela planície de Genesaré, além erguiam-se as colinas, e no sopé do monte, como também no planalto, havia semeadores e ceifeiros trabalhando, uns espalhando a semente e os outros ceifando o cereal maduro. Contemplando esta cena, disse Cristo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Eis que o semeador saiu a semear. E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na; e outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda. Mas, vindo o Sol, queimou-se e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. E outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta.&#8221; Mat. 13:3-8.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A missão de Cristo não foi compreendida pelos homens de Seu tempo. A maneira de Sua vinda não estava em harmonia com a expectativa deles. O Senhor Jesus era o fundamento de toda a dispensação judaica. Suas imponentes cerimônias foram ordenados por Deus. Foram designados para ensinar ao povo, que no tempo determinado, viria Aquele ao qual apontavam aquelas cerimônias. Mas os judeus tinham exaltado as formalidades e cerimônias, e perdido de vista seu objetivo. As tradições, máximas e decretos de homens ocultavam-lhes as lições que Deus intencionava comunicar-lhes. Essas máximas e tradições tornaram-se um </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">obstáculo para a sua compreensão e prática da verdadeira religião. E ao vir a realidade, na pessoa de Cristo, não reconheceram nEle o cumprimento de todos os símbolos, a substância de todas as sombras. Rejeitaram o antítipo, e apegaram-se a seus tipos e cerimônias inúteis. O Filho do homem viera, mas continuaram pedindo um sinal. À mensagem: &#8220;Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus&#8221; (Mat. 3:2), respondiam exigindo um milagre. O evangelho de Cristo lhes era uma pedra de tropeço, porque, em vez de um Salvador, pediam um sinal. Esperavam que o Messias provasse Suas reivindicações por vitórias brilhantes, para estabelecer Seu império sobre as ruínas de reinos terrestres. Como resposta a essa expectativa, deu Cristo a parábola do semeador. O reino de Deus não devia prevalecer pela força de armas nem por intervenções violentas, mas pela implantação de um princípio novo no coração dos homens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O que semeia a boa semente é o Filho do homem.&#8221; Mat. 13:37. Cristo viera, não como rei, mas como semeador; não para subverter reinos, mas para espalhar a semente; não para levar Seus seguidores a triunfos terrenos e grandezas nacionais, mas para uma colheita que será ganha depois de paciente trabalho, e por perdas e desilusões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os fariseus compreendiam a significação da parábola de Cristo; mas o Seu ensino lhes era indesejável. Faziam como se não o compreendessem. À grande massa envolvia-se num maior mistério ainda o propósito do novo Mestre, cujas palavras lhes moviam tão estranhamente o espírito e tão amargamente desapontavam as ambições. Os discípulos mesmos não compreenderam a parábola, mas foi-lhes instigado o interesse. Foram ter depois particularmente com Jesus e pediram explicação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Este desejo era justamente o que Jesus pretendia despertar para que lhes pudesse dar instrução mais definida. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Explicou-lhes a parábola, do mesmo modo que tornará clara Sua palavra a todos os que O procuram em sinceridade de coração. Os que estudam a Palavra de Deus com o coração aberto para a iluminação do Espírito Santo, não permanecerão em trevas quanto à significação da mesma. &#8220;Se alguém quiser fazer a vontade dEle&#8221;, dizia Cristo, &#8220;pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se Eu falo de Mim mesmo.&#8221; João 7:17. Todos os que vão a Cristo com o desejo de um mais claro conhecimento da verdade, o receberão. Ele lhes desdobrará os mistérios do reino dos Céus, e os mesmos serão compreendidos pelos corações que anelam conhecer a verdade. Uma luz celeste raiará no templo da alma e será revelada a outros como o brilho refulgente de uma lâmpada em estrada tenebrosa.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Eis que o semeador saiu a semear.&#8221; Mat. 13:3. No oriente tão incertas eram as circunstâncias, e as violências tão grande perigo ocasionavam, que o povo morava principalmente em cidades muradas, e os lavradores saíam diariamente para o trabalho. Assim saiu também Cristo, o Semeador celeste, a semear. Deixou Seu lar seguro e cheio de paz, deixou a glória que possuía junto ao Pai, antes de o mundo existir, deixou Sua posição no trono do Universo. Saiu como homem sofredor e tentado; saiu em solidão para semear em lágrimas e para regar com o próprio sangue a semente da vida para um mundo perdido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Igualmente, Seus servos precisam sair para semear. Quando Abraão foi chamado para tornar-se semeador da semente da verdade, foi-lhe ordenado: &#8220;Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que Eu te mostrarei.&#8221; Gên. 12:1. &#8220;E saiu, sem saber para onde ia.&#8221; Heb. 11:8. Assim também recebeu Paulo a ordem divina, enquanto orava no templo em Jerusalém: &#8220;Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe.&#8221; Atos 22:21. Assim todos os que são chamados </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">para unir-se a Cristo, precisam deixar tudo para segui-Lo. Velhas relações precisam ser cortadas, planos de vida abandonados, esperanças terreais renunciadas. Com trabalho e lágrimas, na solidão e por sacrifício, deve a semente ser lançada.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O semeador semeia a Palavra.&#8221; Cristo veio para semear o mundo com a verdade. Durante todo o tempo, desde a queda do homem, tem Satanás lançado a semente do erro. Por uma mentira ganhou o domínio sobre os homens, e da mesma maneira trabalha ainda para subverter o reino de Deus na Terra e submeter </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">os homens a seu poderio. Como semeador de um mundo mais elevado, veio Cristo para lançar as sementes da verdade. Ele, que tomou parte no conselho de Deus e morou no mais íntimo santuário do Eterno, podia dar aos homens os puros princípios da verdade. Desde a queda do homem, Cristo tem sido o Revelador da verdade ao mundo. Por Ele foi transmitida ao homem a semente incorruptível, a &#8220;Palavra de Deus, viva e que permanece para sempre&#8221;. I Ped. 1:23. Naquela primeira promessa dada no Éden à humanidade caída Cristo lançava a semente do evangelho. Mas a parábola do semeador aplica-se especialmente a Seu ministério pessoal entre os homens, e à obra que Ele assim estabeleceu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Palavra de Deus é a semente. Toda semente tem em si um princípio germinativo. Nela está contida a vida da planta. Do mesmo modo há vida na Palavra de Deus. Cristo diz: &#8220;As palavras que Eu vos disse são espírito e vida.&#8221; João 6:63. &#8220;Quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna.&#8221; João 5:24. Em cada mandamento, em cada promessa da Palavra de Deus está o poder, sim, a vida de Deus, pelo qual o mandamento pode ser cumprido e realizada a promessa. Aquele que pela fé aceita a Palavra, recebe a própria vida e o caráter de Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cada semente produz fruto segundo sua espécie. Lançai a semente sob condições adequadas, e desenvolverá sua própria vida na planta. Recebei na alma, pela fé, a incorruptível semente da Palavra, e ela produzirá caráter e vida à semelhança do caráter e vida de Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os mestres de Israel não disseminavam a semente da Palavra de Deus. A obra de Cristo como Mestre da verdade estava em notável contraste com a dos rabinos do Seu tempo. Eles se firmavam sobre tradições, teorias humanas e especulações. Muitas vezes aquilo que homens tinham ensinado ou escrito sobre </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">a Palavra, colocavam no lugar da própria Palavra. Seus ensinos não tinham poder para refrigerar a alma. O tema das pregações e ensinamentos de Cristo era a Palavra de Deus. Respondia a interlocutores com um simples: &#8220;Está escrito.&#8221; Luc. 4:8 e 10. &#8220;Que diz a Escritura?&#8221; &#8220;Como lês?&#8221; Luc. 10:26. Em cada oportunidade, quando era despertado interesse por um amigo ou adversário, lançava a semente da Palavra. Ele, que é o Caminho, a Verdade e a Vida, Ele que é o próprio Verbo vivo, aponta às Escrituras e diz: &#8220;São elas que de Mim testificam.&#8221; João 5:39. &#8220;E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dEle se achava em todas as Escrituras.&#8221; Luc. 24:27.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os servos de Cristo devem fazer a mesma obra. Em nosso tempo, como na antiguidade, as verdades vitais da Palavra de Deus são substituídas por teorias e especulações humanas. Muitos professos ministros do Evangelho não aceitam toda a Bíblia como a Palavra inspirada. Um sábio rejeita esta parte, outro duvida daquela. Elevam sua opinião acima da Palavra; e as Escrituras que eles ensinam, repousam sobre a autoridade deles próprios. Sua autenticidade divina é destruída. Deste modo é semeada largamente a semente da incredulidade; porque o povo é confundido e não sabe o que crer. Há muitas crenças que a mente não tem o direito de entreter. Nos dias de Cristo os rabinos forçavam uma construção mística sobre muitas porções das Escrituras. Porque os claros ensinos da Palavra de Deus lhes condenavam as práticas, procuravam destruir-lhes a força. O mesmo acontece hoje em dia. Deixa-se parecer a Palavra de Deus cheia de mistérios e trevas, para desculpar as transgressões de Sua lei. Em Seus dias, Cristo censurava estas práticas. Ensinava que a Palavra de Deus deve ser compreendida por todos. Apontava às Escrituras como de autoridade inquestionável, e devemos fazer o mesmo. A Bíblia deve ser apresentada como a Palavra do Deus infinito, </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">como o termo de toda polêmica e o fundamento de toda fé.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Bíblia tem sido espoliada de seu poder, e vemos a conseqüência no abaixamento do tom da vida espiritual. Nos sermões de muitos púlpitos de hoje, não há aquela divina manifestação, que desperta a consciência e dá vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: &#8220;Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras?&#8221; Luc. 24:32. Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, e anseiam a presença divina. Teorias filosóficas ou composições literárias, embora brilhantes, não podem satisfazer o coração. As afirmações e descobrimentos dos homens não têm valor algum. Fale a Palavra de Deus ao povo! Os que só ouviram tradições, teorias e máximas humanas, ouçam a voz dAquele cuja palavra pode renovar a alma para a vida eterna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O tema predileto de Cristo era o amor paterno e a abundante graça de Deus; demorava-Se muito sobre a santidade de Seu caráter e de Sua lei; e apresentou-Se a Si mesmo aos homens como o Caminho, a Verdade e a Vida. Sejam estes os temas dos ministros de Cristo! Anunciai a verdade como é em Jesus. Explicai as reivindicações da Lei e do Evangelho. Contai ao povo da vida de renúncia e sacrifício de Cristo; de Sua humilhação e morte; de Sua ressurreição e ascensão; de Sua intercessão por eles na corte de Deus; de Sua promessa: &#8220;Virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo.&#8221; João 14:3.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em vez de disputar sobre teorias errôneas ou procurar combater os oponentes do Evangelho, segui o exemplo de Cristo. Reavivai as sãs verdades do tesouro de Deus. Pregai a Palavra. &#8220;Semeais sobre todas as águas.&#8221; Isa. 32:20. &#8220;A tempo e fora de tempo.&#8221; II Tim. 4:2. &#8220;Aquele em quem está a Minha Palavra, que fale a Minha Palavra, com verdade. Que tem a palha </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">com o trigo? &#8211; diz o Senhor.&#8221; Jer. 23:28. &#8220;Toda Palavra de Deus é pura. &#8230; Nada acrescentes às Suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso.&#8221; Prov. 30:5 e 6.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O semeador semeia a Palavra.&#8221; Eis exposto o grande princípio que deve fundamentar toda obra educacional. &#8220;A semente é a Palavra de Deus.&#8221; Luc. 8:11. Mas em muitíssimas escolas de nossos dias a Palavra de Deus é posta de lado. Outros assuntos ocupam a mente. O estudo de autores incrédulos tem parte preponderante em nosso sistema educacional. Sentimentos céticos estão entretecidos com a matéria dos livros escolares. Pesquisas científicas tornam-se ilusórias, porque seus descobrimentos são mal interpretados e pervertidos. A Palavra de Deus é comparada aos supostos ensinos da Ciência, sendo considerada incerta e indigna de confiança. Assim é implantada no espírito dos jovens a semente da dúvida e, no tempo da tentação, germina. Ao perder a fé na Palavra de Deus, a mente não tem guia, nem salvaguarda. Os jovens são levados a caminhos que desviam de Deus e da vida eterna.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A esta causa pode, em elevado grau, ser atribuída a iniqüidade difundida no mundo hoje em dia. Quando a Palavra de Deus é posta de lado, é rejeitado também seu poder de refrear as paixões pecaminosas do coração natural. Os homens semeiam na carne, e da carne colhem a corrupção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Eis também a grande causa de fraqueza e ineficiência mental. Desviando-se da Palavra de Deus, para alimentar-se nos escritos de homens não inspirados, o espírito se deprecia e rebaixa. Não é levado em contato com os profundos e amplos princípios da verdade eterna. A inteligência adapta-se à compreensão das coisas que lhe são familiares e, nesta devoção às coisas finitas, ela é debilitada, seu poder limitado e, no decorrer de algum tempo, torna-se inapta para se expandir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Tudo isso é educação falsa. Deveria ser o cuidado de todo </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">professor fixar o espírito dos jovens sobre as grandes verdades da Palavra inspirada. Essa é a educação essencial para esta vida e para a vindoura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não se pense que isso impedirá o estudo das ciências ou causará norma medíocre de educação. O conhecimento de Deus é tão alto quanto o Céu, e tão vasto quanto o Universo. Nada é tão enobrecedor nem tão importante como o estudo dos grandes temas que concernem à nossa vida eterna. Procure a juventude compreender essas verdades doadas por Deus; expandir-se-lhe-á a mente, e fortificar-se-á nesse esforço. Levará todo aluno que é praticante da Palavra a um mais amplo campo de pensamento, e ser-lhe-á assegurado um tesouro de sabedoria que é imperecível.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A educação adquirida pelo esquadrinhar das Escrituras, consiste no conhecimento experimental do plano da salvação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Uma tal instrução restaurará a imagem de Deus no ser humano. Fortalecerá e firmará o espírito contra tentações, e habilitará o estudante a tornar-se coobreiro de Cristo em Sua misericordiosa missão ao mundo. Fará dele um membro da família celestial, preparando-o para participar da herança dos santos na luz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Mas o professor da verdade sagrada só poderá comunicar aquilo que ele conhece por experiência própria. &#8220;O semeador semeia sua semente.&#8221; Cristo ensinava a verdade, porque Ele era a verdade. Seu pensar, Seu caráter, Sua experiência da vida eram incorporados em Seus ensinos. Assim também é com Seus servos; os que querem ensinar a Palavra de Deus precisam apropriar-se dela pela experiência pessoal. Precisam saber o que significa Cristo ser-lhes feito sabedoria, justiça, santificação e redenção. Proclamando a Palavra de Deus, não devem fazê-la parecer duvidosa nem incerta. Devem declarar com o apóstolo Pedro: &#8220;Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a Sua majestade.&#8221; II Ped. 1:16. Todo ministro de Cristo e todo professor deve estar habilitado a dizer com o amado João: &#8220;Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada.&#8221; I João 1:2.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">À Beira do Caminho</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Aquilo de que a parábola do semeador principalmente trata é o efeito produzido sobre o crescimento da semente pelo solo em que é lançada. Por essa parábola diz Jesus virtualmente a Seus ouvintes: Não é seguro vos colocardes como críticos de Minha obra, ou condescenderdes com desapontamentos por não corresponder a vossas opiniões. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A questão de maior importância para vós é: Como tratais Minha mensagem? De vossa aceitação ou rejeição da mesma depende vosso destino eterno.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na explicação da semente que caiu à beira do caminho, disse: &#8220;Ouvindo alguém a Palavra do Reino e não a entendendo, vem o maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.&#8221; Mat. 13:19.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A semente lançada à beira do caminho representa a Palavra de Deus quando cai no coração de um ouvinte desatento. Como o calcado caminho, pisado pelos pés de homens e animais, é o coração que se torna estrada para o comércio do mundo, seus prazeres e pecados. Absorvido em aspirações egoístas e condescendência pecaminosa, o coração se endurece &#8220;pelo engano do pecado&#8221;. Heb. 3:13. As faculdades espirituais são enfraquecidas. O homem ouve, sim, a Palavra, mas não a entende. Não discerne que ela se aplica a ele próprio. Não reconhece suas necessidades nem seu perigo. Não percebe o amor de Cristo, e passa pela mensagem de Sua graça como alguma coisa que não lhe diz respeito.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Como os pássaros estão prontos para tirar a semente do caminho, assim também Satanás está atento para tirar da mente os princípios da verdade divina. Teme que a Palavra de Deus possa despertar os negligentes e ter efeito sobre o coração endurecido. Satanás e seus anjos estão nas reuniões onde o evangelho é pregado. Enquanto anjos do Céu se esforçam para impressionar os corações com a Palavra de Deus, o inimigo está alerta para torná-la sem efeito. Com fervor só comparável à sua maldade, procura frustrar a obra do Espírito de Deus. Enquanto Cristo, pelo Seu amor, atrai a alma, Satanás procura desviar a atenção daquele que é movido a buscar o Salvador. Preocupa a mente com projetos mundanos. Instiga </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">a crítica ou insinua dúvida e incredulidade. A linguagem do orador ou suas maneiras podem não agradar o ouvinte, e ele se detém sobre esses defeitos. Assim, a verdade de que carecem, e que Deus lhes enviou tão graciosamente, não causa impressão duradoura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Satanás tem muitos auxiliares. Muitos que se dizem cristãos ajudam o tentador a tirar de outros as sementes da verdade. Muitos que ouvem a pregação da Palavra de Deus, fazem-na em casa objeto de crítica. Julgam a pregação, como se estivessem dando opinião sobre um discurso ou a respeito de um orador político. A mensagem que deve ser considerada a Palavra do Senhor para eles, é discutida com comentários frívolos e sarcásticos. O caráter, motivos e atos do pregador como também o procedimento dos membros da congregação são discutidos livremente. Pronuncia-se crítica cruel; calúnias e boatos são repetidos, e tudo isso aos ouvidos de não-conversos. Muitas vezes essas coisas são faladas pelos pais </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">ao ouvido dos próprios filhos. Desse modo destrói-se o respeito aos mensageiros de Deus e a reverência à Sua mensagem, e muitos são ensinados a considerar levianamente a própria Palavra de Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Assim, nos lares de professos cristãos são educados muitos jovens de modo a se tornarem incrédulos; e os pais perguntam por que os filhos possuem tão pouco interesse no evangelho e estão tão prontos para duvidar da verdade da Bíblia. Admiram-se de que seja tão difícil alcançá-los com influências morais e religiosas. Não vêem que seu próprio exemplo endureceu o coração dos filhos. A boa semente não acha lugar para se enraizar, e Satanás a arranca.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">No Pedregal</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Porém o que foi semeado em pedregais é o que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; mas não tem raiz em si mesmo; antes, é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da Palavra, logo se ofende.&#8221; Mat. 13:20 e 21.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A semente lançada no pedregal encontra solo pouco profundo. A planta brota rapidamente, mas as raízes não podem penetrar no rochedo a fim de obter nutrição para sustentar seu crescimento, e logo perece. Muitos que professam religião são ouvintes de pedregais. Como a rocha está sob o sedimento de terra, está o egoísmo próprio do coração natural sob os bons desejos e aspirações. O amor ao próprio eu não está subjugado. Ainda não viram a extraordinária iniqüidade do pecado, e o coração não está humilhado pelo sentimento de culpabilidade. Esta classe pode ser convencida com facilidade e parecer de promissores conversos, mas só possuem religião superficial.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não é por aceitarem a Palavra imediatamente, nem por se alegrarem na mesma, que os homens apostatam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando Mateus ouviu o chamado do Salvador, levantou-se imediatamente, deixou tudo e O seguiu. Deus quer que aceitemos a Palavra divina logo que venha a nosso coração, e é justo que a recebamos com alegria. Haverá &#8220;alegria no Céu por um pecador que se arrepende&#8221; (Luc. 15:7), e há alegria na alma que crê em Cristo. Mas aqueles de quem se fala na parábola, que aceitam logo a Palavra, não calculam o custo. Não ponderam o que deles exige a Palavra de Deus. Não a confrontam diretamente com todos os seus hábitos de vida e não se submetem completamente à sua direção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As raízes da planta penetram profundamente no solo, e ocultas a nossos olhos alimentam-lhe a vida. Assim é com os cristãos; a vida espiritual é alimentada pela união invisível da alma com Cristo, mediante a fé. Mas os ouvintes de pedregais confiam em si mesmos, em vez de confiar em Cristo. Depositam sua confiança nas boas obras e bons motivos, e estão fortes em sua própria justiça. Não estão firmes no Senhor e na força de Seu poder. Esse &#8220;não tem raiz em si&#8221;, porque não está ligado a Cristo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O ardente sol de verão, que fortifica e amadurece o grão sadio, destrói aquele que não tem raízes profundas. Assim o que &#8220;não tem raiz em si mesmo; &#8230; é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição por causa da Palavra, logo se ofende&#8221;. Mat. 13:21. Muitos aceitam o evangelho para escapar ao sofrimento e não para serem libertos do pecado. Regozijam-se algum tempo pensando que a religião os livrará de dificuldades e provações. Enquanto a vida decorre suavemente, podem parecer coerentes. Todavia desfalecem sob a ardente prova da tentação. Não podem levar o opróbrio por amor de Cristo. Ofendem-se quando a Palavra de Deus lhes aponta algum pecado acariciado ou exige renúncia e sacrifício. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Custar-lhes-ia muito esforço fazer mudança radical de vida. Olham as desvantagens e provações presentes e esquecem as realidades eternas. Como os discípulos que deixaram a Jesus, estão também prontos para dizer: &#8220;Duro é este discurso; quem o pode ouvir?&#8221; João 6:60.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos há que dizem servir a Deus, mas não têm o conhecimento experimental dEle. O desejo de fazer Sua vontade baseia-se em suas próprias inclinações, e não na profunda convicção efetuada pelo Espírito Santo. Seu procedimento não está em harmonia com a lei de Deus. Professam aceitar a Cristo como seu Salvador, contudo não crêem que lhes dará forças para vencer o pecado. Não têm relação pessoal com o Salvador vivo e seu caráter revela faltas herdadas e cultivadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Uma coisa é aprovar de modo geral o agente do Espírito Santo, e outra, aceitar Sua obra como reprovador, chamando-nos ao arrependimento. Muitos têm uma intuição de separação de Deus, e de estar debaixo da servidão do pecado e do próprio eu; esforçam-se para se reformarem, mas não crucificam o próprio eu. Não se entregam inteiramente às mãos de Cristo, procurando forças divinas para Lhe fazer a vontade. Não consentem em deixar-se moldar à semelhança divina. Reconhecem de modo geral suas imperfeições, mas não confessam particularmente cada pecado. Com cada ação errada, a velha natureza egoísta é fortalecida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A única esperança para essas pessoas é reconhecer em si mesmas a verdade das palavras de Cristo a Nicodemos: &#8220;Necessário vos é nascer de novo. Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus.&#8221; João 3:7 e 3.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Verdadeira santidade é integridade no serviço de Deus. Essa é a condição da verdadeira vida cristã. Cristo requer a </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">entrega sem reservas, o serviço não dividido. Exige o coração, a mente, o intelecto e as forças. O eu não deve ser acariciado. Quem vive para si mesmo não é cristão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O amor precisa ser o móvel de ação. O amor é o princípio básico do governo de Deus no Céu e na Terra, e deve ser o fundamento do caráter cristão. Isso unicamente pode torná-lo e guardá-lo inabalável; habilitá-lo a resistir às provas e tentações.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">E o amor será revelado no sacrifício. O plano de salvação foi firmado em sacrifício &#8211; um sacrifício tão profundo, amplo e alto, que é incomensurável. Cristo entregou tudo por nós; e os que aceitam a Cristo estarão prontos para sacrificar tudo pela causa de seu Redentor. O pensamento de Sua honra e glória terá precedência sobre todas as outras coisas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Se amamos a Jesus, gostaremos de viver para Ele, de apresentar-Lhe nossa oferta de gratidão, de trabalhar para Ele. O próprio serviço será fácil. Anelaremos sofrimento, </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">labuta e sacrifício por Sua causa. Simpatizaremos com o Seu anseio pela salvação dos homens. Sentiremos pelos homens a mesma terna paixão que Ele sentiu.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Essa é a religião de Cristo. Qualquer coisa menos que isso é um engano. Nenhuma simples teoria da verdade ou profissão de discipulado salvará pessoa alguma. Não pertencemos a Cristo, se não somos inteiramente Seus. É pela indiferença na vida cristã que os homens se tornam de propósitos fracos e desejos mutáveis. O esforço de servir tanto ao eu como a Cristo, faz do homem ouvinte de pedregais, e não resistirá quando lhe sobrevier a provação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Entre os Espinhos</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a Palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a Palavra, e fica infrutífera.&#8221; Mat. 13:22.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A semente do evangelho cai muitas vezes entre espinhos e ervas daninhas; e se não ocorrer uma transformação moral no coração humano, e se não forem abandonados velhos hábitos e práticas da anterior vida pecaminosa, se não forem expelidos da alma os atributos de Satanás, a colheita de trigo será sufocada. Os espinhos serão a colheita, e destruirão o trigo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A graça só pode florescer no coração que está sendo preparado continuamente para as preciosas sementes da verdade. Os espinhos do pecado crescem em qualquer solo; não precisam de cultivo especial; mas a graça necessita ser cultivada cuidadosamente. A sarça e os espinhos estão sempre prontos para germinar, e a obra de purificação precisa avançar continuamente. Se o coração não for guardado sob a direção de Deus, se o Espírito Santo não refinar e enobrecer incessantemente o caráter, revelar-se-ão na vida os velhos costumes. Podem os homens professar crer no evangelho; mas a não ser que sejam por ele santificados, </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">nada vale sua religião. Se não obtiverem vitória sobre o pecado, este estará obtendo vitória sobre eles. Os espinhos que foram cortados, mas não desarraigados, brotam novamente, até sufocar a alma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo especificou as coisas que são perigosas para a alma. Como relata Marcos, menciona Ele os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas. Lucas especifica: cuidados, riquezas e deleites da vida. Estes são os que sufocam a Palavra, a crescente semente espiritual. A alma cessa de extrair alimento de Cristo, e extingue-se no coração a espiritualidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Os cuidados deste mundo.&#8221; Mat. 13:22. Nenhuma classe está livre da tentação de cuidados deste mundo. Aos pobres a labuta, privação e temor de pobreza trazem perplexidades e fardos; aos ricos vêm o temor de perda e uma multidão de ansiosas preocupações. Muitos dos seguidores de Cristo esquecem as lições que Ele nos ordenou aprender das flores do campo. Não confiam em Sua constante providência. Cristo não pode carregar-lhes os fardos, porque não os depõem sobre Ele. Portanto os cuidados da vida, que os deveriam levar ao Salvador para receber auxílio e conforto, dEle os separam.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos que podiam produzir frutos na obra de Deus, tornam-se propensos a conquistar riquezas. Toda a sua energia é absorvida em empresas comerciais, e sentem-se obrigados a desprezar as coisas de natureza espiritual. Deste modo separam-se de Deus. É-nos recomendado nas Escrituras não sermos &#8220;vagarosos no cuidado&#8221;. Rom. 12:11. Devemos trabalhar para que possamos dar alguma coisa aos necessitados. Os cristãos precisam trabalhar, precisam ocupar-se em atividades, e podem fazê-lo sem cometer pecado. Mas muitos se tornam tão absortos em negócios que não têm tempo para orar, para estudar a Bíblia, para procurar e servir a Deus. Às vezes os anseios da alma são pela santidade e o Céu; mas não </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">há tempo para retrair-se do tumulto do mundo para ouvir as palavras majestosas e autorizadas do Espírito de Deus. As coisas da eternidade são tidas como secundárias, e as do mundo, supremas. É impossível à semente da verdade produzir fruto; porque a vida da alma é utilizada para alimentar os espinhos do mundanismo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos que agem com propósito muito diferente, caem no mesmo erro. Estão trabalhando para o bem de outros; seus deveres são urgentes, muitas as responsabilidades, e permitem que sua labuta exclua a devoção. A comunhão com Deus pela oração e pelo estudo de Sua Palavra é negligenciada. Esquecem-se de que Cristo disse: &#8220;Sem Mim nada podereis fazer.&#8221; João 15:5. Caminham separados de Cristo, sua vida não está impregnada de Sua graça, e as características do eu são reveladas. Seu serviço é manchado pelo desejo de supremacia, por traços grosseiros e intratáveis do coração insubmisso. Eis um dos principais segredos do fracasso no trabalho cristão. Essa é a razão por que o sucesso é tantas vezes insatisfatório.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O engano das riquezas.&#8221; O amor às riquezas tem poder apaixonante e ilusório. Muitíssimas vezes esquecem os que possuem riquezas mundanas, que é Deus quem lhes dá a capacidade de obter prosperidade. Dizem: &#8220;A minha força e a fortaleza de meu braço me adquiriram este poder.&#8221; Deut. 8:17. Em vez de despertar gratidão para com Deus, as riquezas os levam à exaltação própria. Perdem o sentimento de sua dependência de Deus e de sua obrigação para com o próximo. Em vez de considerar a riqueza como um talento a ser empregado para glória de Deus e para o reerguimento da humanidade, têm-na como meio de satisfação própria. Em vez de desenvolver no homem os atributos de Deus, as riquezas assim usadas desenvolvem nele os atributos de Satanás. A semente da Palavra é sufocada pelos espinhos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E deleites da vida.&#8221; Luc. 8:14. Há perigo em diversão que é buscada meramente para a satisfação própria. Todos os hábitos de condescendência que debilitam as forças físicas, que anuviam a mente ou que entorpecem as percepções espirituais, são concupiscências carnais &#8220;que combatem contra a alma&#8221;. I Ped. 2:11.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E as ambições de outras coisas.&#8221; Mar. 4:19. Estas não são necessariamente coisas pecaminosas, em si mesmas, mas alguma coisa a que damos o primeiro lugar, em vez de ao reino de Deus. Tudo quanto desvia de Deus o espírito e aparta de Cristo as afeições, é um inimigo da alma.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando a mente é juvenil e vigorosa, e susceptível de desenvolvimento rápido, há grande tentação de ser ególatra. Quando os projetos são bem-sucedidos, tem-se a tendência de continuar numa direção que amortece a consciência e impede a justa apreciação do que constitui a verdadeira excelência de caráter. Quando as circunstâncias favorecem este desenvolvimento, nota-se crescimento numa direção proibida pela Palavra de Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nesse período formativo da vida dos filhos, a responsabilidade dos pais é muito grande. Deve ser seu constante esforço rodear os filhos de boas influências, influências que lhes dêem visão correta da vida e de seu verdadeiro êxito. Quantos pais, em vez disso, impõem-se como primeiro objetivo assegurar aos filhos prosperidade material! Todas as suas associações são escolhidas com mira a este objetivo. Muitos pais estabelecem moradia em qualquer grande cidade, e introduzem os filhos na alta sociedade. Circundam-nos de influências que encorajam o mundanismo e o orgulho. Nessa atmosfera atrofiam-se mente e alma. Perdem-se de vista as elevadas e nobres aspirações da vida. O privilégio de serem filhos de Deus e herdeiros da vida eterna, é permutado por lucros materiais. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos pais procuram promover a felicidade dos filhos, satisfazendo-lhes a sede de prazeres. Permitem-lhes tomar parte em esportes e participar de festinhas sociais, e fornecem-lhes dinheiro para gastar livremente em ostentação e satisfação própria. Quanto mais se condescende com o desejo de prazer, tanto mais forte ele se torna. O interesse desses jovens é absorvido gradualmente no divertimento, até que chegam a considerá-lo o objetivo da vida. Formam hábitos de ociosidade e condescendência que lhes tornam quase impossível se tornarem cristãos resolutos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Mesmo a Igreja, que deve ser a coluna e sustentáculo da verdade, é vista animando o amor egoísta de prazer. Quando é preciso angariar dinheiro para fins religiosos, a que meios recorrem muitas igrejas? A bazares, ceias, leilões, até mesmo rifas e artifícios semelhantes. Muitas vezes o lugar consagrado ao culto de Deus é profanado por comidas e bebidas, vendas e compras, e toda sorte de diversões. O respeito à casa de Deus e a reverência a Seu culto são diminuídos no espírito dos jovens. As barreiras da restrição própria são enfraquecidas. Apela-se para o egoísmo, o apetite, o amor de ostentação e eles se fortalecem à medida que com os mesmos se condescende.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A oferta de prazeres e divertimentos centraliza-se nas cidades. Muitos pais que escolhem um lar na cidade para os filhos, pensando dar-lhes maiores vantagens, são desapontados, mas demasiado tarde se arrependem de seu terrível erro. As cidades de nosso tempo tornam-se depressa como Sodoma e Gomorra. Os muitos feriados animam à ociosidade. Os divertimentos &#8211; o teatro, corridas de cavalo, jogos, as bebidas alcoólicas, banquetes e orgias &#8211; estimulam ao extremo todas as paixões. A juventude é arrastada pela corrente popular. Aqueles que aprendem a amar os divertimentos como um fim em si, </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">abrem a porta para uma onda de tentações. Entregam-se a prazeres sociais e satisfações loucas, e sua relação com os amantes de prazeres tem efeito intoxicante sobre a mente. São arrastados de uma a outra forma de dissipação, até perderem, não só o desejo, como a capacidade para a vida útil. Suas aspirações religiosas esfriam; a vida espiritual é obscurecida. Todas as nobres faculdades da mente, tudo que liga o homem ao mundo espiritual é rebaixado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">É certo que alguns podem reconhecer sua loucura e se arrependem. Deus pode perdoar-lhes. Mas feriram o próprio coração e trouxeram sobre si perigo para a vida toda. O poder de discernimento que deve ser conservado sempre aguçado e sensível para distinguir entre o bem e o mal, é em grande parte destruído. Não reconhecem imediatamente a voz admoestadora do Espírito Santo, nem discernem os ardis de Satanás. Muitas vezes caem em tentação no tempo de perigo, e são alienados de Deus. O termo de sua vida de prazeres é ruína para este mundo e para o vindouro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cuidados, riquezas e divertimentos são usados por Satanás no jogo de vida do ser humano. É-nos feita a admoestação: &#8220;Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.&#8221; I João 2:15 e 16. Aquele que lê o coração do homem como um livro aberto, diz: &#8220;E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia.&#8221; Luc. 21:34. O apóstolo Paulo, pelo Espírito Santo, escreve: &#8220;Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.&#8221; I Tim. 6:9 e 10.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Preparação do Solo</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Através da parábola do semeador, Cristo descreve os diversos resultados da semeadura como dependentes do solo. O semeador e as sementes são em cada caso os mesmos. Desta maneira nos ensina que se a Palavra de Deus não executar a sua obra em nosso coração e vida, devemos em nós mesmos procurar a razão disto. Mas o resultado não está além de nosso controle. É certo que não podemos transformar-nos, mas temos o poder de escolha, e depende de nós o que queremos ser. Os ouvintes comparados com o caminho, ou com os pedregais ou com o chão cheio de espinhos não precisam permanecer assim. O Espírito de Deus procura continuamente quebrar o encantamento da arrogância que mantém os homens absortos em coisas mundanas, e despertar anelo pelo tesouro imperecível. Resistindo os homens ao Espírito, tornam-se desatentos ou negligentes para com a Palavra de Deus. Eles mesmos são responsáveis pelo endurecimento do coração, que impede a boa semente de enraizar-se, e pelas ervas daninhas que lhe reprimem o desenvolvimento. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O jardim do coração precisa ser cultivado. Precisa o solo ser sulcado por profundo arrependimento. As plantas venenosas e diabólicas devem ser arrancadas. O terreno, uma vez coberto de espinhos, só pode ser reconquistado por diligente trabalho. Assim, as más tendências do coração natural só podem ser vencidas por sincero esforço em nome de Jesus e por Sua virtude. O Senhor nos ordena pelos profetas: &#8220;Lavrai para vós o campo de lavoura e não semeeis entre espinhos.&#8221; Jer. 4:3. &#8220;Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia.&#8221; Osé. 10:12. Esta obra Ele deseja realizar para nós e pede-nos cooperação. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os semeadores têm uma tarefa no preparar os corações para receber o evangelho. No ministério da Palavra há muita pregação e pouquíssimo trabalho de coração a coração. É necessário o trabalho pessoal pela salvação dos perdidos. Devemos aproximar-nos dos homens individualmente com simpatia semelhante à de Cristo e procurar despertar-lhes o interesse nas coisas da vida eterna. Os corações podem ser tão duros quanto o caminho batido e pode parecer uma tentativa inútil apresentar-lhes o Salvador; mas embora a lógica possa falhar em mover, e o argumento seja impotente para convencer, o amor de Cristo, revelado no ministério pessoal, pode abrandar o coração empedernido, de modo que a semente da verdade possa enraizar-se.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Assim os semeadores têm alguma coisa que fazer, para que a semente não seja sufocada pelos espinhos ou venha a perecer pela pouca profundidade do solo. Logo no início da vida cristã, </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">deve ensinar-se aos crentes seus princípios fundamentais. Deve-se-lhes ensinar que não serão salvos somente pelo sacrifício de Cristo, mas que também devem tornar a vida de Cristo a sua vida e o caráter de Cristo o seu caráter. Ensine-se a todos, que precisam levar fardos e renunciar às inclinações naturais. Aprendam a bem-aventurança de trabalhar para Cristo, seguindo-O em renúncia, e suportar como bons soldados as dificuldades. Aprendam a confiar em Seu amor e lançar sobre Ele os cuidados. Experimentem a alegria de ganhar almas para Ele. Em sua paixão e interesse pelos perdidos perderão de vista o eu. Os prazeres do mundo perderão o poder de atração, e seus encargos deixarão de desanimar. O arado da verdade fará sua obra. Abrirá o abandonado chão. Não cortará somente a ponta dos espinhos mas arrancá-los-á pela raiz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em boa Terra </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O semeador não há de experimentar sempre desenganos. Da semente que caiu em boa terra, o Salvador disse: &#8220;É o que ouve e compreende a Palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro, sessenta, e outro, trinta.&#8221; Mat. 13:23. &#8220;E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a Palavra, a conservam num coração honesto e bom e dão fruto com perseverança.&#8221; Luc. 8:15.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O &#8220;coração honesto e bom&#8221; (Luc. 8:15), do qual fala a parábola, não é um coração sem pecado, pois o evangelho deve ser pregado aos perdidos. Cristo disse: &#8220;Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.&#8221; Mar. 2:17. Quem se rende à convicção do Espírito Santo é o que tem coração honesto. Reconhece sua culpa e sente-se necessitado da misericórdia e do amor de Deus. Tem desejo sincero de conhecer a verdade para obedecer-lhe. O bom coração é um </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">coração crente, que deposita fé na Palavra de Deus. É impossível receber a Palavra sem fé. &#8220;Porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam.&#8221; Heb. 11:6.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Este &#8220;é o que ouve e compreende a Palavra&#8221;. Mat. 13:23. Os fariseus do tempo de Cristo fechavam os olhos para não ver, e os ouvidos para não entender; portanto a Palavra não podia atingir-lhes o coração. Eles deviam sofrer retribuição por sua ignorância voluntária e cegueira espontânea. Mas Cristo ensinava aos discípulos que deviam abrir a mente para a instrução e ser prontos para crer. Sobre eles pronunciou uma bênção, porque viam e ouviam com olhos e ouvidos crentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O ouvinte da boa terra recebe a Palavra; &#8220;não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade) como Palavra de Deus&#8221;. I Tess. 2:13. Somente aquele que aceita as Sagradas Escrituras como a voz de Deus que lhe fala, é verdadeiro discípulo. Ele treme por causa da Palavra divina; porque lhe é uma realidade viva. Para recebê-la abre sua inteligência e coração. Destes ouvintes eram Cornélio e seus amigos, que diziam ao apóstolo Pedro: &#8220;Agora, pois, estamos todos presentes diante de Deus, para ouvir tudo quanto por Deus te é mandado.&#8221; Atos 10:33.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O conhecimento da verdade depende, não tanto da capacidade intelectual como da pureza de propósito, da simplicidade de uma fé sincera e confiante. Daqueles que com humildade de coração buscam a direção divina, os anjos de Deus se aproximam. O Espírito Santo é doado para lhes abrir os ricos tesouros da verdade. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os ouvintes comparados à boa terra, tendo ouvido a Palavra, conservam-na. Satanás, com todos os seres infernais, não a poderá arrebatar. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não basta simplesmente ler ou ouvir a Palavra. Aquele que anela que as Escrituras lhe sejam úteis, precisa meditar </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">sobre a verdade que lhe foi apresentada. Precisa aprender a significação das palavras da verdade por sincera atenção e pensar devoto, e sorver profundamente o espírito dos oráculos sagrados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus nos ordena encher o espírito com elevados e puros pensamentos. Deseja que meditemos sobre Seu amor e misericórdia, e estudemos Sua maravilhosa obra no grande plano de redenção. Então, nossa percepção da verdade tornar-se-á mais e mais clara, e nosso desejo de pureza de coração e clareza de pensamento mais elevado e mais santo. A alma que descansa na pura atmosfera de santa meditação será transformada pela comunhão com Deus mediante o estudo das Escrituras.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E dão fruto.&#8221; Os que, tendo ouvido a Palavra, a guardam, produzirão fruto pela obediência. Recebida na alma, a Palavra de Deus se manifestará em boas obras. O resultado será visto na vida e caráter semelhantes aos de Cristo. Jesus dizia de Si mesmo: &#8220;Deleito-Me em fazer a Tua vontade, ó Deus Meu; sim, a Tua lei está dentro do Meu coração.&#8221; Sal. 40:8. &#8220;Porque não busco a Minha vontade, mas a vontade do Pai, que Me enviou.&#8221; João 5:30. E a Bíblia diz: &#8220;Aquele que diz que está nEle também deve andar como Ele andou.&#8221; I João 2:6. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Palavra de Deus colide muitas vezes com os traços de caráter herdados e cultivados do homem e com seus hábitos de vida. Mas o ouvinte comparado à boa terra, recebendo a Palavra, aceita todas as suas condições e exigências. Seus hábitos, costumes e práticas são submetidos à Palavra de Deus. A seus olhos os preceitos de homens mortais e falíveis reduzem-se à insignificância quando comparados com a palavra do Deus infinito. De todo o coração, e com propósito não dividido, anela a vida eterna, e à custa de perdas, perseguição ou mesmo morte obedecerá à verdade. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Produz &#8220;frutos com perseverança&#8221;. Ninguém que recebe a Palavra de Deus está isento de dificuldades; mas </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">quando vem a aflição, o verdadeiro cristão não se torna inquieto, sem confiança nem desanimado. Embora não vejamos o resultado definido das circunstâncias, ou não percebamos o propósito das providências de Deus, não devemos rejeitar nossa confiança. Lembrando-nos da terna misericórdias do Senhor, lancemos sobre Ele nossos cuidados e esperemos com paciência Sua salvação. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pela luta a vida espiritual é fortificada. Provações bem suportadas desenvolverão a resistência do caráter e preciosas graças espirituais. O perfeito fruto da fé, da mansidão e da caridade amadurece freqüentemente melhor debaixo de tempestades e trevas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia.&#8221; Tia. 5:7. Assim deve o cristão aguardar com paciência a frutificação da Palavra de Deus em sua vida. Muitas vezes Deus nos atende as orações, quando Lhe pedimos as graças do Espírito, levando-nos a circunstâncias que desenvolvem estes frutos; mas não compreendemos Seu propósito, assombramo-nos e desanimamos. Mas ninguém pode desenvolver estas graças, a não ser pelo processo de crescimento e frutificação. Nossa parte é receber a Palavra de Deus e conservá-la, rendendo-nos inteiramente à sua direção, e será realizado em nós seu propósito. </span><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se alguém Me ama&#8221;, dizia Cristo, &#8220;guardará a Minha Palavra, e Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.&#8221; João 14:23. O encanto de uma mente mais forte e mais perfeita pairará sobre nós, pois temos ligação viva com a fonte do poder duradouro. Em nossa vida religiosa seremos levados em cativeiro a Jesus Cristo. Não mais viveremos a comum vida de egoísmo, mas Cristo viverá em nós. Seu caráter será reproduzido em nossa natureza. Deste modo produziremos os frutos do Espírito Santo &#8211; &#8220;um, a trinta, outro, a sessenta, e outro, a cem, por um&#8221;. Mar. 4:20.</span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Por que Vem a Ruína</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Sep 2011 22:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[ruina]]></category>

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		<description><![CDATA[A parábola dos dois filhos seguiu-se a da vinha. Numa Cristo expôs aos mestres judeus a importância da obediência. Na outra apontou as ricas bênçãos concedidas a Israel, e nestas mostra o reclamo de Deus a sua obediência. Apresentou-lhes a glória do propósito de Deus, que pela obediência poderiam ter cumprido. Removendo o véu do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A parábola dos dois filhos seguiu-se a da vinha. Numa Cristo expôs aos mestres judeus a importância da obediência. Na outra apontou as ricas bênçãos concedidas a Israel, e nestas mostra o reclamo de Deus a sua obediência. Apresentou-lhes a glória do propósito de Deus, que pela obediência poderiam ter cumprido. Removendo o véu do futuro mostrou como pela omissão de cumprir Seu propósito, toda a nação estava perdendo as bênçãos e acarretando ruína sobre si.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Houve um homem, pai de família&#8221;, disse Cristo, &#8220;que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.&#8221; Mat. 21:33.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O profeta Isaías faz uma descrição dessa vinha: &#8220;Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu querido a respeito da sua vinha. O meu amado tem uma vinha em um outeiro fértil. E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.&#8221; Isa. 5:1 e 2.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O lavrador escolhe um pedaço de terra no deserto; cerca, limpa, lavra e planta-o de vides seletas, antecipando rica colheita. Espera que esse pedaço de terra, por sua superioridade ao deserto inculto, o honre pelos resultados de seu cuidado e serviço. Assim Deus escolheu um povo do mundo para ser instruído e educado por Cristo. Diz o profeta: &#8220;A vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias.&#8221; Isa. 5:7. A este povo outorgou Deus grandes privilégios, abençoando-o ricamente com Sua profusa bondade. Esperava que O honrassem produzindo frutos. Deveriam revelar os princípios de Seu reino. No meio de um mundo decaído e ímpio deveriam representar o caráter de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Como a vinha do Senhor, deveriam produzir frutos inteiramente diferentes dos das nações pagãs. Estes povos idólatras entregaram-se inteiramente à impiedade. Violência e crime, avareza e opressão, e as práticas mais corruptas eram permitidas sem restrições. Iniqüidade, degradação e miséria eram frutos da árvore corrupta. Em notável contraste deveriam ser os frutos da vinha do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Tinha a nação judaica o privilégio de representar o caráter de Deus como fora revelado a Moisés. Em resposta à súplica de Moisés: &#8220;Rogo-Te que me mostres a Tua glória&#8221;, o Senhor lhe prometeu: &#8220;Farei passar toda a Minha bondade por diante de ti.&#8221; Êxo. 33:18 e 19. &#8220;Passando, pois, o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado.&#8221; Êxo. 34:6 e 7. Este era o fruto que Deus desejava receber de Seu povo. Na pureza do caráter, na santidade da vida, na misericórdia, e amor, e compaixão, deveriam mostrar que &#8220;a lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma&#8221;. Sal. 19:7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pela nação judaica era o propósito de Deus comunicar ricas bênçãos a todos os povos. Por Israel devia ser preparado o caminho para a difusão de Sua luz a todo o mundo. Por seguirem práticas corruptas perderam as nações da Terra o conhecimento de Deus. Contudo, em Sua misericórdia não as destruiu. Planejava dar-lhes a oportunidade de conhecê-Lo por intermédio de Sua igreja. Tinha em vista que os princípios revelados por Seu povo seriam o meio de restaurar no homem a imagem moral de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Para o cumprimento deste propósito, foi que Deus chamou Abraão dentre seus parentes idólatras, e lhe mandou habitar na terra de Canaã. &#8220;E far-te-ei uma grande nação&#8221;, disse, &#8220;e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.&#8221; Gên. 12:2.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os descendentes de Abraão, Jacó e sua posteridade, foram levados ao Egito para que no meio daquela grande e ímpia nação revelassem os princípios do reino de Deus. A integridade de José e sua maravilhosa obra em preservar a vida de todo o povo egípcio, era uma representação da vida de Cristo. Moisés e muitos outros eram testemunhas de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Tirando Israel do Egito, o Senhor novamente mostrou Seu poder e misericórdia. Suas maravilhosas obras no livramento da escravidão e Seu modo de proceder para com eles em suas peregrinações pelo deserto, não eram somente para seu próprio benefício. Deveriam ser uma lição objetiva para as nações circunvizinhas. O Senhor Se revelou como Deus sobre toda autoridade e grandeza humanas. Os sinais e maravilhas que operou a favor de Seu povo, revelaram Seu poder sobre a Natureza e sobre o maior dos que a adoravam. Deus passou pelo altivo Egito como passará nos últimos dias por toda a Terra. Com fogo e tempestade, terremoto e morte, o grande &#8220;Eu Sou&#8221; livrou Seu povo; tirou-os da terra da escravidão. Conduziu-os através daquele &#8220;grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura&#8221;. Deut. 8:15. Fez sair água para eles &#8220;da rocha do seixal&#8221; (Deut. 8:15), e alimentou-os com &#8220;trigo do Céu&#8221;. Sal. 78:24. &#8220;Porque&#8221;, disse Moisés, &#8220;a porção do Senhor é o Seu povo; Jacó é a parte da Sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário cheio de uivos; trouxe-o ao redor, instruiu-o, guardou-o como a menina do Seu olho. Como a águia desperta o seu ninho, se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os e os leva sobre as suas asas, assim, só o Senhor o guiou; e não havia com ele deus estranho.&#8221; Deut. 32:9-12. Deste modo atraiu-os a Si para que habitassem sob a sombra do Altíssimo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo era o guia dos filhos de Israel em suas peregrinações no deserto. Envolto na coluna de nuvem durante o dia e na de fogo durante a noite, os conduziu e guiou. Preservou-os dos perigos do deserto; levou-os à terra da promessa, e diante de todas as nações que não conheciam a Deus, estabeleceu Israel como Sua possessão peculiar, a vinha do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A este povo foram confiados os oráculos de Deus. Eram circunvalados pelos preceitos de Sua lei, os eternos princípios de verdade, justiça e pureza. A obediência a estes princípios devia ser sua proteção, pois os salvaria de se destruírem por práticas pecaminosas. E como a torre na vinha, Deus colocou no meio da terra Seu santo templo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo era o instrutor. Como estivera com eles no deserto, assim também continuaria a ser o mestre e guia. No tabernáculo e no templo Sua glória habitava no santo &#8220;shekinah&#8221; sobre o propiciatório. Em favor deles manifestou constantemente as riquezas de Seu amor e paciência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus desejava fazer do povo de Israel um louvor e glória. Todos os privilégios espirituais lhes foram concedidos. Deus nada reteve que pudesse ser útil para a formação do caráter que os tornaria representantes Seus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Sua obediência à lei de Deus os tornaria uma maravilha de prosperidade ante as nações do mundo. Ele que lhes podia dar sabedoria e perícia em todo artifício, continuaria a ser seu mestre, e os enobreceria e elevaria pela obediência a Suas leis. Se fossem obedientes seriam preservados das enfermidades que afligiam outras nações, e abençoados com vigor intelectual. A glória de Deus, Sua majestade e poder deveriam ser revelados em toda a sua prosperidade. Deveriam ser um reino de sacerdotes e príncipes. Deus lhes proveu toda a possibilidade de se tornarem a maior nação da Terra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">De modo definido, mediante Moisés, apresentou-lhes Cristo o propósito de Deus, e esclareceu-lhes as condições de sua prosperidade. &#8220;Povo santo és ao Senhor, teu Deus&#8221;, disse Ele: &#8220;O Senhor, teu Deus, te escolheu, para que Lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há. Saberás, pois, que o Senhor, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e guardam os Seus mandamentos. Guarda, pois, os mandamentos, e os estatutos, e os juízos que hoje te mando fazer. Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardardes e fizerdes, o Senhor, teu Deus, te guardará o concerto e a beneficência que jurou a teus pais; e amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar, e abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, o teu cereal, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus pais dar-te. Bendito serás mais do que todos os povos. &#8230; E o Senhor de ti desviará toda enfermidade; sobre ti não porá nenhuma das más doenças dos egípcios, que bem sabes.&#8221; Deut. 7:6, 9, 11-15.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Se guardassem os mandamentos, Deus lhes prometeu dar o mais belo trigo e tirar-lhes mel da rocha. Com longa vida os havia de satisfazer e havia de mostrar-lhes Sua salvação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Por desobediência a Deus, Adão e Eva perderam o Éden, e por causa do pecado toda a Terra foi amaldiçoada. Mas se o povo de Deus seguisse as instruções, sua terra seria restaurada à fertilidade e beleza. Deus mesmo lhes dera ensinos quanto à cultura do solo, e deveriam cooperar em sua restauração. Assim, toda a Terra, sob a direção de Deus, se tornaria uma lição objetiva da verdade espiritual. Assim como, em obediência às leis naturais, a terra deve produzir seus tesouros, da mesma forma, como em obediência à Sua lei moral o coração do povo deveria refletir os atributos de Seu caráter em obediência à Sua lei moral. Até os pagãos reconheceriam a superioridade dos que servem e adoram o Deus vivo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Vedes aqui&#8221;, disse Moisés, &#8220;vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor, meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os, pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que ouvirão todos estes estatutos e dirão: Só este grande povo é gente sábia e inteligente. Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que O chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós?&#8221; Deut. 4:5-8.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O povo de Israel deveria ocupar todo o território que Deus lhes designara. As nações que rejeitassem o culto ou o serviço do verdadeiro Deus deveriam ser desapossadas. Era propósito de Deus, porém, que pela revelação de Seu caráter por meio de Israel, os homens fossem atraídos a Ele. O convite do evangelho deveria ser transmitido a todo mundo. Pela lição do sacrifício simbólico, Cristo deveria ser exaltado perante as nações, e todos os que O olhassem viveriam. Todos os que, como Raabe, a cananéia, e Rute, a moabita, se volvessem da idolatria ao culto do verdadeiro Deus, deveriam unir-se ao povo escolhido. Quando o número de Israel aumentasse, deveriam ampliar os limites até que seu reino abarcasse o mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus desejava trazer todos os povos sob Seu governo misericordioso. Desejava que a Terra se enchesse de alegria e paz. Criou o homem para a felicidade, e anseia encher da paz do Céu o coração humano. Anela que as famílias da Terra sejam um tipo da grande família do Céu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Israel, porém, não cumpriu o propósito de Deus. O Senhor declarou: &#8220;Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para Mim uma planta degenerada, de vide estranha?&#8221; Jer. 2:21. &#8220;Israel é uma vide frondosa; dá fruto para si mesmo.&#8221; Osé. 10:1. &#8220;Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de Judá, julgai, vos peço, entre Mim e a Minha vinha. Que mais se podia fazer à Minha vinha, que Eu lhe não tenha feito? E como, esperando Eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas? Agora, pois, vos farei saber o que Eu hei de fazer à Minha vinha: tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto; derribarei a sua parede, para que seja pisada; e a tornarei em deserto; não será podada, nem cavada; mas crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela. Porque&#8230; esperou que exercessem juízo, e eis aqui opressão; justiça, e eis aqui clamor.&#8221; Isa. 5:3-7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Por intermédio de Moisés o Senhor expôs ao povo as conseqüências da infidelidade. Recusando guardar Seu pacto, segregar-se-iam da vida de Deus, e Suas bênçãos não poderiam descer sobre eles. &#8220;Guarda-te&#8221;, disse Moisés, &#8220;para que te não esqueças do Senhor, teu Deus, não guardando os Seus mandamentos, e os Seus juízos, e os Seus estatutos, que hoje te ordeno; para que, porventura, havendo tu comido, e estando farto, e havendo edificado boas casas, e habitando-as, e se tiverem aumentado as tuas vacas e as tuas ovelhas, e se acrescentar a prata e o ouro, e se multiplicar tudo quanto tens, se não eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus. &#8230; E não digas no teu coração: A minha força e a fortaleza do meu braço me adquiriram este poder. Será, porém, que, se, de qualquer sorte, te esqueceres do Senhor, teu Deus, e se ouvires outros deuses, e os servires, e te inclinares perante eles, hoje eu protesto contra vós que certamente perecereis. Como as gentes que o Senhor destruiu diante de vós, assim vós perecereis; porquanto não quisestes obedecer à voz do Senhor, vosso Deus.&#8221; Deut. 8:11-14, 17, 19 e 20.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A advertência não foi atendida pelo povo judeu. Esqueceram-se de Deus, e perderam de vista o alto privilégio de representantes Seus. As bênçãos que receberam não reverteram em bênçãos para o mundo. Todas as prerrogativas foram usadas para a glorificação própria. Roubaram a Deus do serviço que deles requeria, e roubaram a seus semelhantes a direção religiosa e o santo exemplo. Como os habitantes do mundo antediluviano, seguiam toda imaginação de seu coração mau. Assim faziam as coisas sagradas parecerem uma farsa, dizendo: &#8220;Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este&#8221; (Jer. 7:4), ao passo que representavam falsamente o caráter de Deus, desonrando-Lhe o nome, e poluindo o Seu santuário.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os lavradores a quem Deus colocara como guardas de Sua vinha, foram infiéis à missão a eles confiada. Os sacerdotes e mestres não eram fiéis instrutores do povo. Não lhes expunham a bondade e misericórdia de Deus, e Seu direito a Seu amor e serviço. Esses lavradores procuravam a própria glória. Desejavam apropriar-se dos frutos da vinha. Era seu intento atrair para si a atenção e homenagem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A culpa destes guias de Israel não era a mesma que a do pecador vulgar. Estes homens estavam sob a mais solene obrigação para com Deus. Haviam-se comprometido a ensinar um &#8220;Assim diz o Senhor&#8221;, e a prestar estrita obediência na vida prática. Em vez de assim proceder, estavam pervertendo as Escrituras. Sobrecarregavam os homens com pesados fardos, obrigando-os à prática de cerimônias que se relacionavam com cada passo da vida. O povo vivia em contínuo desassossego; porque não podiam cumprir todas as exigências impostas pelos rabinos. Ao verem a impossibilidade de guardar os mandamentos dos homens, tornaram-se negligentes em guardar os de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Senhor instruíra o povo de que Ele era o proprietário da vinha, e que todas as possessões somente lhes foram confiadas para usá-las para Ele. Os sacerdotes e mestres, porém, não executavam os deveres de seu ofício sagrado como se estivessem administrando a propriedade de Deus. Roubavam-Lhe sistematicamente os meios e recursos a eles confiados para o progresso da obra. Sua avareza e ganância levaram-nos a ser desprezados até pelos pagãos. Assim foi dada oportunidade aos gentios para interpretarem mal o caráter de Deus e as leis de Seu reino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus suportou Seu povo com coração de pai. Pleiteou com eles por bênçãos dadas e retiradas. Pacientemente lhe expôs seus pecados, e com longanimidade esperava seu reconhecimento. Profetas e mensageiros foram enviados para reclamar os direitos de Deus sobre os lavradores; mas em vez de serem bem-vindos, eram tratados como inimigos. Os lavradores perseguiam-nos e matavam-nos. Deus enviou ainda outros mensageiros, porém receberam o mesmo tratamento que os primeiros, apenas os lavradores mostraram ódio ainda mais decidido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Como último recurso, Deus enviou Seu Filho, dizendo: &#8220;Terão respeito a Meu filho.&#8221; Mat. 21:37. Mas a sua resistência tornara-os vingativos, e disseram entre si: &#8220;Este é o herdeiro; vinde, matemo-Lo e apoderemo-nos da Sua herança.&#8221; Mat. 21:38. Então ser-nos-á permitido possuir a vinha, e faremos o que nos aprouver com o fruto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os maiorais judeus não amavam a Deus. Por isso romperam com Ele e rejeitaram todas as propostas para uma reconciliação justa. Cristo, o Amado de Deus, veio para reivindicar os direitos do Proprietário da vinha; mas os lavradores O trataram com declarado desprezo, dizendo: Não queremos que este reine sobre nós. Invejavam a beleza do caráter de Cristo. Sua maneira de ensinar era muito superior à deles e temiam Seu êxito. Argumentava com eles desmascarando-lhes a hipocrisia, e mostrando-lhes a conseqüência certa de seu procedimento. Isso lhes provocou a ira ao extremo. Torturavam-se ante as repreensões que não podiam silenciar. Odiavam o alto padrão de justiça que Cristo constantemente apresentava. Viam que Seus ensinos acabariam revelando seu egoísmo, e resolveram matá-Lo. Odiavam Seu exemplo de fidelidade e piedade, e a elevada espiritualidade revelada em tudo quanto fazia. Toda a Sua vida lhes era uma reprovação do egoísmo, e ao chegar a prova final, prova que significava obediência para vida eterna ou desobediência para morte eterna, rejeitaram o Santo de Israel. Ao ser-lhes pedido escolherem entre Cristo e Barrabás, exclamaram: &#8220;Solta-nos Barrabás.&#8221; Luc. 23:18. E ao perguntar Pilatos: &#8220;Que farei, então, de Jesus?&#8221; gritaram: &#8220;Seja crucificado!&#8221; Mat. 27:22. &#8220;Hei de crucificar o vosso Rei?&#8221; interrogou Pilatos; e dos sacerdotes e maiorais veio a resposta: &#8220;Não temos rei, senão o César.&#8221; João 19:15. Ao lavar Pilatos as mãos, dizendo: &#8220;Estou inocente do sangue deste justo&#8221;, os sacerdotes uniram-se à turba ignorante, gritando exaltados: &#8220;O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.&#8221; Mat. 27:24 e 25.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Desse modo os guias judeus fizeram a escolha. Sua decisão foi registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Essa decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser aberto pelo Leão da tribo de Judá.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O povo judeu acariciava a idéia de que eram os favoritos do Céu, e seriam sempre exaltados como igreja de Deus. Eram filhos de Abraão, declaravam, e o fundamento de sua prosperidade parecia-lhes tão firme, que desafiavam Terra e Céu para desapossá-los de seus direitos. Por sua conduta infiel, porém, estavam-se preparando para a condenação do Céu e separação de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola da vinha, depois de retratar aos sacerdotes o ato culminante de sua impiedade, Cristo lhes fez a pergunta: &#8220;Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?&#8221; Mat. 21:40. Os sacerdotes acompanhavam com profundo interesse a narrativa, e sem considerar sua relação com o tema, uniram-se à resposta do povo: &#8220;Dará afrontosa morte aos maus e arrendará a vinha a outros lavradores, que, a seu tempo, lhe dêem os frutos.&#8221; Mat. 21:41.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Inconscientemente pronunciaram sua própria condenação. Jesus mirou-os, e sob Seu olhar esquadrinhador sabiam que lhes lia os segredos do coração. Sua divindade lampejava diante deles com poder inconfundível. Viram nos lavradores seu próprio retrato e exclamaram, involuntariamente: &#8220;Assim não seja.&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Solene e pesarosamente, perguntou Cristo: &#8220;Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isso e é maravilhoso aos nossos olhos? Portanto, Eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E quem cair sobre esta pedra despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.&#8221; Mat. 21:42-44.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo teria mudado o destino da nação judaica, se o povo O houvesse recebido. Inveja e ciúme os tornaram implacáveis, porém. Decidiram que não aceitariam a Jesus de Nazaré como o Messias. Rejeitaram a Luz do mundo, e daí em diante sua vida estava envolta em trevas tão densas como as da meia-noite. A predita ruína veio sobre a nação judaica. Suas próprias paixões violentas e irrefreadas lhes causaram a destruição. Em sua ira cega aniquilaram-se uns aos outros. Pelo orgulho rebelde e obstinado atraíram sobre si a ira dos conquistadores romanos. Jerusalém foi destruída, arrasado o templo, e seu sítio arado como um campo. Os filhos de Judá pereceram pelas mais horríveis formas de matança. Milhões foram vendidos para servirem como escravos nos países pagãos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Como povo os judeus deixaram de cumprir o propósito de Deus, e a vinha lhes foi tirada. Os privilégios de que abusaram e a obra que negligenciaram foram confiados a outros.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Igreja Moderna</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A parábola da vinha não se aplica somente à nação judaica. Ela tem uma lição para nós. À igreja desta geração Deus concedeu grandes privilégios e bênçãos, e espera os frutos correspondentes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Fomos redimidos por um resgate precioso. Somente pela grandeza do resgate podemos conceber seus resultados. Nesta Terra, a Terra cujo solo foi umedecido pelas lágrimas e pelo sangue do Filho de Deus, devem ser produzidos os preciosos frutos do Paraíso. As verdades da Palavra divina devem manifestar na vida dos filhos de Deus sua glória e excelência. Mediante Seu povo revelará Cristo Seu caráter e as bases do Seu reino.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Satanás procura frustrar a obra de Deus, e instantemente incita os homens a aceitar seus princípios. Apresenta o povo escolhido de Deus como um povo iludido. É um delator dos irmãos, e dirige constantemente acusações contra os que trabalham fielmente. O Senhor deseja refutar por meio de Seu povo as acusações do diabo, mostrando os resultados da obediência a justos princípios.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esses princípios devem manifestar-se no cristão individual, na família, na igreja, e em toda instituição estabelecida para o serviço de Deus. Todos devem ser símbolos do que pode ser feito para o mundo. Devem ser tipos do poder salvador das verdades do evangelho. Todos são instrumentos para o cumprimento do grande propósito de Deus para a humanidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os guias judeus olhavam com orgulho ao magnífico templo, e aos ritos imponentes de seu culto religioso, mas careciam de justiça, da misericórdia e do amor de Deus. A glória do templo, o esplendor do culto, não podiam recomendá-los a Deus; porque aquilo que somente tem valor a Seus olhos, não Lhe ofereciam. Não Lhe apresentavam o sacrifício de um espírito contrito e humilde. Quando se perdem os princípios vitais do reino de Deus é que as cerimônias se tornam múltiplas e extravagantes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando a edificação do caráter é negligenciada, quando falta o adorno da alma, quando se perde de vista a simplicidade da devoção, é que o orgulho e amor à ostentação exigem templos magníficos, adornos valiosos e cerimônias pomposas. Deus não é honrado por nada disso, porém. Não Lhe é aceitável uma religião da moda &#8211; que consiste em cerimônias, pretensão e ostentação. Em cultos tais os mensageiros celestes não tomam parte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A igreja é muito preciosa aos olhos de Deus. Ele não a avalia por suas prerrogativas exteriores, mas pela sincera piedade que a distingue do mundo. Estima-a segundo o crescimento dos membros no conhecimento de Cristo, segundo o progresso na experiência espiritual.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo anseia receber de Sua vinha os frutos da santidade e desinteresse. Espera os princípios de amor e benignidade. Toda a beleza da arte não pode ser comparada à do temperamento e caráter que devem ser revelados nos representantes de Cristo. A atmosfera de graça que circunda a alma do crente, o Espírito Santo que opera na mente e no coração, é que o faz um cheiro de vida para vida, e faculta a Deus o abençoar Sua obra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Uma congregação pode ser a mais pobre da Terra. Pode não ter atrativo algum de pompa exterior; mas se os membros possuírem os princípios do caráter de Cristo, terão Sua paz no espírito. Os anjos unir-se-ão a eles na adoração. O louvor e ação de graças de corações reconhecidos ascenderão a Deus como suave sacrifício.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Senhor deseja que façamos menção de Sua bondade e falemos de Seu poder. É honrado pela expressão de louvores e ações de graças. Diz: &#8220;Aquele que oferece sacrifício de louvor Me glorificará.&#8221; Sal. 50:23. Quando jornadeava pelo deserto, o povo de Israel louvava a Deus com cânticos sacros. Os mandamentos e promessas de Deus eram postos em música, e durante toda a viagem cantavam-nos os viajantes peregrinos. E em Canaã, quando se congregassem nas festas sagradas, as maravilhosas obras de Deus deviam ser relembradas e oferecidas ações de graças ao Seu nome. Deus desejava que toda a vida de Seu povo fosse uma vida de louvor. Assim Seu caminho deveria tornar-se conhecido na Terra e &#8220;em todas as nações&#8221;, a Sua &#8220;salvação&#8221;. Sal. 67:2.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Assim deve ser agora. O povo do mundo está adorando deuses falsos. Devem ser desviados do falso culto, não por ouvir denúncia contra seus ídolos, mas vendo alguma coisa melhor. A bondade de Deus deve tornar-se notória. &#8220;Vós sois as Minhas testemunhas, diz o Senhor; Eu sou Deus.&#8221; Isa. 43:12.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Senhor deseja que apreciemos o grande plano da redenção, reconheçamos o alto privilégio como filhos de Deus, e andemos perante Ele em obediência e com ações de graças. Deseja que O sirvamos em novidade de vida, com alegria diária. Anseia ver exalar gratidão de nosso coração, porque nossos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro, por podermos lançar todos os nossos cuidados sobre Aquele que está solícito por nós. Quer que nos alegremos porque somos herança do Senhor, porque a justiça de Cristo é a veste branca de Seus santos, porque temos a bem-aventurada esperança da breve volta de nosso Salvador.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Louvar a Deus em plenitude e sinceridade de coração é tanto um dever quanto o é a oração. Devemos mostrar ao mundo e a todos os seres celestiais que apreciamos o maravilhoso amor de Deus à humanidade decaída, e esperamos maiores bênçãos de Sua infinita plenitude. Muito mais do que o fazemos, precisamos falar dos capítulos preciosos de nossa experiência. Depois de um derramamento especial do Espírito Santo, nossa alegria no Senhor e nossa eficiência em Seu serviço aumentariam grandemente com o recontar Sua bondade e Suas maravilhosas obras a favor de Seus filhos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Essas práticas reprimem o poder de Satanás. Expelem o espírito de murmuração e queixa, e o tentador perde terreno. Cultivam aqueles atributos de caráter que habilitarão os moradores da Terra para as mansões celestes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Um tal testemunho terá influência sobre outros. Não pode ser empregado meio mais eficaz de conquistá-los para Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Devemos louvar a Deus com total dedicação, fazendo todo esforço para promover a glória de Seu nome. Deus nos comunica Suas dádivas para que também demos, e deste modo revelemos Seu caráter ao mundo. Na dispensação judaica as dádivas e oferendas formavam uma parte essencial do culto a Deus. Os israelitas eram ensinados a consagrar ao serviço do santuário o dízimo de toda renda. Além disso deviam trazer ofertas expiatórias, ofertas voluntárias e ofertas de gratidão. Esses eram os meios para sustentar o ministério do evangelho naquele tempo. Deus não espera menos de nós do que do povo antigamente. A grande obra da salvação precisa ser levada avante. Pelo dízimo, ofertas e dádivas fez Ele provisão para esta obra. Desse modo pretende seja sustentada a pregação do evangelho. Reclama o dízimo como Sua propriedade, e o mesmo deveria ser sempre considerado uma reserva sagrada a ser depositada no Seu tesouro para o benefício de Sua causa. Pede também nossas ofertas voluntárias e dádivas de gratidão. Tudo deve ser consagrado para enviar o evangelho às partes mais remotas da Terra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O serviço a Deus inclui o ministério pessoal. Pelo esforço pessoal devemos com Ele cooperar para a salvação do mundo. A ordem de Cristo: &#8220;Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura&#8221; (Mar. 16:15), é dirigida a todos os Seus seguidores. Todos os que são chamados à vida de Cristo, o são também para trabalhar pela salvação do próximo. Seu coração palpitará em harmonia com o de Cristo. A mesma paixão que Ele sentiu pela humanidade será manifesta neles. Nem todos podem preencher o mesmo lugar na obra, mas há lugar e trabalho para todos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nos tempos antigos, Abraão, Isaque, Jacó, Moisés com sua mansidão e sabedoria, e Josué com suas várias aptidões, estavam todos alistados no serviço de Deus. A música de Miriã, a coragem e piedade de Débora, a afeição filial de Rute, a obediência e fidelidade de Samuel, a austera retidão de Elias, a influência enternecedora e subjugante de Eliseu &#8211; foram todas necessárias. Assim, agora, quem participar das bênçãos de Deus deve responder por um serviço ativo; toda dádiva deve ser empregada na propagação de Seu reino, e glória de Seu nome.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Todos os que aceitam a Cristo como Salvador pessoal devem demonstrar a verdade do evangelho e seu poder salvador na vida. Deus nada requer sem prover os meios para o cumprimento. Pela graça de Cristo podemos cumprir tudo quanto Deus exige. Todas as riquezas do Céu devem ser reveladas pelo povo de Deus. &#8220;Nisto é glorificado Meu Pai&#8221;, disse Cristo, &#8220;que deis muito fruto; e assim sereis Meus discípulos.&#8221; João 15:8.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus reclama toda a Terra como Sua vinha. Embora nas mãos do usurpador, pertence a Deus. É Sua não menos pela redenção que pela criação. Para o mundo foi feito o sacrifício de Cristo. &#8220;Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.&#8221; João 3:16. Por esta única dádiva são concedidas aos homens todas as outras. Diariamente todo o mundo recebe de Deus bênçãos. Cada gota de chuva, cada raio de luz que cai sobre esta geração ingrata, cada folha, e flor, e fruto testifica da longanimidade de Deus e de Seu grande amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">E que retribuição é feita ao grande Doador? Como tratam os homens os reclamos divinos? A quem dão as multidões o serviço de sua vida? Servem a &#8220;Mamom&#8221;. Riqueza, posição, prazeres mundanos, são seu alvo. A riqueza é ganha pelo roubo não somente dos homens, mas de Deus. Os homens usam as dádivas para satisfazer seu egoísmo. Tudo de que podem apoderar-se é usado para servir a sua avareza e amor aos prazeres egoístas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O pecado do mundo moderno é o pecado que arruinou a Israel. Ingratidão para com Deus, menosprezo das oportunidades e bênçãos, a egoísta apropriação das dádivas de Deus, tudo isso estava compreendido no pecado que trouxe sobre Israel a ira de Deus. Isso<span style="mso-spacerun: yes;">  </span>está causando hoje a ruína do mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As lágrimas que Cristo derramou no Monte das Oliveiras, ao contemplar a cidade escolhida, não eram somente por Jerusalém. No destino de Jerusalém, viu a destruição do mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Ah! Se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas, agora, isso está encoberto aos teus olhos.&#8221; Luc. 19:42.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Neste teu dia.&#8221; O dia está-se aproximando do fim. O período de graça e privilégio está prestes a findar. As nuvens da vingança estão-se acumulando. Os que rejeitaram a graça de Deus estão quase sendo tragados pela ruína rápida e inevitável.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Contudo o mundo dorme. O povo não conhece o tempo de sua visitação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nesta crise, onde se acha a igreja? Satisfazem seus membros os reclamos de Deus? Estão cumprindo Sua incumbência, e representam Seu caráter perante o mundo? Dirigem a atenção de seus semelhantes para a última misericordiosa mensagem de advertência?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os homens estão em perigo. Multidões perecem. Mas quão poucos dos professos seguidores de Cristo sentem responsabilidade por essas pessoas! O destino de um mundo pende na balança; mas isso mal comove mesmo aqueles que dizem crer na verdade mais abarcante já dada aos mortais. Há uma carência daquele amor que induziu Cristo a deixar Seu lar celeste e assumir a natureza humana, para que a humanidade tocasse a humanidade, e a atraísse à divindade. Há um estupor, uma paralisia sobre o povo de Deus, que o impede de compreender o dever do momento.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando os israelitas entraram em Canaã, não cumpriram o propósito de Deus, apossando-se de toda a Terra. Depois de fazer conquista parcial, assentaram-se para comemorar o fruto das vitórias. Na incredulidade e amor à comodidade congregaram-se na parte já conquistada, em vez de avançar para ocupar novos territórios. Desse modo começaram a alienar-se de Deus. Por haverem deixado de executar Seu propósito, tornaram-Lhe impossível cumprir as promessas de bênção. Não está fazendo o mesmo a igreja moderna? Com todo o mundo diante de si, cristãos professos, necessitados do evangelho, congregam-se onde podem receber os privilégios do mesmo. Não sentem a necessidade de ocupar novos territórios, levando a mensagem da salvação às regiões longínquas. Recusam cumprir o mandado de Cristo: &#8220;Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.&#8221; Mar. 16:15. São menos culpados que a igreja judaica?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os pretensos seguidores de Cristo estão em prova diante de todo o universo celeste; mas a sua frieza de zelo e falta de empenho no serviço de Deus, qualifica-os de infiéis. Se o que fazem fosse o melhor que poderiam haver feito, sobre eles não pairaria condenação. Mas se seu coração estivesse dedicado à obra, poderiam fazer muito mais. Sabem, e o mundo também, que em alto grau perderam o espírito de abnegação e de carregar a cruz. Junto ao nome de muitos será escrito, nos livros do Céu: Não produtores, porém consumidores. Por muitos que levam o nome de Cristo, é obscurecida Sua glória, Sua beleza toldada, retida Sua honra.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos há, cujos nomes estão nos livros da igreja, mas não sob o governo de Cristo. Não Lhe ouvem as instruções, nem fazem Sua obra. Por isto estão sob o domínio do inimigo. Não fazem positivamente bem, por isto produzem dano incalculável. Por sua influência não ser cheiro de vida para vida, é cheiro de morte para morte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Senhor diz: &#8220;Deixaria Eu de castigar estas coisas?&#8221; Jer. 5:9. Por não haverem cumprido o propósito de Deus, os filhos de Israel foram abandonados e o convite divino foi estendido a outros povos. Se estes também se provarem infiéis, não serão da mesma maneira rejeitados?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola da vinha foram os lavradores que Cristo declarou culpados. Foram eles que recusaram devolver a seu Senhor o fruto da terra. Na nação judaica foram os sacerdotes e mestres que, desviando o povo, roubaram a Deus do serviço que requeria. Foram eles que afastaram de Cristo a nação.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A lei de Deus, não misturada com tradições humanas, foi apresentada por Cristo como o grande padrão de obediência. Isto provocou a inimizade dos rabinos. Tinham colocado ensinos humanos acima da Palavra de Deus, e de Seus preceitos desviaram o povo. Não quiseram ceder seus próprios mandamentos para obedecer às reivindicações da Palavra de Deus. Ao amor da verdade não quiseram sacrificar o orgulho da razão nem o louvor dos homens. Quando Cristo veio, apresentando à nação as reivindicações de Deus, os sacerdotes e anciãos Lhe negaram o direito de Se interpor entre eles e o povo. Não Lhe quiseram aceitar as reprovações e advertências, e propuseram-se a contra Ele instigar o povo e conseguir Sua morte.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Eram responsáveis pela rejeição de Cristo e os resultados que se seguiram. O pecado e a ruína de todo o povo foram devidos aos guias religiosos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em nossos dias não operam as mesmas influências? Dentre os lavradores da vinha do Senhor não estão muitos seguindo os passos dos guias judeus? Não estão mestres religiosos desviando os homens dos claros reclamos da Palavra de Deus? Em vez de educá-los na obediência à lei de Deus, não os estão educando na transgressão? De muitos púlpitos das igrejas, o povo é ensinado que a lei de Deus não lhes é obrigatória. Exaltam-se tradições, ordenanças e costumes humanos. São alimentados o orgulho e a satisfação própria pelas dádivas de Deus, ao passo que Seus direitos são ignorados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pondo de lado a lei divina não sabem os homens o que estão fazendo. A lei de Deus é a expressão de Seu caráter. Nela estão contidos os princípios de Seu reino. Quem recusa aceitar estes princípios está-se excluindo do conduto por onde fluem as bênçãos de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As gloriosas possibilidades apresentadas a Israel só poderiam ser realizadas pela obediência aos mandamentos de Deus. A mesma elevação de caráter, a mesma plenitude de bênçãos &#8211; bênção no espírito, alma e corpo, bênção na casa e no campo, bênção para esta vida e para a vindoura, somente é possível pela obediência.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">No mundo espiritual como no natural, obediência às leis de Deus é condição para a produção de frutos. E quando se ensina ao povo a desrespeitar os mandamentos de Deus, impede-se que produzam frutos para Sua glória. São culpados de privar o Senhor dos frutos de Sua vinha.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os mensageiros de Deus vêm a nós sob as ordens do Mestre. Vêm, como Cristo o fez, requerendo obediência à Palavra de Deus. Apresenta Ele Seus direitos aos frutos da vinha, os frutos de amor, humildade e serviço abnegado. Como os guias judeus, não são incitados à ira muitos dos lavradores da vinha? Quando são expostas ao povo as reivindicações da lei de Deus, não usam esses mestres sua influência para induzir os homens a rejeitá-la? A tais mestres Deus chama servos infiéis.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As palavras de Deus ao antigo Israel encerram uma advertência solene para a igreja moderna e seus guias. De Israel, diz o Senhor: &#8220;Escrevi para eles as grandezas da Minha lei; mas isso é para ele como coisa estranha.&#8221; Osé. 8:12. E aos sacerdotes e mestres, declara: &#8220;O Meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, &#8230; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos.&#8221; Osé. 4:6.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Permanecerão desatendidas as advertências divinas? Continuarão desaproveitadas as oportunidades para o serviço? Serão os professos seguidores de Cristo impedidos de servi-Lo pelo escárnio do mundo, o orgulho da razão, a conformação aos costumes e tradições humanos? Rejeitarão a Palavra de Deus, como os guias judeus rejeitaram a Cristo? A conseqüência do pecado de Israel está perante nós. Aceitará a igreja moderna a advertência?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories. &#8230; Pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé; então, não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Deus não poupou os ramos naturais, teme que te não poupe a ti também.&#8221; Rom. 11:17, 18, 20 e 21.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Como Instruir e Guardar os Filhos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2011 08:07:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Do lançamento da semente e do crescimento da planta oriunda da mesma, preciosas lições podem ser ensinadas na família e na escola. Ensine-se às crianças e aos jovens a reconhecerem a atuação de agentes divinos nas coisas naturais, e serão habilitados a alcançar, pela fé, benefícios invisíveis. Chegando a compreender a maravilhosa obra de Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do lançamento da semente e do crescimento da planta oriunda da mesma, preciosas lições podem ser ensinadas na família e na escola. Ensine-se às crianças e aos jovens a reconhecerem a atuação de agentes divinos nas coisas naturais, e serão habilitados a alcançar, pela fé, benefícios invisíveis. Chegando a compreender a maravilhosa obra de Deus no provimento das necessidades de Sua grande família, e como poderão ser cooperadores Seus, terão mais fé em Deus, e experimentarão mais de Seu poder na vida diária.<br />
Por Sua Palavra, Deus criou a semente, como criou a Terra. Por Sua Palavra lhe deu força para crescer e multiplicar-se. Disse: &#8220;Produza a Terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a Terra. E assim foi. &#8230; E viu Deus que era bom.&#8221; Gên. 1:11 e 12. Essa palavra é que ainda sempre causa a germinação da semente. Cada grão que envia suas verdes hastes para a luz do Sol declara o maravilhoso poder da Palavra pronunciada por Aquele que &#8220;falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.&#8221; Sal. 33:9. Cristo ensinou Seus discípulos a orar: &#8220;O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.&#8221; Mat. 6:11. E apontando às flores, dava-lhes esta segurança: &#8220;Se Deus assim veste a erva do campo, &#8230; não vos vestirá muito mais a vós?&#8221; Mat. 6:30. Cristo está constantemente operando para atender a esta oração e cumprir esta promessa. Um poder invisível está trabalhando continuamente para servir ao homem, para alimentá-lo e vesti-lo. Nosso Senhor emprega muitos meios para fazer da semente, aparentemente desperdiçada, uma planta viva. E supre, em proporção conveniente, tudo quanto é requerido para produzir a colheita. Nas belas palavras do salmista:</p>
<p>&#8220;Tu visitas a Terra e a refrescas;<br />
Tu a enriqueces grandemente<br />
Com o rio de Deus, que está cheio de água;<br />
Tu que lhe dás o trigo, quando assim a tens preparada;<br />
Tu enches de água os seus sulcos,<br />
Regulando a sua altura;<br />
Tu a amoleces com a muita chuva;<br />
Tu abençoas as suas novidades;<br />
Tu coroas o ano da Tua bondade,<br />
E as Tuas veredas destilam gordura.&#8221; Sal. 65:9-11.</p>
<p>O mundo material está sob o governo de Deus. A Natureza obedece às leis naturais. Tudo fala e atua em harmonia com a vontade de Deus. Nuvem e Sol, orvalho e chuva, vento e tempestade, tudo está sob a superintendência de Deus e presta obediência implícita a Seu mandado. Em obediência à lei ou à vontade do Altíssimo, é que o caulículo da semente rompe pelo solo, &#8220;primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga&#8221;. Mar. 4:28. A estes, Deus desenvolve em sua estação própria, pois não se opõem à Sua operação. Será que o homem, criado à semelhança de Deus, dotado de raciocínio e linguagem, seja o único indigno de Suas dádivas e desobediente à Sua vontade? Causarão unicamente os seres racionais confusão em nosso mundo? Em tudo quanto tende à manutenção do homem vemos a cooperação do esforço Divino e do humano. Não poderá haver colheita, se a mão humana não fizer sua parte no semear a semente. Mas sem as forças naturais, que Deus provê, dando sol e chuva, orvalho e nuvens, não haveria multiplicação. Assim é em todo ramo de trabalho, em todo setor de estudo e Ciência. Assim é no terreno espiritual, na formação do caráter e em toda esfera de serviço cristão. Temos que fazer nossa parte, porém o poder da divindade precisa unir-se ao nosso, pois de outro modo nossos esforços serão inúteis.<br />
Sempre que o homem realiza alguma coisa, seja espiritual, seja material, deverá reconhecer que somente o consegue pela cooperação do seu Criador. É-nos muitíssimo necessário reconhecer nossa dependência de Deus. Deposita-se demasiada fé nos homens, e confia-se muito nas invenções humanas. Há pouquíssima confiança no poder que Deus está pronto a proporcionar-nos. &#8220;Somos cooperadores de Deus.&#8221; I Cor. 3:9. Enormemente inferior é a parte do instrumento humano, mas, se estiver ligada à divindade de Cristo, pode fazer todas as coisas pelo poder que Cristo lhe comunica. O desenvolvimento gradual da planta contida na semente, é uma lição objetiva na educação das crianças. Tem-se &#8220;primeiro, a erva, depois, a espiga, e, por último, o grão cheio na espiga&#8221;. Mar. 4:28. Aquele que deu esta parábola, criou a tenra semente, deu-lhe as propriedades vitais e ordenou as leis que lhe governam o crescimento. E as verdades que ensina a parábola tornaram-se uma viva realidade em Sua própria vida. Tanto em Sua natureza física como na espiritual, obedecia à ordem divina do crescimento, ilustrada pela planta, como deseja que todo adolescente faça. Embora fosse a Majestade do Céu, o Rei da glória, tornou-Se uma criancinha em Belém e, durante algum tempo, representou o indefeso menino sob os cuidados da mãe. Na infância, procedia como criança obediente. Falava e agia com a sabedoria de criança e não de homem, honrando os pais, e cumprindo-lhes os desejos em coisas úteis, de acordo com sua aptidão infantil. Mas, em cada fase de Seu desenvolvimento, era perfeito, com a graça simples e natural de uma vida inocente. De Sua infância diz o relatório sagrado: &#8220;E o Menino crescia e Se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.&#8221; Luc. 2:40. E de Sua juventude, é narrado: &#8220;E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.&#8221; Luc. 2:52.<br />
Aqui nos é sugerido o dever dos pais e mestres. Seu empenho deve ser cultivar as tendências dos adolescentes para que em cada fase de sua vida representem a beleza natural apropriada a esse período, desenvolvendo-se naturalmente como as plantas no jardim.<br />
São mais atrativas as crianças naturais e inocentes. Não é prudente dar-lhes atenção especial, e recordar diante delas seus ditos vivazes. Não se deve animar a vaidade, louvando-lhes o olhar, suas palavras ou os feitos; tampouco devem ser vestidas com roupas caras e vistosas. Isto lhes inspira orgulho e provoca inveja no coração de seus companheiros.<br />
Os pequenos devem ser educados com simplicidade infantil.<br />
Cumpre serem exercitados a contentar-se com os pequenos e úteis deveres, e com os prazeres e experiências próprios da sua idade. A infância corresponde à erva da parábola, e a erva tem em si uma beleza peculiar. Não se deve obrigá-los à maturidade precoce, mas conservar-lhes, tanto quanto possível, o frescor e graça dos seus primeiros anos.<br />
Podem as criancinhas ser cristãs, tendo uma experiência de acordo com sua idade. Isto é tudo quanto Deus delas espera. Necessitam de ser educadas nas coisas espirituais; e os pais devem dar-lhes toda oportunidade para que formem caráter semelhante ao de Cristo.</p>
<p>Nas leis de Deus na Natureza, o efeito segue à causa com certeza infalível. A colheita testificará do que foi a sementeira. O obreiro negligente é condenado por sua obra. A sega dá testemunho contra ele. Assim é nas coisas espirituais: a fidelidade de cada obreiro é medida pelos resultados do trabalho. O caráter de sua obra, quer diligente quer lerdo, é revelado pela colheita. Assim é decidido o seu destino para a eternidade.<br />
Toda semente lançada produz uma colheita segundo sua espécie. O mesmo se dá na vida humana. Necessitamos todos, lançar as sementes da compaixão, simpatia e amor; porque o que semearmos isso colheremos. Toda característica de egoísmo, amor-próprio, estima própria, todo ato de condescendência consigo mesmo produzirá fruto semelhante. Aquele que vive para si, está semeando na carne, e da carne brotará corrupção.<br />
Deus não destrói a ninguém. Todo aquele que for destruído ter-se-á destruído a si mesmo. Todo aquele que sufoca as admoestações da consciência está lançando as sementes da incredulidade, e estas produzirão uma colheita certa. Rejeitando a primeira advertência de Deus, Faraó, na antiguidade, semeou as sementes da obstinação, e colheu obstinação. Deus não o compeliu a descrer. A semente de incredulidade que lançou, produziu uma colheita de sua espécie. Assim, sua resistência continuou até contemplar o seu país devastado, o gélido cadáver de seu primogênito, e o primogênito de toda a sua casa, e de todas as famílias de seu reino, até que as águas do mar lhe submergiram os cavalos, carros e guerreiros. Sua história é uma ilustração tenebrosa da verdade das palavras, &#8220;tudo o que o homem semear, isso também ceifará&#8221;. Gál. 6:7. Se tão-somente reconhecessem os homens isso, seriam cautelosos com a semente que lançam.<br />
À medida que a semente espalhada produz uma colheita, e esta por sua vez é semeada, a seara se multiplica. Essa lei é também verdadeira em relação com as pessoas. Cada ato, cada palavra é uma semente que produzirá fruto. Cada ato de meditada bondade, de obediência ou de renúncia, se reproduzirá em outros, e por eles ainda em terceiros. Do mesmo modo cada ato de inveja, malícia ou dissensão, é uma semente que brotará em &#8220;raiz de amargura&#8221; (Heb. 12:15), pela qual muitos serão contaminados. E quanto maior número envenenarão os &#8220;muitos&#8221;! Assim a sementeira do bem e do mal prossegue para o tempo e a eternidade.<br />
Liberalidade tanto em assuntos espirituais quanto temporais, é ensinada na lição da semeadura. O Senhor diz: &#8220;Bem-aventurados vós, que semeais sobre todas as águas.&#8221; Isa. 32:20. &#8220;Digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará.&#8221; II Cor. 9:6. Semear sobre todas as águas significa uma contínua distribuição das dádivas de Deus. Significa dar onde quer que a causa de Deus ou as necessidades da humanidade exigirem nosso auxílio. Isso não levará à pobreza. &#8220;O que semeia em abundância, em abundância também ceifará.&#8221; O semeador multiplica a semente lançando-a fora. Assim é com aqueles que são fiéis no distribuir as dádivas de Deus. Repartindo, aumentam suas bênçãos. Deus lhes prometeu suficiência para que possam continuar a dar. &#8220;Dai, e ser-vos -á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.&#8221; Luc. 6:38.<br />
E mais do que isso está envolvido no semear e ceifar. Distribuindo as bênçãos temporais de Deus, a evidência de nosso amor e simpatia desperta, no que recebe, gratidão e ações de graças a Ele. O solo do coração é preparado para receber a semente da verdade espiritual. E Aquele que provê a semente ao semeador, fará com que a semente germine e produza fruto para a vida eterna.<br />
Pelo lançar da semente no solo, Cristo representa Seu sacrifício por nossa redenção. &#8220;Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer&#8221;, disse, &#8220;fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto.&#8221; João 12:24. Assim a morte de Cristo resultará em fruto para o reino de Deus. De acordo com a lei do reino vegetal, vida será o resultado de Sua morte.<br />
E todos os que quiserem produzir fruto como coobreiros de Cristo, precisam cair na terra e morrer. A vida precisa ser lançada no sulco da necessidade do mundo. O amor-próprio e o próprio interesse têm que perecer. Mas a lei do sacrifício próprio é a lei da própria preservação. A semente sepultada no solo produz fruto, e este, por sua vez, é plantado. Assim se multiplica a seara. O lavrador preserva a sua semente, lançando-a fora. Deste modo, na vida humana dar é viver. A vida que será preservada é a que é entregue liberalmente ao serviço de Deus e do homem. Os que pela causa de Cristo sacrificam a vida neste mundo, conservá-la-ão para a eternidade.<br />
A semente morre para ressurgir em nova vida, e nisto nos é dada a lição da ressurreição. Todos os que amam a Deus reviverão no Éden celestial. Do corpo humano posto na cova para ser reduzido a pó, disse Deus: &#8220;Semeia-se o corpo em corrupção, ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.&#8221; I Cor. 15:42 e 43.<br />
Tais são algumas das muitas lições ensinadas pela viva parábola do semeador e da semente na Natureza. Procurem os pais e mestres ensinar estas lições, de modo prático. Preparem as crianças mesmas o solo e semeiem a semente. Enquanto trabalham, o pai ou mestre pode falar sobre o jardim do coração semeado com a boa ou má semente, e que assim como o jardim precisa ser preparado para a semente natural, o coração precisa ser preparado para a semente da verdade. Enquanto lançam ao solo a semente, podem ensinar a lição da morte de Cristo; e, brotando o renovo, a verdade da ressurreição. Crescendo a planta, pode ser continuada a relação entre o semear natural e o espiritual.<br />
A juventude deve ser instruída de maneira idêntica. Deve ser ensinada a lavrar o solo. Será bom que, ligadas com cada escola, haja terras para cultivo. Esses terrenos devem ser considerados a sala de aulas do próprio Deus. As coisas da Natureza devem ser contempladas como sendo o manual que Seus filhos devem estudar, do qual podem obter conhecimento quanto ao cultivo da mente.<br />
Preparando o solo, lavrando a terra, podem aprender-se constantemente lições. Ninguém pensaria em estabelecer-se em terreno agreste esperando que produzisse imediatamente uma colheita. Esforço, diligência e trabalho perseverante devem ser empregados no tratamento do solo preparatório para a semeadura. Assim é com a obra espiritual no coração humano. Os que quiserem ser beneficiados pelo cultivo do solo, precisam sair com a Palavra de Deus no coração. Acharão o solo árido do coração sulcado pela influência branda e enternecedora do Espírito Santo. A não ser que se empregue trabalho árduo no solo, ele não produzirá frutos. O mesmo se dá com o solo do coração: o Espírito de Deus precisa nele operar para refiná-lo e discipliná-lo antes de poder produzir fruto para a glória de Deus.<br />
A terra não produzirá suas riquezas quando lavrada esporadicamente. Necessita de cuidado meditado e diário. Precisa ser arada freqüente e profundamente com o objetivo de evitar as ervas daninhas que roubam a nutrição da boa semente plantada. Assim os que lavram e semeiam, preparam para a ceifa. Ninguém necessita permanecer no campo entre as ruínas de suas esperanças.<br />
A bênção do Senhor repousará sobre os que assim preparam a terra, aprendendo da Natureza lições espirituais. Cultivando o solo, o obreiro mal sabe que tesouros serão descobertos diante dele. Conquanto não deva desprezar a instrução que lhe é possível colher das mentes experimentadas e da informação que homens inteligentes têm para fornecer, deve colher lições por si mesmo. Isso é parte de sua instrução. O cultivo do solo provar-se-á uma educação para o caráter. Aquele que faz a semente crescer, que a mantém dia e noite, que lhe confere a capacidade de desenvolver-se, é o Autor de nosso ser, o Soberano do Céu que exerce ainda maior cuidado e interesse em favor de Seus filhos. Ao passo que o semeador humano lança a semente para sustentar-nos a vida terrena, o Semeador divino implantará no coração a semente que produzirá fruto para a vida eterna.</p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Alento nas Dificuldades</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 07:14:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em Seus ensinos Cristo relacionava com a advertência de juízo o convite da graça. &#8220;O Filho do homem não veio&#8221;, disse Ele, &#8220;para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.&#8221; Luc. 9:56. &#8220;Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele.&#8221; João 3:17. Sua misericordiosa missão, no que se refere à justiça e ao juízo divinos, é ilustrada pela parábola da figueira estéril.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo advertira os homens da vinda do Reino dos Céus, e censurara-lhes severamente a ignorância e indiferença. Os sinais no céu que prediziam o tempo, reconheciam rapidamente, mas os sinais do tempo que apontavam tão claramente Sua missão, não eram discernidos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os homens de então estavam tão prontos, porém, como hoje estão, para concluir que são os favoritos do Céu, e que a mensagem de advertência destina-se para os outros. Os ouvintes contaram a Jesus de um acontecimento que acabava de causar grande sensação. Algumas medidas de Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, escandalizaram o povo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Houvera um levante em Jerusalém, e Pilatos tentara sufocá-lo pela violência. Numa ocasião seus soldados invadiram o átrio do templo, e degolaram alguns peregrinos galileus, no ato de oferecer seus sacrifícios. Os judeus consideravam a calamidade um castigo motivado pelos pecados das vítimas; e aqueles que narravam esse ato de violência, faziam-no com satisfação íntima. Segundo seu modo de ver, sua felicidade era prova de serem muito melhores, e por isso mais favorecidos de Deus do que aqueles galileus. Esperavam ouvir de Jesus palavras de condenação sobre esses homens que, sem dúvida, haveriam merecido a pena.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os discípulos de Jesus não aventuravam exprimir sua própria opinião sem ter ouvido a de seu Mestre. Ele lhes dera lições adequadas no tocante a julgar o caráter de outros homens e a medir a retribuição conforme seu juízo acanhado. Contudo esperavam que Cristo denunciasse esses homens como mais pecadores que os demais. Grande foi sua surpresa pela resposta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Voltando-se para a multidão, o Salvador disse: &#8220;Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.&#8221; Luc. 13:2 e 3. Estas terríveis calamidades tinham por finalidade induzi-los a humilhar o coração e arrepender-se de seus pecados. A tempestade da vingança acumulava-se, para desencadear-se logo sobre todos os que não acharam refúgio em Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Falando Jesus aos discípulos e à multidão, olhava com visão profética para o futuro, e via Jerusalém sitiada por exércitos. Ouvia o barulho dos estranhos que marchavam contra a cidade escolhida, e via-os, aos milhares, perecendo no cerco. Muitos judeus eram então assassinados como aqueles galileus no átrio do templo, no próprio ato de oferecerem o sacrifício. As calamidades que sobrevieram a alguns indivíduos, eram advertências divinas a uma nação igualmente culpada. &#8220;Se vos não arrependerdes&#8221;, disse Jesus, &#8220;todos de igual modo perecereis.&#8221; O tempo da graça duraria ainda um pouco para eles. Ainda podiam conhecer as coisas que diziam respeito à sua paz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Um certo homem&#8221;, prosseguiu Ele, &#8220;tinha uma figueira plantada na sua vinha e foi procurar nela fruto, não o achando. E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não o acho; corta-a. Por que ocupa ainda a terra inutilmente?&#8221; Luc. 13:6 e 7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os ouvintes de Cristo não podiam interpretar mal a aplicação de Suas palavras. Davi cantara de Israel como uma vide tirada do Egito. Isaías escrevera: &#8220;Porque a vinha do Senhor dos Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das Suas delícias.&#8221; Isa. 5:7. A geração à qual o Salvador tinha vindo, era representada pela figueira na vinha do Senhor, dentro do círculo de Seus cuidados e bênçãos especiais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O propósito de Deus para com Seu povo, e as gloriosas possibilidades que tinham perante si foram descritos nas belas palavras: &#8220;A fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que Ele seja glorificado.&#8221; Isa. 61:3. Jacó, agonizante, dissera de seu filho predileto, por inspiração do Espírito: &#8220;José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.&#8221; Gên. 49:22. Mais adiante diz: &#8220;Pelo Deus de teu Pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos Céus de cima, com bênçãos do abismo que está debaixo.&#8221; Gên. 49:25. Assim Deus plantara a Israel como uma vide frutífera junto à fonte da vida. Tinha Sua &#8220;vinha em um outeiro fértil. E a cercou, e a limpou das pedras, e a plantou de excelentes vides&#8221;. Isa. 5:1 e 2.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E esperava que desse uvas boas, mas deu uvas bravas.&#8221; Isa. 5:2. O povo do tempo de Cristo fazia maior ostentação de piedade do que os judeus de épocas anteriores; porém eram ainda mais destituídos das suaves graças do Espírito de Deus. Os preciosos frutos de caráter, que tornaram a vida de José tão fragrante e bela, não se manifestavam no povo judeu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus, por Seu Filho, procurara frutos mas não encontrou nenhum. Israel era um estorvo à terra. Toda a sua existência era uma maldição, pois ocupava na vinha o lugar que uma árvore frutífera poderia preencher. Roubava o mundo das bênçãos que Deus intencionava dar. Os israelitas mal representavam Deus aos povos. Não eram somente inúteis, mas decididamente um embaraço. Sua vida religiosa iludia em alto grau, e em vez de salvação acarretava ruína.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola, o vinhateiro não questiona a sentença de que se a árvore permanecesse infrutífera, deveria ser decepada; porém, conhece e partilha do interesse do proprietário na árvore estéril. Nada lhe podia dar mais alegria que vê-la crescer e frutificar. Responde ao desejo do proprietário, dizendo: &#8220;Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque; e, se der fruto, ficará.&#8221; Luc. 13:8 e 9.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O jardineiro não recusa trabalhar numa planta tão pouco promissora; está pronto a prestar-lhe ainda maiores cuidados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Julgai, vos peço, entre Mim e a Minha vinha. Que mais se podia fazer à Minha vinha, que Eu lhe não tenha feito? E como, esperando Eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?&#8221; Isa. 5:3 e 4. Quer tornar o ambiente mais propício, e prodigalizar-lhe maior atenção.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O proprietário e o vinhateiro têm o mesmo interesse na figueira. Assim o Pai e o Filho eram um no amor ao povo escolhido. Cristo dizia aos ouvintes que lhes seriam dadas maiores oportunidades. Todo meio que o amor de Deus podia sugerir, seria empregado para tornarem-se árvores de justiça, e produzirem frutos para bênção do mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Jesus não disse, na parábola, qual seria o resultado do trabalho do jardineiro. Neste ponto, interrompeu a história. A conclusão dependia da geração que Lhe ouvia as palavras. À mesma foi dada a severa advertência: &#8220;Se não, depois a mandarás cortar.&#8221; Dependia deles se estas palavras irrevogáveis seriam pronunciadas. O dia da vingança estava próximo. Pelas calamidades sobrevindas a Israel, o proprietário da vinha advertia-os misericordiosamente da aniquilação da árvore estéril.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esta advertência é também dirigida a nós que vivemos nesta geração. És tu, ó coração indiferente, uma árvore infrutífera na vinha do Senhor? Será esta sentença endereçada em breve a ti? Quanto tempo recebeste Suas dádivas? Quanto tempo tem Ele vigiado e esperado uma retribuição de amor? Que privilégio tens, em ser plantado em Sua vinha, e estar sob a proteção do jardineiro! Com quanta freqüência a terna mensagem do evangelho te comoveu o coração! Tomaste o nome de Cristo, exteriormente és membro da igreja que é Seu corpo; contudo estás consciente de nenhuma ligação viva com o grande coração de amor. A corrente de Sua vida não flui através de ti; as doces graças de Seu caráter, &#8220;os frutos do Espírito&#8221;, não são vistos em tua vida. A árvore estéril recebe a chuva, os raios do Sol e os cuidados do jardineiro; suga alimento do solo. Mas seus ramos infrutíferos só ensombram o chão, de modo que árvores produtoras não podem florescer sob sua copa. Igualmente as dádivas de Deus a ti concedidas não transmitem bênçãos para o mundo. Roubas a outros o privilégio que, se não fosse teu, seria deles.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Embora talvez obscuramente, reconheces que és um empecilho ao solo. Contudo, Deus em Sua grande misericórdia não te cortou. Não te contempla friamente. Não Se volta com indiferença, nem te abandona à destruição. Olhando a ti, clama, como clamou há tantos séculos, referindo-se a Israel, &#8220;Como te deixaria, ó Efraim? Como te entregaria, ó Israel? &#8230; Não executarei o furor da Minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque Eu sou Deus e não homem.&#8221; Osé. 11:8 e 9. O misericordioso Salvador diz, concernente a ti: Poupa-a ainda este ano, até que Eu a escave e a esterque.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Com que incansável amor Cristo servia ao povo de Israel durante o adicional período de graça! Na cruz, orava: &#8220;Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.&#8221; Luc. 23:34. Depois da ascensão, o evangelho foi pregado primeiramente em Jerusalém. Ali foi derramado o Espírito Santo. Ali a primeira igreja revelou o poder do Salvador ressurreto. Ali testemunhou Estêvão &#8211; &#8220;seu rosto como o rosto de um anjo&#8221; &#8211; e depôs sua vida. Atos 6:15. Tudo que o Céu podia dar foi prodigalizado. &#8220;Que mais se podia fazer à Minha vinha&#8221;, disse Cristo, &#8220;que Eu lhe não tenha feito?&#8221; Isa. 5:4. Assim Seu cuidado e trabalho não foi diminuído, porém aumentado. Ainda hoje diz: &#8220;Eu, o Senhor, a guardo e, a cada momento, a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei.&#8221; Isa. 27:3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se der fruto, ficará; e, se não, depois&#8230;&#8221; Luc. 13:9.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O coração que não atende às instâncias divinas se endurece até tornar-se insensível à influência do Espírito Santo. Então, sim, é dito: &#8220;Corta-a. Por que ela ocupa ainda a terra inutilmente?&#8221; Luc. 13:7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Hoje te convida: &#8220;Converte-te-; ó Israel, ao Senhor teu Deus. &#8230; Eu sararei a sua perversão, Eu voluntariamente os amarei. &#8230; Eu serei, para Israel, como orvalho; ele florescerá como o lírio e espalhará as suas raízes como o Líbano. &#8230; Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide. &#8230; De Mim é achado o teu fruto.&#8221; Osé. 14:1, 4, 5, 7 e 8.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Um Convite Generoso</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 01:04:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[O Salvador era convidado no banquete de um fariseu. Aceitava convites tanto de ricos como de pobres, e consoante Seu costume, vinculava com Suas lições da verdade a cena que tinha diante de Si. Entre os judeus o banquete sagrado era associado com todas as suas épocas de júbilo nacional e religioso. Era-lhes um tipo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Salvador era convidado no banquete de um fariseu. Aceitava convites tanto de ricos como de pobres, e consoante Seu costume, vinculava com Suas lições da verdade a cena que tinha diante de Si. Entre os judeus o banquete sagrado era associado com todas as suas épocas de júbilo nacional e religioso. Era-lhes um tipo das bênçãos da vida eterna. O grande banquete em que se assentariam à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, enquanto os gentios estariam de fora, olhando cobiçosamente, era tema sobre que se deleitavam em falar. A lição de advertência e instrução que Cristo desejava dar, ilustrou agora pela parábola da grande ceia. Os judeus pretendiam circunscrever a si as bênçãos divinas para esta vida e a futura. Negavam a misericórdia de Deus para com os gentios. Pela parábola Cristo mostrou que nesse mesmo momento eles rejeitavam o convite de misericórdia, a chamada para o reino de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Demonstrou que o convite que desdenhavam estava para ser dirigido àqueles a quem desprezavam, e de quem se retraíam como de leprosos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na escolha dos convidados para o banquete, consultara o fariseu o próprio interesse egoísta. Cristo lhe disse: &#8220;Quando deres um jantar ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.&#8221; Luc. 14:12-14.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo repetia aqui as instruções que dera a Israel por Moisés. Em seus banquetes sagrados ordenara o Senhor que &#8220;o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas&#8221;, viessem, comessem e se saciassem. Deut. 14:29. Essas reuniões deveriam ser para Israel lições objetivas. Sendo ensinada deste modo a alegria da verdadeira hospitalidade, o povo deveria cuidar durante todo o ano dos pobres e indigentes. E essas ceias encerravam uma lição mais ampla. As bênçãos espirituais,</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura.&#8221; Isa. 55:1 e 2. prodigalizadas a Israel, não eram para eles somente. Deus lhes dera o pão da vida, para que o repartissem com o mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Essa tarefa não executaram. As palavras de Cristo eram-lhes uma censura ao egoísmo. Desagradavam aos fariseus. Desejando desviar o rumo da conversa, um deles exclamou com ares de beato: &#8220;Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus!&#8221; Luc. 14:15. Esse homem falou com grande confiança, como se estivesse certo de um lugar no reino. Sua atitude era semelhante à dos que se alegram com ser salvos por Cristo, conquanto não preencham as condições sob que a salvação é prometida. Seu espírito era idêntico ao de Balaão, quando orava: &#8220;A minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu.&#8221; Núm. 23:10. O fariseu não pensava em sua aptidão para o Céu, mas naquilo em que esperava deleitar-se lá. Sua observação destinava-se a desviar do tema de seus deveres práticos, a atenção dos convidados à ceia. Desejava dirigi-los da vida presente ao remoto tempo da ressurreição dos justos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo leu o coração do dissimulador e, dirigindo-lhe o olhar, expôs aos convidados o caráter e o valor de seus privilégios presentes. Indicou-lhes que, a fim de partilharem das bem-aventuranças futuras, tinham uma obra para fazer neste tempo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Um certo homem&#8221;, disse, &#8220;fez uma grande ceia e convidou a muitos.&#8221; Luc. 14:16. Chegado o tempo da celebração, o que convidava enviou seus servos com uma segunda mensagem aos hóspedes esperados: &#8220;Vinde, que já tudo está preparado.&#8221; Luc. 14:17. Estranha indiferença manifestou-se, porém. &#8220;Todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo e preciso ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei e, portanto, não posso ir.&#8221; Luc. 14:18-20.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nenhuma das escusas tinha base em necessidade real. O homem que precisava sair a ver seu campo, já o comprara. Sua pressa de ir vê-lo era devida a que seu interesse estava absorvido pela aquisição. Os bois, também, tinham sido comprados. O exame dos mesmos só devia satisfazer à curiosidade do comprador. Também a terceira desculpa não tinha melhor motivo. A circunstância de o convidado haver contraído núpcias, não precisava impedir sua presença à festa. Sua esposa também seria bem-vinda. Fizera, porém, seus próprios planos de prazer, e estes lhe pareciam mais desejáveis do que comparecer à festa, como prometera. Aprendera a achar prazer noutra companhia que não a do anfitrião. Não pediu desculpas, nem mesmo usou de cortesia em escusar-se. O &#8220;não posso ir&#8221; era unicamente um véu para a verdade &#8211; &#8220;não faço questão de ir&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Todas as escusas denunciavam espírito preocupado. Estes convidados ficaram absortos pelo interesse em outras coisas. O convite que se comprometeram a aceitar, foi rejeitado, e o generoso amigo, ofendido por sua indiferença.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pela grande ceia, Cristo representa as bênçãos oferecidas pelo evangelho. A provisão é nada menos que o próprio Cristo. Ele é o pão que desceu do Céu; e dEle procedem as torrentes da salvação. Os mensageiros do Senhor anunciaram aos judeus a vinda do Salvador, apontaram a Cristo como &#8220;o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo&#8221;. João 1:29. No banquete que preparou, Deus lhes ofereceu a maior dádiva que o Céu podia conceder &#8211; uma dádiva que excede todo o entendimento. O amor de Deus supriu o custoso banquete, e proveu inesgotáveis recursos. &#8220;Se alguém comer desse pão&#8221;, disse Cristo, &#8220;viverá para sempre.&#8221; João 6:51.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Todavia, para aceitar o convite ao banquete do evangelho, precisariam subordinar seus interesses materiais ao propósito de receber a Cristo e Sua justiça. Deus prodigalizou tudo ao homem, e lhe pede colocar Seu serviço acima de todas as considerações terrenas e egoístas. Não pode aceitar um coração indiferente. O coração absorto em afeições terrenas não pode ser entregue a Deus. A lição é para todo o tempo. Devemos seguir o Cordeiro de Deus, aonde quer que vá. Deve ser escolhida Sua direção, e Sua companhia apreciada mais que a de amigos terrenos. Cristo diz: &#8220;Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim não é digno de Mim.&#8221; Mat. 10:37.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Ao redor da mesa, quando partiam o pão cotidiano, muitos repetiam, nos dias de Cristo, as palavras: &#8220;Bem-aventurado o que comer pão no reino de Deus!&#8221; Luc. 14:15. Mas Cristo mostra como é difícil encontrar hóspedes à mesa provida por preço infinito. Aqueles que Lhe escutavam as palavras sabiam que tinham desprezado o misericordioso convite. Posses terrenas, riquezas e prazeres eram-lhes</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do Céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu.&#8221; João 6:48-51. todo-absorventes. De consenso unânime escusaram-se.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O mesmo se dá hoje. As desculpas apresentadas ao recusar o convite para o banquete encerram todos os motivos apresentados para recusar o convite do evangelho. Declaram que não podem prejudicar suas perspectivas materiais dando ouvidos às reivindicações do evangelho. Consideram seus propósitos temporais de maior valor que as coisas da eternidade. Justamente as bênçãos que receberam de Deus se tornam um empecilho que lhes separa a alma do Criador e Redentor. Não querem ser interrompidas em suas empresas mundanas, e dizem ao mensageiro da graça: &#8220;Por agora, vai-te, e, em tendo oportunidade, te chamarei.&#8221; Atos 24:25. Outros insistem nas dificuldades que surgiriam nas relações sociais se obedecessem ao convite de Deus. Dizem que não podem estar em desarmonia com seus parentes e conhecidos. Deste modo denunciam fazer o mesmo que os descritos na parábola. O anfitrião considera-lhes as desculpas fúteis, e demonstrativas de desprezo ao convite.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O homem que disse: &#8220;Casei e, portanto, não posso ir&#8221; (Luc. 14:20), representa uma grande classe. Muitos há que permitem que a esposa ou o marido os impeçam de atender ao convite de Deus. Diz o esposo: &#8220;Não posso seguir minha convicção do dever enquanto minha senhora é a isso contrária. Sua influência me tornaria excessivamente difícil fazê-lo.&#8221; A esposa ouve o misericordioso convite: &#8220;Vinde, que tudo já está preparado&#8221;, e diz: &#8220;Rogo-Te que me hajas por escusada. Meu marido recusa o convite de misericórdia. Diz que seu negócio é um embaraço. Preciso acompanhar meu marido, e por isso não posso ir.&#8221; O coração dos filhos é impressionado. Desejam ir. Mas, amam o pai e a mãe, e como estes não atendem ao convite do evangelho, pensam que sua presença não é esperada. Também dizem: &#8220;Gostaria de ser dispensado.&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Todos esses não atendem ao convite do Salvador, porque temem causar divisão no círculo da família. Pensam que negando obediência a Deus, asseguram a paz e a prosperidade do lar; porém, isto é uma ilusão. Quem semeia egoísmo, colherá egoísmo. Rejeitando o amor de Cristo rejeitam aquilo que, somente, pode emprestar ao amor humano pureza e estabilidade. Não só perderão o Céu como também a verdadeira felicidade pela qual o Céu foi sacrificado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola, o doador da ceia ouviu como seu convite fora recebido, e, &#8220;indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres, e os aleijados, e os mancos, e os cegos&#8221;. Luc. 14:21.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O hospedeiro voltou-se daqueles que menosprezaram sua bondade e convidou uma classe não abastada, que não possuía casas nem terras. Convidou os pobres e &#8220;Disseram-Lhe, pois: &#8230; Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do Céu. Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que Moisés não vos deu o pão do Céu, mas Meu Pai vos dá o verdadeiro pão do Céu. Porque o pão de Deus é Aquele que desce do Céu e dá vida ao mundo. &#8230; Eu sou o pão da vida; aquele que vem a Mim não terá fome; e quem crê em Mim nunca terá sede.&#8221; João 6:30-33 e 35. famintos, que apreciariam a generosidade. &#8220;Os publicanos e as meretrizes&#8221;, disse Cristo, &#8220;entram adiante de vós no reino de Deus.&#8221; Mat. 21:31. Por mais miseráveis que sejam os espécimes da humanidade, de quem outros zombam e se retraem, não são baixos, nem miseráveis demais para a atenção e amor de Deus. Cristo anseia que homens aflitos, cansados e opressos, a Ele vão. Anseia dar-lhes luz, alegria e paz não encontradas em qualquer outra parte. Os piores pecadores são objeto da Sua profunda, ardente misericórdia e amor. Envia o Espírito Santo para sobre eles vigiar com ternura, procurando atraí-los a Si.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O servo que fez entrar os pobres e cegos, disse ao Mestre: &#8220;Senhor, feito está como mandaste, e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e atalhos e força-os a entrar, para que a minha casa se encha.&#8221; Luc. 14:22 e 23. Cristo apontou aqui a obra do evangelho fora dos limites do judaísmo, nos caminhos e valados do mundo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Obedientes a este mandado, Paulo e Barnabé declaravam aos judeus: &#8220;Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a Palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da Terra. E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a Palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.&#8221; Atos 13:46-48.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A mensagem evangélica, pregada pelos discípulos de Cristo, era a anunciação de Sua primeira vinda ao mundo. Trouxe aos homens as boas-novas de salvação pela fé nEle. Apontava para Sua segunda vinda em glória para redimir Seu povo, e deu aos homens a esperança de partilhar da herança dos santos na luz pela fé e obediência. Esta mensagem é dada à humanidade hoje em dia, e, neste tempo, está ligada à anunciação da breve volta de Cristo. Os sinais de Sua vinda dados por Ele mesmo, cumpriram-se; e assim, pelos ensinos da Palavra de Deus podemos saber que o Senhor está à porta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">João, no Apocalipse, prediz a proclamação da mensagem do evangelho, justamente antes da vinda de Cristo. Viu &#8220;outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, porque vinda é a hora do Seu juízo.&#8221; Apoc. 14:6 e 7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A esta advertência do Juízo e às mensagens com ela relacionadas segue-se, na profecia, a volta do Filho do homem nas nuvens do céu. A proclamação do Juízo é uma anunciação de que a segunda vinda de Cristo está próxima. E esta proclamação é chamada o evangelho eterno. Deste modo é mostrado que a pregação da segunda vinda de Cristo</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um Ancião de Dias Se assentou; e a Sua veste era branca como a neve, e o cabelo da Sua cabeça, como a limpa lã; o Seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares O serviam&#8230;; assentou-se o juízo, e abriram-se os livros.&#8221; Dan. 7:9 e 10. ou a anunciação de sua brevidade, é parte essencial da mensagem evangélica.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Bíblia declara que nos últimos tempos os homens estariam absortos em empresas mundanas, prazeres e enriquecimento. Estariam cegos para as realidades eternas. Cristo diz: &#8220;E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.&#8221; Mat. 24:37-39.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O mesmo se dá hoje. Os homens lançam-se à caça de lucro e satisfação própria como se não houvesse Deus, nem Céu, nem vida futura. Nos dias de Noé foi dada a advertência do dilúvio vindouro para despertar os homens de sua impiedade e convidá-los ao arrependimento. Assim a mensagem da próxima vinda de Cristo visa a despertar os homens de seu enlevo nas coisas temporais. Destina-se a acordá-los para o senso das realidades eternas, para que atendam ao convite para a ceia do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O convite do evangelho deve ser dado a todo o mundo &#8211; &#8220;a toda nação, e tribo, e língua, e povo&#8221;. Apoc. 14:6. A última mensagem de advertência e misericórdia deve iluminar com sua glória toda a Terra. Deve alcançar todas as classes sociais &#8211; ricos e pobres, elevados e humildes. &#8220;Sai pelos caminhos e atalhos&#8221;, diz Cristo, &#8220;e força-os a entrar, para que a Minha casa se encha.&#8221; Luc. 14:23.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O mundo perece pela carência do evangelho. Há fome da Palavra de Deus. Poucos pregam a Palavra não misturada com tradições humanas. Embora tenham os homens nas mãos a Bíblia, não recebem as bênçãos que, para eles, Deus nela colocou. O Senhor chama Seus servos para levar a mensagem ao povo. A Palavra da vida eterna deve ser dada aos que perecem em seus pecados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na ordem de ir pelos caminhos e valados, Cristo apresenta a tarefa, a todos os que chama, de ministrar em Seu nome. Todo o mundo é o campo para os ministros de Cristo. Toda a família humana está compreendida em sua congregação. O Senhor deseja que Sua Palavra de misericórdia seja levada a toda pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Isso deve ocorrer principalmente pelo serviço pessoal. Era o método de Cristo. Sua obra consistia grandemente em entrevistas pessoais. Tinha fiel consideração pelo auditório de uma só pessoa. Por esse único ouvinte, a mensagem, muitas vezes, era proclamada a milhares.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não devemos esperar que as almas venham a nós; precisamos procurá-las onde estiverem. Quando a Palavra é pregada do púlpito, o trabalho apenas começou. Há multidões que nunca serão alcançadas pelo evangelho se ele não lhes for levado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O convite para o banquete foi dado primeiramente ao povo judeu, ao povo que fora escolhido para ser professor e guia entre os homens, ao povo em cujas mãos estavam os escritos proféticos que prediziam o advento de Cristo, e a quem fora confiado o serviço simbólico que prefigurava Sua missão. Tivessem os sacerdotes e o povo atendido ao convite, ter-se-iam unido aos mensageiros de Cristo para estender ao mundo o convite evangélico. A verdade foi-lhes enviada para que a comunicassem a outros. Escusando-se ao convite, foi este enviado aos pobres, aleijados, mancos e cegos. Publicanos e pecadores aceitaram o convite. Quando o convite do evangelho é dirigido aos gentios, continua o mesmo plano de trabalho. A mensagem deve ser proclamada primeiramente &#8220;pelos caminhos&#8221; &#8211; aos homens que têm parte ativa no trabalho do mundo, aos mestres e guias do povo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os mensageiros do Senhor devem manter isto em mente. Deve atingir os pastores do rebanho, os mestres divinamente ordenados, como uma advertência a ser atendida. Aqueles que pertencem às camadas sociais mais elevadas devem ser procurados com terna afeição e respeito fraternal. Homens de negócios, em altas posições de confiança, homens de faculdades inventivas e intuição científica, intelectuais, mestres do evangelho, cuja atenção não foi dirigida para as verdades especiais deste tempo &#8211; esses devem ser os primeiros a ouvir o convite. A eles deve ser feito o convite.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Há uma obra que deve ser feita em prol dos ricos. Precisam ser despertados para reconhecer sua responsabilidade como a quem foram confiados dons do Céu. Devem ser lembrados de que precisam prestar contas Àquele que julgará os vivos e os mortos. Os ricos necessitam de seu trabalho no amor e temor de Deus. Muitíssimas vezes confiam eles nas riquezas, e não sentem o perigo. Seus olhos da mente precisam ser atraídos para as coisas de valor duradouro. Precisam reconhecer a autoridade da verdadeira bondade, que diz: &#8220;Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.&#8221; Mat. 11:28-30.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Aqueles que por sua instrução, riqueza ou fama, ocupam posição saliente no mundo, raramente são abordados pessoalmente sobre os interesses da alma. Muitos obreiros cristãos hesitam em aproximar-se destas classes. Mas isto não deve acontecer. Se um homem se estivesse afogando, não permaneceríamos imóveis, vendo-o perecer, porque é advogado, negociante ou juiz. Se víssemos pessoas rolando a um precipício, não hesitaríamos em socorrê-las, qualquer que fosse sua posição ou profissão. Semelhantemente, não devemos hesitar em advertir os homens do perigo da alma.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Ninguém deve ser negligenciado por causa da aparente devoção às coisas materiais. Muitos da alta camada social estão pesarosos e cansados da vaidade; anseiam uma paz que não possuem. Nas mais elevadas classes da sociedade há homens que têm fome e sede de salvação. Muitos receberiam auxílio se os obreiros do Senhor deles se aproximassem pessoalmente de maneira cortês, com o coração sensibilizado pelo amor de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O êxito da mensagem evangélica não depende de discursos estudados, de testemunhos eloqüentes nem de argumentos profundos. Depende da simplicidade da mensagem e de sua adaptação às almas que têm fome do pão da vida. &#8220;Que é necessário que eu faça para me salvar?&#8221; (Atos 16:30) &#8211; é a necessidade da alma. Milhares podem ser alcançados pelo modo mais simples e modesto. Os mais intelectuais, considerados os homens e mulheres mais prendados do mundo, são muitas vezes refrigerados pelas palavras simples de alguém que ama a Deus e fala desse amor tão naturalmente como os mundanos o fazem das coisas que mais profundamente lhes interessam.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Freqüentemente as palavras bem preparadas e estudadas têm pouca influência. Mas a expressão verdadeira e sincera de um filho ou filha de Deus, dita em simplicidade natural, tem poder para abrir a porta do coração que durante muito tempo esteve cerrada para Cristo e Seu amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Lembrem os obreiros de Cristo que não têm que trabalhar em sua própria força. Apoderem-se do trono de Deus com fé em Seu poder de salvar. Instem com Deus em oração, e trabalhem então com todas as facilidades que Deus lhes proporcionou. O Espírito Santo é provido como sua eficiência. Anjos ministradores estarão a seu lado para impressionar os corações.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Que centro missionário não seria Jerusalém, se seus guias e mestres houvessem recebido a verdade por Cristo! O Israel apóstata teria sido convertido. Um grande exército se teria congregado para o Senhor. Com que rapidez não teriam levado o evangelho a todas as partes do mundo! Assim, agora, que obra não poderia ser realizada para levantar os caídos, asilar os desterrados e pregar as boas-novas da salvação, se homens influentes e de grande capacidade fossem ganhos para Cristo! Rapidamente poderia ser feito o convite, e reunidos os convidados para a mesa do Senhor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Contudo, não devemos pensar somente nos grandes e talentosos homens com desprezo das classes mais pobres. Cristo instrui Seus mensageiros para ir também pelos caminhos e valados, aos pobres e humildes da Terra. Nos cortiços e vielas das grandes cidades, nos caminhos solitários do campo, há famílias e indivíduos &#8211; talvez estrangeiros em Terra estranha &#8211; que não pertencem a nenhuma igreja, e na solidão chegam a sentir que Deus deles Se esqueceu. Não sabem o que devem fazer para serem salvos. Muitos sucumbem no pecado. Muitos estão acabrunhados. Estão opressos de sofrimentos e vicissitudes, incredulidade e desespero. Acometem-nos doenças de toda espécie, da alma e do corpo. Anelam encontrar consolo para os tormentos, e Satanás tenta-os a procurá-lo nos prazeres e divertimentos que conduzem à ruína e morte. Oferece-lhes os pomos de Sodoma, que se reduzirão a cinzas em seus lábios. Gastam dinheiro naquilo que não é pão, e trabalham por aquilo que não satisfaz.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Devemos ver nesses sofredores aqueles a quem Cristo veio salvar. Seu convite é: &#8220;Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. &#8230; Ouvi-Me atentamente e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os ouvidos e vinde a Mim; ouvi, e a vossa alma viverá.&#8221; Isa. 55:1-3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus deu um mandamento especial, pelo qual devemos estimar o estrangeiro, o desterrado, e as pobres almas destituídas de poder moral. Muitos que aparentam completa indiferença pelas coisas religiosas, no coração anseiam descanso e paz. Embora tenham caído no mais profundo abismo do pecado, há possibilidades de salvá-los.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os servos de Cristo devem seguir-Lhe o exemplo. Andando de lugar em lugar, consolava Ele os sofredores e curava os enfermos. Apresentava-lhes, então, as grandes verdades sobre Seu reino. Esta é a obra de Seus seguidores. Aliviando os sofrimentos do corpo, achareis caminho para socorrer as necessidades da alma. Podereis apontar ao Salvador exaltado, e contar do amor do grande Médico, que, unicamente, tem o poder de restaurar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Diga aos pobres desanimados e corrompidos, que não desesperem. Embora hajam errado, e não tenham formado bom caráter, Deus tem alegria em restabelecer-lhes a alegria da salvação. Compraz-Se em tomar material aparentemente sem esperança &#8211; aqueles por quem Satanás operou &#8211; e fazê-los súditos de Sua graça. Deleita-Se em livrá-los da ira que virá sobre o desobediente. Dizei-lhes que há purificação e salvação para todo ser humano. Há um lugar para eles à mesa do Senhor. Ele espera dar-lhes as boas-vindas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quem sai pelos caminhos e valados, encontrará outros de caráter inteiramente oposto, que necessitam de seu auxílio. Há homens que vivem em harmonia com toda a luz que possuem, e servem a Deus da melhor maneira que sabem. Mas reconhecem que há uma grande obra para ser feita em proveito deles e dos que os cercam. Anelam maior conhecimento de Deus, porém apenas começaram a ter um vislumbre de maior luz. Oram com lágrimas para que Deus lhes envie a bênção que vislumbram ao longe, pela fé! Em meio da impiedade dos grandes centros podem ser encontradas muitas dessas pessoas. Algumas estão em ambiente humilde, e por isso são desconhecidas ao mundo. Há muitas, das quais nada sabem ministros e igrejas; porém, são testemunhas do Senhor nos lugares humildes e miseráveis. Podem ter tido pouca luz e poucas oportunidades de instrução cristã, mas em meio à nudez, fome e frio, procuram ministrar a outros. Procurem estas almas os mordomos da múltipla graça de Deus; visitem seus lares e, pelo poder do Espírito Santo, remedeiem suas vicissitudes. Estudai com elas a Bíblia e orai com elas com aquela simplicidade que o Espírito Santo inspira. Cristo dará aos Seus servos uma mensagem que será, para a alma, o pão do Céu. A preciosa bênção será levada de coração a coração, de família a família.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A ordem dada na parábola, &#8220;força-os a entrar&#8221; (Luc. 14:23), tem sido freqüentemente mal-interpretada. Tirou-se daí a conclusão de que deveríamos obrigar os homens a aceitarem o evangelho. Denota, porém, de preferência, a urgência do convite e a eficácia dos estímulos apresentados. O evangelho jamais emprega força para conduzir homens a Cristo. Sua mensagem é: &#8220;Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas.&#8221; Isa. 55:1. &#8220;E o Espírito e a esposa dizem: Vem! &#8230; E quem quiser tome de graça da água da vida.&#8221; Apoc. 22:17. O poder do amor e da graça de Deus nos constrange a aceitar o convite.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O Salvador diz: &#8220;Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo.&#8221; Apoc. 3:20. Não é repelido por menosprezo nem desviado por ameaças, antes procura constantemente o perdido, e diz: &#8220;Como te deixaria?&#8221; Osé. 11:8. Embora Seu amor seja repelido pelo coração obstinado, volta a suplicar com mais força: &#8220;Eis que estou à porta e bato.&#8221; Apoc. 3:20. O poder prevalecente de Seu amor, impele a alma a entrar; e diz a Cristo: &#8220;A Tua mansidão me engrandeceu.&#8221; Sal. 18:35.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo quer implantar nos mensageiros o mesmo amor comovente que tem em procurar os perdidos. Não só devemos dizer: &#8220;Vem!&#8221; Há homens que escutam o convite; porém, seus ouvidos são demasiado surdos para compreender. Seus olhos são muito cegos para ver alguma coisa boa reservada para eles. Muitos reconhecem sua grande degradação. Dizem: Não posso mais ser socorrido, deixai-me sozinho. Mas os obreiros não devem desistir. Com terno e piedoso amor, aproximai-vos. Dêem-lhes seu ânimo, sua esperança, sua força. Bondosamente impele-os a entrar. &#8220;E apiedai-vos de alguns que estão duvidosos; e salvai alguns, arrebatando-os do fogo.&#8221; Jud. 22 e 23.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Se os servos de Deus com Ele andarem pela fé, Ele lhes dará força à mensagem. Estarão aptos para apresentar de tal modo Seu amor e o perigo da rejeição da graça de Deus, que os homens serão constrangidos a aceitar o evangelho. Cristo realizará milagres maravilhosos, se os homens executarem a tarefa dada por Deus. Pode ser operada uma tão grande transformação no coração humano, hoje em dia, como o foi sempre nas gerações passadas. João Bunyan foi redimido da impiedade e orgia, João Newton do tráfico de escravos, para proclamar o Salvador exaltado. Um Bunyan e um Newton podem ser redimidos dentre os homens, hoje em dia. Por agentes humanos que cooperam com os divinos, muito pobre desterrado poderá ser ganho, e por sua vez procurará restaurar a imagem de Deus em outros. Aos que tiveram poucas oportunidades, e andaram no caminho do mal por não conhecerem um melhor, advirão raios de luz. Como a Palavra de Cristo veio a Zaqueu: &#8220;Hoje, Me convém pousar em tua casa&#8221; (Luc. 19:5), assim a Palavra virá a eles; e aqueles que eram considerados pecadores inveterados, serão achados com coração terno como o de uma criança, porque Cristo Se dignou notá-los. Muitos volverão do mais vil erro e pecado, e tomarão o lugar de outros que tiveram privilégios e oportunidades, mas não os apreciaram. Serão contados entre os escolhidos do Senhor, eleitos e preciosos; e quando Cristo vier em Seu reino, estarão junto ao Seu trono.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Mas, &#8220;vede que não rejeiteis ao que fala&#8221;. Heb. 12:25. Jesus disse: &#8220;Nenhum daqueles varões que foram convidados provará a Minha ceia.&#8221; Luc. 14:24. Rejeitaram o convite e nenhum deles seria convidado novamente. Rejeitando a Cristo, os judeus endureciam o coração e entregavam-se ao poder de Satanás, de modo que se lhes tornaria impossível aceitar a graça de Jesus. O mesmo acontece hoje em dia. Se o amor de Deus não for apreciado, e não se tornar um princípio que habite em nós, para abrandar e sujeitar a alma, estaremos completamente perdidos. O Senhor não pode proporcionar maior revelação de amor que a por Ele demonstrada. Se o amor de Jesus não sensibilizar o coração, não há outro meio pelo qual podemos ser alcançados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Toda vez que recusais ouvir a mensagem da graça, fortificai-vos na incredulidade. Toda vez que deixardes de abrir a porta do coração para Cristo, ficareis menos e menos inclinados a atender à voz dAquele que fala. Diminuis as probabilidades de atender ao último apelo da graça. Não seja escrito de vós como do antigo Israel: &#8220;Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o.&#8221; Osé. 4:17. Não deixeis Jesus chorar por vós, como chorou por Jerusalém, dizendo: &#8220;Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não quiseste? Eis que a vossa casa se vos deixará deserta.&#8221; Luc. 13:34 e 35.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Vivemos no tempo em que a última mensagem da graça, o convite final, está sendo enviado aos homens. A ordem &#8220;sai pelos caminhos e atalhos&#8221; (Luc. 14:23), está atingindo seu cumprimento final. A toda pessoa será apresentado o convite de Cristo. Os mensageiros estão dizendo: &#8220;Vinde, que já tudo está preparado.&#8221; Luc. 14:17. Os anjos celestes ainda cooperam com os agentes humanos. O Espírito Santo apresenta todo o estímulo para vos constranger a ir. Cristo aguarda algum sinal que demonstre que o ferrolho está sendo puxado, e a porta de vosso coração Lhe está sendo aberta. Os anjos esperam levar para o Céu a boa nova de que outro pecador perdido foi achado. Os exércitos celestiais aguardam, prontos para tocar suas harpas e cantar um hino de alegria, porque mais um pecador aceitou o convite para a ceia do evangelho.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; A Verdadeira Riqueza</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Sep 2011 15:55:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Entre os judeus a questão: &#8220;Quem é o meu próximo?&#8221; (Luc. 10:29) suscitava disputas intermináveis. Não tinham dúvidas quanto aos gentios e samaritanos. Estes eram estrangeiros e inimigos. Mas onde deveria ser feita a distinção entre seu povo e entre as diferentes classes da sociedade? A quem deveriam o sacerdote, o rabino, o ancião, considerar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Entre os judeus a questão: &#8220;Quem é o meu próximo?&#8221; (Luc. 10:29) suscitava disputas intermináveis. Não tinham dúvidas quanto aos gentios e samaritanos. Estes eram estrangeiros e inimigos. Mas onde deveria ser feita a distinção entre seu povo e entre as diferentes classes da sociedade? A quem deveriam o sacerdote, o rabino, o ancião, considerar seu próximo? Consumiam a vida num ciclo de cerimônias para se purificarem. O contato com a multidão ignorante e descuidada, ensinavam causar uma mancha que requeria fatigantes esforços para remover. Deveriam eles considerar os &#8220;impuros&#8221; seu próximo?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola do bom samaritano, Cristo respondeu a essa pergunta. Mostrou que nosso próximo não significa unicamente alguém da igreja ou fé a que pertencemos. Não faz referência a nacionalidade, cor ou distinção de classe. Nosso próximo é toda pessoa que carece de nosso auxílio. Nosso próximo é toda pessoa ferida e magoada pelo adversário. Nosso próximo é todo aquele que é propriedade de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A parábola do bom samaritano foi inspirada pela pergunta de um doutor da lei a Cristo. Enquanto o Salvador estava ensinando, &#8220;eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-O e dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna?&#8221; Luc. 10:25. Os fariseus tinham sugerido esta pergunta ao doutor da lei na esperança de enredar a Cristo em Suas palavras, e espreitavam ansiosamente a resposta. Mas o Salvador não entrou em controvérsia. Exigiu do próprio interlocutor, a resposta. &#8220;Que está escrito na lei?&#8221; perguntou, &#8220;como lês?&#8221; Luc. 10:26. Os judeus ainda acusavam Jesus de menosprezar a lei dada no Sinai, mas Ele fez a salvação depender da guarda dos mandamentos de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O doutor da lei disse: &#8220;Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento e ao teu próximo como a ti mesmo.&#8221; Luc. 10:27. &#8220;Respondeste bem&#8221;, disse Cristo; &#8220;faze isso e viverás.&#8221; Luc. 10:28.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O doutor da lei não estava satisfeito com a atitude e obras dos fariseus. Estivera estudando as Escrituras com o desejo de aprender sua significação verdadeira. Tinha interesse real na questão, e perguntou com sinceridade: &#8220;Que farei?&#8221; Luc. 10:25. Em sua resposta a respeito dos reclamos da lei, passou por alto toda a multidão de preceitos cerimoniais e rituais. A estes não deu importância, mas apresentou os dois grandes princípios de que dependem toda a lei e os profetas. O assentimento do Salvador a esta resposta colocou-O em posição vantajosa para com os rabinos. Não podiam condená-Lo por sancionar aquilo que fora proferido por um expositor da lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Faze isso e viverás&#8221;, disse Cristo. Luc. 10:28. Em Seus ensinos sempre apresentava a lei como uma unidade divina, mostrando que é impossível guardar um preceito e violar outro; porque um mesmo princípio os anima a todos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O destino do homem será determinado pela obediência a toda a lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Cristo sabia que ninguém poderia obedecer à lei por sua própria força. Desejava induzir o doutor da lei a um estudo mais esclarecido e minucioso para que achasse a verdade. Somente aceitando a virtude e a graça de Cristo podemos observar a lei. A fé na propiciação pelo pecado habilita o homem caído a amar a Deus de todo o coração e ao próximo como a si mesmo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O doutor sabia que não guardara nem os primeiros quatro, nem os últimos seis mandamentos. Foi convencido pelas penetrantes palavras de Cristo, mas em vez de confessar o seu pecado, procurou justificar-se. Em vez de reconhecer a verdade, tentou mostrar quão difícil é cumprir os mandamentos. Deste modo esperava rebater a convicção e justificar-se aos olhos do povo. As palavras do Salvador lhe mostraram que a pergunta era desnecessária, pois ele mesmo estava apto para a ela responder. Contudo interrogou novamente, dizendo: &#8220;Quem é o meu próximo?&#8221; Luc. 10:29.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Outra vez recusou Cristo ser arrastado à controvérsia. Respondeu narrando um incidente, do qual os ouvintes estavam bem lembrados. &#8220;Descia um homem&#8221;, disse, &#8220;de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.&#8221; Luc. 10:30.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na jornada de Jerusalém a Jericó, o viajante precisava atravessar parte do deserto da Judéia. O caminho passava numa garganta rochosa e deserta, infestada de ladrões, e era muitas vezes local de violências. Aí o viajante fora atacado, despojado de tudo quanto possuía de valor, e abandonado meio morto no caminho. Estando nessas condições, um sacerdote por lá passou, viu o homem ferido e maltratado, engolfado em sangue, porém deixou-o sem prestar-lhe auxílio. &#8220;Passou de largo.&#8221; Luc. 10:31. Apareceu então um levita. Curioso de saber o que acontecera, deteve-se e contemplou o sofredor. Estava convicto de seu dever, mas não era um serviço agradável. Desejou não ter vindo por aquele caminho, de modo que não visse o ferido. Persuadiu-se de que não tinha nada com o caso, e também &#8220;passou de largo&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Mas um samaritano que viajava pela mesma estrada, viu a vítima e fez o que os outros recusaram fazer. Com carinho e amabilidade tratou do ferido. &#8220;Vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele; e, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele, e tudo que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar.&#8221; Luc. 10:33-35. Tanto o sacerdote como o levita professavam piedade, mas o samaritano mostrou que era verdadeiramente convertido. Não lhe era mais agradável fazer o trabalho do que o era para o levita e o sacerdote, porém, no espírito e nos atos provou estar em harmonia com Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Dando esta lição, Jesus apresentou os princípios da lei de maneira direta e incisiva, mostrando aos ouvintes que eles tinham negligenciado a prática destes princípios. Suas palavras eram tão definidas e acertadas que os ouvintes não podiam achar oportunidade de contestá-las. O doutor da lei não encontrou na lição nada que pudesse criticar. Seu preconceito a respeito de Cristo foi removido. Mas não tinha vencido suficientemente a aversão nacional, para recomendar por nome o samaritano. Ao perguntar Cristo: &#8220;Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?&#8221; Disse: &#8220;O que usou de misericórdia para com ele.&#8221; Luc. 10:36 e 37.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Disse, pois, Jesus: Vai e faze da mesma maneira.&#8221; Luc. 10:37. Mostra o mesmo terno amor para com os necessitados. Assim demonstrarás que guardas toda a lei.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A grande diferença entre judeus e samaritanos era uma diferença de crença religiosa, uma questão quanto ao que constitui o verdadeiro culto. Os fariseus não diziam nada de bom dos samaritanos, mas lançavam sobre eles as mais amargas maldições. Tão forte era a antipatia entre judeus e samaritanos, que para a mulher de Samaria foi estranho que Cristo lhe pedisse de beber. &#8220;Como&#8221;, disse ela, &#8220;sendo Tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque&#8221;, acrescenta o evangelista, &#8220;os judeus não se comunicam com os samaritanos).&#8221; João 4:9.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">E quando os judeus estavam tão cheios de ódio sanguinário contra Cristo que se levantaram no templo para apedrejá-Lo, não puderam achar melhores palavras para exprimir o seu ódio que: &#8220;Não dizemos nós bem que és samaritano e que tens demônio?&#8221; João 8:48. Além disso, o sacerdote e o levita negligenciaram justamente a obra de que o Senhor os incumbira, e deixaram a um samaritano odiado e desprezado servir a um seu compatriota.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O samaritano cumprira o mandamento: &#8220;Amarás o teu próximo como a ti mesmo&#8221;, mostrando assim ser mais justo que os que o condenavam. Arriscando a vida, tratou do ferido como se fosse seu irmão. Este samaritano representa Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nosso Salvador manifestou por nós um amor, que o amor humano jamais pode igualar. Quando estávamos moídos e à morte, compadeceu-Se de nós. Não passou de largo, não nos abandonou desamparados nem nos deixou perecer sem esperança. Não permaneceu no lar santo e feliz onde era amado por todos os anjos. Viu nossa cruel necessidade, advogou nossa causa e identificou Seus interesses com os da humanidade. Morreu para salvar os inimigos. Rogou por Seus assassinos. Apontando Seu próprio exemplo, diz aos seguidores: &#8220;Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros&#8221; (João 15:17), &#8220;como Eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.&#8221; João 13:34.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O sacerdote e o levita haviam estado em adoração no templo cujo serviço Deus mesmo ordenara. Participar desse culto era grande e exaltado privilégio, e o sacerdote e o levita sentiram que sendo tão honrados, estava abaixo de sua dignidade servir a um sofredor desconhecido à beira da estrada. Assim, negligenciaram a oportunidade especial que Deus lhes deparara como agentes Seus para abençoar um semelhante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos atualmente cometem erro semelhante. Dividem seus deveres em duas classes distintas. Uma classe consiste em grandes coisas reguladas pela lei de Deus; a outra, nas assim chamadas coisas pequenas, em que o mandamento &#8220;Amarás o teu próximo como a ti mesmo&#8221; (Mat. 19:19), é passado por alto. Essa esfera de trabalho é deixada ao léu, e sujeita à inclinação e ao impulso. Desse modo o caráter é manchado e a religião de Cristo mal representada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Homens há que pensam ser humilhante para a sua dignidade o servirem a humanidade sofredora. Muitos olham com indiferença e desdém os que arruinaram seu corpo. Outros desprezam os pobres por diferentes motivos. Estão trabalhando, como crêem, na causa de Cristo, e procuram empreender algo de valor. Sentem que estão fazendo grande obra, e não se podem deter para notar as vicissitudes do necessitado e do infeliz. Sim, até pode dar-se que, favorecendo sua suposta grande obra, oprimam os pobres. Podem colocá-los em circunstâncias difíceis e penosas, privá-los de seus direitos ou negligenciar-lhes as necessidades. Apesar disso acham que tudo isto é justificável, porque estão, como cuidam, promovendo a causa de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos consentem em que um irmão ou vizinho se debata sob circunstâncias adversas, sem ampará-lo. Porque professam ser cristãos, pode ele ser induzido a pensar que em seu frio egoísmo estão representando a Cristo. Porque pretensos servos do Senhor não são Seus coobreiros, o amor de Deus que deles devia exalar é em grande parte interceptado de seus semelhantes. E muitos louvores e ações de graças do coração e lábios humanos são impedidos de refluir a Deus. Ele é destituído da glória devida ao Seu Santo nome. É espoliado das pessoas pelas quais Cristo morreu, pessoas que anela introduzir em Seu reino, para habitarem em Sua presença pelos séculos infindos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A verdade divina exerce pouca influência sobre o mundo, embora devesse exercer muita influência por nossa atitude. É bastante comum a simples profissão de religião, mas isso quase nada vale. Podemos professar ser seguidores de Cristo, podemos professar crer todas as verdades da Palavra de Deus; mas isto não fará bem ao nosso próximo, a não ser que nossa crença esteja entrelaçada com nossa vida diária. Nossa profissão pode ser tão alta quanto o Céu, mas não nos salvará a nós mesmos nem aos nossos semelhantes, a menos que sejamos cristãos. Um exemplo correto fará mais benefício ao mundo que qualquer profissão de fé.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A causa de Cristo não pode ser favorecida por nenhum procedimento egoísta. Sua causa é a causa do oprimido e do pobre.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Há necessidade de terna simpatia de Cristo no coração de Seus seguidores professos &#8211; amor mais profundo aos que tanto avaliou que deu a própria vida para a sua salvação. Essas pessoas são preciosas, infinitamente mais preciosas do que qualquer outra oferenda que possamos apresentar a Deus. Se empenhamos toda a energia numa obra aparentemente grande, ao passo que desprezamos os necessitados ou privamos de seu direito o estrangeiro, nosso serviço não terá a aprovação divina.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A santificação da alma pela operação do Espírito Santo é a implantação da natureza de Cristo na humanidade. A religião do evangelho é Cristo na vida &#8211; um princípio vivo e atuante. É a graça de Cristo revelada no caráter e expressa em boas obras. Os princípios do evangelho não podem estar desligados de setor algum da vida diária. Todo ramo de trabalho e experiência cristãos deve ser uma representação da vida de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O amor é o fundamento da piedade. Qualquer que seja a fé, ninguém tem verdadeiro amor a Deus se não manifestar amor desinteressado pelo seu irmão. Mas nunca poderemos possuir esse espírito apenas tentando amar os outros. O que é necessário é o amor de Cristo no coração. Quando o eu está imerso em Cristo, o amor brota espontaneamente. A perfeição de caráter do cristão é alcançada quando o impulso de auxiliar e abençoar a outros brotar constantemente do íntimo &#8211; quando a luz do Céu encher o coração e for revelada no semblante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não é possível que o coração em que Cristo habita seja destituído de amor. Se amarmos a Deus, porque primeiro nos amou, amaremos a todos por quem Cristo morreu. Não podemos entrar em contato com a divindade, sem primeiro nos aproximarmos da humanidade; porque nAquele que Se assenta no trono do Universo a divindade e a humanidade estão combinadas. Unidos com Cristo, estamos unidos aos nossos semelhantes pelos áureos elos da cadeia do amor. Então a piedade e compaixão de Cristo serão manifestas em nossa vida. Não ficaremos esperando os pedidos dos necessitados e infortunados. Não será necessário ouvir clamores para sentir as aflições dos outros. Atender o indigente e o sofredor será tão natural para nós como o foi para Cristo fazer o bem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Onde quer que haja um impulso de amor e simpatia, onde quer que o coração se comova para abençoar e amparar os outros, é revelada a operação do Santo Espírito de Deus. Nas profundezas do paganismo os homens que não tiveram conhecimento da lei escrita de Deus, que nunca ouviram o nome de Cristo, têm sido bondosos com Seus servos, protegendo-os com o risco da própria vida. Seus atos mostram a operação de um poder divino. O Espírito Santo implantou a graça de Cristo no coração do selvagem, despertando nele a simpatia contrária à sua natureza e à sua educação. A &#8220;luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo&#8221; (João 1:9), está-lhe brilhando na alma; e esta luz, se atendida, lhe guiará os pés para o reino de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, &#8230; e de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, &#8230; para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, O pudessem achar.&#8221; Atos 17:24, 26 e 27. &#8220;Olhei, e eis aqui uma multidão&#8230; de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos.&#8221; Apoc. 7:9.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A glória do Céu consiste em erguer os caídos e confortar os infortunados. E onde quer que Cristo habite no coração humano, será revelado da mesma maneira. Onde quer que atue, a religião de Cristo abençoará. Onde quer que se manifeste, haverá claridade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus não reconhece distinção alguma de nacionalidade, etnia ou classe social. É o Criador de todo homem. Todos os homens são de uma família pela criação, e todos são um pela redenção. Cristo veio para demolir toda parede de separação e abrir todos os compartimentos do templo a fim de que todos possam ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte. Liberta das ciladas de Satanás os que foram por ele iludidos. Põe-nos ao alcance do trono de Deus, o trono circundado do arco-íris da promessa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em Cristo não há nem judeu nem grego, servo nem livre. Todos são aproximados por Seu precioso sangue. (Gál. 3:28; Efés. 2:13.)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Qualquer que seja a diferença de crença religiosa, um clamor da humanidade sofredora precisa ser ouvido e atendido. Onde existirem amargos sentimentos por diferenças de religião, pode ser feito muito bem pelo serviço pessoal. O serviço amável quebrará os preconceitos e conquistará almas para Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Devemos atender às aflições, às dificuldades e às necessidades dos outros. Devemos partilhar das alegrias e cuidados tanto de nobres como de humildes, de ricos como de pobres. &#8220;De graça recebestes&#8221;, disse Cristo, &#8220;de graça dai.&#8221; Mat. 10:8. Ao redor de nós há almas pobres e tentadas que necessitam de palavras de simpatia e atos ajudadores. Há viúvas que carecem de simpatia e assistência. Há órfãos, aos quais Cristo ordenou aos Seus seguidores que recebessem como legado de Deus. Muitas vezes são abandonados. Podem ser maltrapilhos, grosseiros e, segundo toda a aparência, nada atraentes; contudo são propriedade de Deus. Foram comprados por preço, e aos Seus olhos são tão preciosos quanto nós. São membros da grande família de Deus, e os cristãos, como mordomos Seus, são por eles responsáveis. &#8220;Suas almas&#8221;, disse, &#8220;requererei de tua mão.&#8221;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O pecado é o maior de todos os males, e é nosso dever compadecer-nos dos pecadores e auxiliá-los. Nem todos podem ser alcançados do mesmo modo, porém. Muitos há que ocultam sua pobreza de alma. Estes seriam grandemente auxiliados por uma palavra terna ou por uma boa lembrança. Outros estão na maior indigência, contudo não o sabem. Não reconhecem a terrível privação da alma. As multidões estão tão submersas no pecado, que perderam todo o senso das realidades eternas, perderam a semelhança de Deus, e mal sabem se têm alma para ser salva ou não. Não têm nem fé em Deus, nem confiança no homem. Alguns destes só podem ser alcançados por atos de beneficência desinteressada. Precisam ser primeiramente atendidas as suas necessidades materiais. Precisam ser alimentados, limpos e vestidos decentemente. Ao verem a prova de vosso amor desinteressado, ser-lhes-á mais fácil crerem no amor de Cristo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Muitos há que erram e sentem a sua vergonha e loucura. Consideram seus enganos e erros até serem arrastados quase ao desespero. Não devemos desprezar estas pessoas. Quando alguém tem que nadar contra a correnteza, toda a força da mesma o impele para trás. Estenda-se-lhes uma mão auxiliadora, como o fez a Pedro quando se afogava, a mão do Irmão mais velho. Fale-lhe palavras de esperança, palavras que fortaleçam a confiança e despertem amor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Seu irmão doente espiritualmente necessita de ti, como tu mesmo careceste do amor de um irmão. Necessita da experiência de alguém que fora tão fraco quanto ele, de alguém que possa com ele simpatizar e o auxilie. O conhecimento de nossa própria debilidade deve auxiliar-nos a ajudar a outros que estejam em amarga necessidade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Nunca devemos passar por uma alma sofredora sem tentar comunicar-lhe o conforto com que fomos consolados por Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A comunhão com Cristo, o contato pessoal com o Salvador vivo, é que habilita a mente, o coração e a alma a triunfar sobre a natureza inferior. Falai ao peregrino de uma Mão todo-poderosa que o levantará, e de uma infinita humanidade em Cristo que dele se compadece. Não lhe é suficiente crer em lei e força, em coisas que não têm piedade, e jamais ouvem um pedido de socorro. Necessita apertar uma mão cálida, confiar num coração cheio de ternura. Que sua mente se demore no pensamento de que Deus está ao seu lado, sempre contemplando-o com amor piedoso. Recomendai-lhe pensar no coração de um Pai que sempre se angustia pelo pecado, na mão sempre estendida de um Pai, e na voz de um Pai, que diz: &#8220;Que se apodere da Minha força e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo.&#8221; Isa. 27:5.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Ocupando-vos nesta obra tendes companheiros invisíveis aos olhos humanos. Os anjos do Céu estavam ao lado do samaritano que cuidou do estrangeiro ferido. Os anjos das cortes celestes assistem a todos quantos fazem o serviço de Deus, cuidando dos semelhantes. E tendes a cooperação do próprio Cristo. Ele é o Restaurador, e se trabalhardes sob Sua superintendência, vereis grandes resultados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">De sua fidelidade nessa obra não só depende o bem-estar de outros como também vosso destino eterno. Cristo procura erguer todos quantos querem ser alçados à Sua companhia para que sejamos um com Ele, como Ele é um com o Pai. Permite que tenhamos contato com o sofrimento e calamidade para nos tirar de nosso egoísmo; procura desenvolver em nós os atributos de Seu caráter &#8211; compaixão, ternura e amor. Aceitando esta obra de beneficência entramos em Sua escola para sermos qualificados para as cortes de Deus. Rejeitando-a, rejeitamos Sua instrução, e escolhemos a eterna separação de Sua presença.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Se observares as Minhas ordenanças&#8221;, declara o Senhor, &#8220;te darei lugar entre os que estão aqui&#8221; &#8211; mesmo entre os anjos que circundam o Seu trono. Zac. 3:7. Cooperando com os seres celestes em sua obra na Terra, preparamo-nos para a Sua companhia no Céu. &#8220;Espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação&#8221; (Heb. 1:14), os anjos no Céu darão as boas-vindas àquele que na Terra viveu não &#8220;para ser servido, mas para servir&#8221;. Mat. 20:28. Nesta abençoada companhia aprenderemos, para nossa alegria eterna, tudo que está encerrado na pergunta: &#8220;Quem é o meu próximo?&#8221; Luc. 10:29.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; A Reabilitação do Homem</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 13:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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		<description><![CDATA[As parábolas da ovelha e da dracma perdidas, e do filho pródigo, apresentam em traços claros, o misericordioso amor de Deus para com os que dEle se desviam. Embora se tenham dEle apartado, Deus não os abandona na miséria. Está cheio de amor e terna compaixão para com todos os que estão expostos às tentações [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">As parábolas da ovelha e da dracma perdidas, e do filho pródigo, apresentam em traços claros, o misericordioso amor de Deus para com os que dEle se desviam. Embora se tenham dEle apartado, Deus não os abandona na miséria. Está cheio de amor e terna compaixão para com todos os que estão expostos às tentações do astucioso inimigo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola do filho pródigo é-nos apresentado o procedimento do Senhor com aqueles que uma vez conheceram o amor paterno, mas consentiram ao tentador levá-los cativos a sua vontade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Um certo homem tinha dois filhos. E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua.&#8221; Luc. 15:11-13.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O filho mais novo cansara-se das restrições da casa paterna. Pensou que sua liberdade era reprimida. O amor e cuidado do pai foram mal-interpretados, e determinou seguir os ditames de sua própria inclinação. O jovem não reconhece qualquer obrigação para com o pai, e não exprime gratidão, contudo reclama o privilégio de filho para participar dos bens de seu pai. Deseja receber logo a herança que lhe caberia pela morte do pai. Pensa só na alegria presente, e não se preocupa com o futuro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Depois de receber seu patrimônio, sai da casa paterna para &#8220;uma terra longínqua&#8221;. Com dinheiro em profusão e podendo fazer o que bem entende, lisonjeia-se de ter alcançado o desejo de seu coração. Ninguém há, agora, que lhe diga: não faças isto porque há de prejudicar-te, ou: faze aquilo porque é bom. Maus companheiros ajudam-no a abismar-se mais e mais no pecado; e &#8220;desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A Bíblia fala de homens que &#8220;dizendo-se sábios, tornaram-se loucos&#8221;. Rom. 1:22. E esta é a história do jovem da parábola. A fazenda que de forma egoísta pedira de seu pai, dissipou com meretrizes. Os tesouros de sua varonilidade foram esbanjados.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Os preciosos anos de vida, a força do intelecto, as brilhantes visões da juventude, as aspirações espirituais &#8211; tudo foi consumido no fogo do prazer.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Houve uma grande fome na Terra; ele começou a padecer necessidade, e foi-se a um cidadão do país, que o mandou ao campo para apascentar porcos. Para um judeu esta ocupação era a mais vil e degradante. O jovem que se gloriava de sua liberdade, vê-se agora escravo. Está na pior das escravaturas &#8211; &#8220;com as cordas do seu pecado, será detido&#8221;. Prov. 5:22. O brilho falso que o atraía desapareceu, e sente o peso dos seus grilhões. Naquela terra desolada e atingida pela fome, sentado no chão, sem outros companheiros senão os porcos, é constrangido a encher o estômago com as bolotas com que eram alimentados os animais. De todos os alegres companheiros que o rodeavam nos seus dias prósperos, e que comiam e bebiam a sua custa, nem um único ficou para animá-lo. A que se reduziu a sua orgíaca alegria? Sufocando a consciência e aturdindo os sentimentos, achava-se feliz; porém agora, sem dinheiro, com fome não saciada, com o orgulho humilhado, a natureza moral atrofiada, a vontade enfraquecida e indigna de confiança, seus sentimentos mais nobres aparentemente mortos, é o mais miserável dos mortais.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Que quadro nos é apresentado da condição do pecador! Embora envolto pelas bênçãos do amor de Deus, nada há que o pecador, inclinado à satisfação própria e aos prazeres pecaminosos, mais deseje do que a separação de Deus. Como o filho ingrato, reclama as boas coisas de Deus, como suas por direito. Recebe-as como coisa muito natural, não agradece nem presta serviço algum de amor. Como Caim saiu da presença do Senhor para procurar morada; como o filho pródigo partiu &#8220;para uma terra longínqua&#8221; (Luc. 15:13), assim, no esquecimento de Deus, procuram os pecadores a felicidade. (Rom. 1:28.)</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Qualquer que seja a aparência, toda vida centralizada no eu, está arruinada. Todo aquele que procura viver separado de Deus, dissipa seus bens. Desperdiça os preciosos anos, esbanja as forças do intelecto, do coração e da alma, e trabalha para a sua eterna perdição. O homem que se aliena de Deus, para servir a si mesmo, é escravo de Mamom. A mente, que Deus criou para a companhia de anjos, degradou-se no serviço do que é terreno e animal. Este é o fim a que tende quem serve o próprio eu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Se você escolheu uma tal vida, sabe então que gasta dinheiro com o que não é pão, e trabalho com o que não satisfaz. Virão dias em que reconhecerá a sua degradação. Só, na longínqua terra, você sente a miséria, e brada em desespero: &#8220;Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?&#8221; Rom. 7:24. As palavras do profeta contêm a afirmação de uma verdade universal: &#8220;Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto e não sentirá quando vem o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável.&#8221; Jer. 17:5 e 6.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Deus &#8220;faz que o Seu Sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos&#8221;. Mat. 5:45. O homem, porém, tem o poder de se retrair do Sol e da chuva. Semelhantemente, quando o Sol da Justiça brilha, e os chuveiros da graça caem indiscriminadamente sobre todos, podemos, separando-nos de Deus, ser &#8220;como a tamargueira no deserto&#8221;.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O amor de Deus anela sempre aquele que dEle se afastou, e põe em operação influências para fazê-lo tornar à casa paterna. O filho pródigo, em sua miséria, voltou a si. O poder ilusório que Satanás sobre ele exercia, foi quebrado. Viu que o sofrimento era conseqüência de sua própria loucura, e disse: &#8220;Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai.&#8221; Luc. 15:17 e 18. Miserável como era, o pródigo achou esperança na convicção do amor do pai. Era aquele amor que o estava impelindo para o lar. Assim, a certeza do amor de Deus é que move o pecador a voltar para Ele. &#8220;A benignidade de Deus te leva ao arrependimento.&#8221; Rom. 2:4. Uma cadeia dourada, a graça e compaixão do amor divino, é atada ao redor de toda pessoa em perigo. O Senhor declara: &#8220;Com amor eterno te amei; também com amorável benignidade te atraí.&#8221; Jer. 31:3.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O filho resolve confessar sua culpa. Quer ir ter com o pai e dizer-lhe: &#8220;Pai, pequei contra o Céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho.&#8221; Mas, mostrando como é limitada a sua concepção do amor do pai, acrescenta: &#8220;Faze-me como um dos teus trabalhadores.&#8221; Luc. 15:18 e 19.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O jovem volta-se da manada de porcos e das bolotas, e dirige o olhar para casa. Tremente de fraqueza e abatido pela fome, põe-se a caminho com diligência. Não tem uma capa para ocultar suas vestes esfarrapadas; mas sua miséria venceu o orgulho e apressa-se a suplicar a posição de trabalhador, onde outrora estava como filho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O jovem, alegre e despreocupado, quando abandonou a mansão paterna, pouco imaginou a dor e saudade deixadas no coração do pai. Quando dançava e folgava com os companheiros devassos, pouco meditava na sombra que caíra sobre a casa paterna. E agora, enquanto percorre o caminho de volta, com cansados e doloridos passos, não sabe que alguém aguarda a sua volta. Mas &#8220;quando ainda estava longe&#8221; o pai distingue o vulto. O amor tem bons olhos. Nem o definhamento causado pelos anos de pecados pode ocultar o filho aos olhos do pai. &#8220;E se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço&#8221; num abraço terno e amoroso. Luc. 15:20.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O pai não permite que olhos desdenhosos vejam a miséria e as vestes esfarrapadas do filho. Toma de seus próprios ombros o manto amplo e valioso, e lança-o em volta do corpo combalido do filho, e o jovem soluça seu arrependimento, dizendo: &#8220;Pai, pequei contra o Céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho.&#8221; Luc. 15:21. O pai toma-o consigo e leva-o para casa. Não lhe é dada a oportunidade de pedir a posição do trabalhador. É um filho que deve ser honrado com o melhor que a casa pode oferecer, e ser servido e respeitado pelos criados e criadas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">O pai diz aos servos: &#8220;Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.&#8221; Luc. 15:22-24.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Em sua irrequieta juventude, o filho pródigo considerava o pai inflexível e austero. Que diferente é sua concepção dele agora! Assim também os engodados por Satanás consideram Deus áspero e severo. Vêem-nO esperando para os denunciar e condenar, como se não tivesse vontade de receber o pecador enquanto houver uma desculpa legítima para não o auxiliar. Consideram Sua lei uma restrição à felicidade humana, jugo opressor de que se alegram em escapar. Todavia o homem cujos olhos foram abertos por Cristo, reconhecerá a Deus como cheio de compaixão. Não lhe parece um tirano inexorável, mas um pai ansioso por abraçar o filho arrependido. O pecador, com o salmista, exclamará: &#8220;Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor Se compadece daqueles que O temem.&#8221; Sal. 103:13.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola não é acusada nem censurada a má conduta do filho pródigo. O filho sente que o passado está perdoado, esquecido e apagado para sempre. E assim fala Deus ao pecador: &#8220;Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados, como a nuvem.&#8221; Isa. 44:22. &#8220;Porque perdoarei a sua maldade e nunca mais Me lembrarei dos seus pecados.&#8221; Jer. 31:34. &#8220;Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.&#8221; Isa. 55:7. &#8220;Naqueles dias e naquele tempo, diz o Senhor, buscar-se-á a maldade de Israel e não será achada; e os pecados de Judá, mas não se acharão.&#8221; Jer. 50:20.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Que segurança da voluntariedade de Deus em receber o pecador arrependido! Escolheste, caro leitor, teu próprio caminho? Vagaste longe de Deus? Aspiraste desfrutar os frutos da transgressão, só para vê-los desfazerem-se em cinzas nos lábios? E agora que os teus bens estão dissipados, teus planos malogrados e mortas as tuas esperanças, estás solitário e desolado? Agora, aquela voz que te falou longamente ao coração, mas para a qual não atentaste, chega a ti clara e distinta: &#8220;Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso; por causa da corrupção que destrói, sim, que destrói grandemente.&#8221; Miq. 2:10. Volta ao lar do Pai. Ele te convida, dizendo: &#8220;Torna-te para Mim, porque Eu te remi.&#8221; Isa. 44:22.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Não dê ouvidos à sugestão do inimigo, de permanecer afastado de Cristo até que se faça melhor, até que você seja bastante bom para ir a Deus. Se esperar até lá, nunca &#8220;Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.&#8221; Isa. 55:6 e 7. você irá a Ele. Se Satanás te apontar as vestes imundas, repete a promessa de Jesus: &#8220;O que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora.&#8221; João 6:37. Dize ao inimigo que o sangue de Cristo purifica de todo o pecado. Faze tua a oração de Davi: &#8220;Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.&#8221; Sal. 51:7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Levante-se e vá ter com seu Pai. Ele irá ao seu encontro quando ainda estiver longe. Se aproximar-se um passo que seja, em arrependimento, Ele se apressará para cingi-lo com os braços de infinito amor. Seu ouvido está aberto ao clamor da alma contrita. O primeiro anseio do coração por Deus Lhe é conhecido. Jamais é proferida uma oração, por vacilante que seja, jamais uma lágrima vertida, por mais secreta, e jamais alimentado um sincero anelo de Deus, embora débil, que o Espírito de Deus não saia a satisfazê-lo. Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para juntar-se à graça que opera na pessoa.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Seu Pai celestial te tirará as vestes manchadas de pecados. Na bela profecia de Zacarias, o sumo sacerdote Josué, que estava em pé diante do anjo do Senhor, com vestimentas imundas, representa o pecador. E o Senhor disse: &#8220;Tirai-lhe estas vestes sujas. E a ele lhe disse: Eis que tenho feito com que passe de ti a tua iniqüidade e te vestirei de vestes novas. &#8230; E puseram uma mitra limpa sobre sua cabeça e o vestiram de vestes.&#8221; Zac. 3:4 e 5. Assim Deus o vestirá de &#8220;vestes de salvação&#8221;, e o cobrirá com o &#8220;manto da justiça&#8221;. Isa. 61:10. &#8220;Ainda que vos deiteis entre redis, sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.&#8221; Sal. 68:13.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Levá-lo-á à sala do banquete, e o Seu estandarte sobre você será o amor. Cant. 2:4. &#8220;Se andares nos Meus caminhos&#8221;, declara, &#8220;te darei lugar entre os que estão aqui&#8221;, mesmo entre os santos anjos que circundam Seu trono. Zac. 3:7.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;E, como o noivo se alegra com a noiva, assim Se alegrará contigo o teu Deus.&#8221; Isa. 62:5. &#8220;Ele Se deleitará em ti com alegria; calar-Se-á por Seu amor, regozijar-Se-á em ti com júbilo.&#8221; Sof. 3:17. E o Céu e a Terra unir-se-ão ao Pai em cânticos de alegria: &#8220;Porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.&#8221; Luc. 15:24.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Até aqui, na parábola do Salvador, não há nota discordante para destoar a harmonia da cena de júbilo; agora, porém, Cristo introduz novo elemento. Ao voltar o filho pródigo, o primogênito estava &#8220;no campo&#8221;; e chegando-se à casa ouviu a música e a dança. Luc. 15:25. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que significavam essas coisas. Retrucou-lhe este: &#8220;Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. Mas ele se indignou e não queria entrar.&#8221; Luc. 15:27 e 28. Este irmão mais velho não participara da ansiedade e expectativa do pai por aquele que se perdera. Não partilha por isso da alegria paterna pela volta do errante. Os cânticos de alegria não lhe inflamam contentamento ao coração. Pergunta a um servo pelo motivo da festa, e a resposta aviva-lhe o ciúme. Não quer entrar para dar as boas-vindas ao irmão perdido. O favor mostrado ao pródigo, considera-o um insulto a si próprio.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quando o pai sai para argumentar com ele, o orgulho e maldade de sua natureza são revelados. Expõe sua vida na casa paterna como um ciclo de serviço não reconhecido, e então contrasta de modo ingrato o favor mostrado ao filho que acabava de voltar. Demonstra que seu serviço era antes o de servo e não de filho.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Ao passo que devia ter constante alegria na presença do pai, seus pensamentos estavam dirigidos aos lucros a serem acumulados por sua vida circunspecta. Suas palavras mostram que por essa razão se privou dos prazeres do pecado. Agora esse irmão deve partilhar das dádivas do pai, o filho mais velho julga que lhe fazem injustiça. Inveja a boa acolhida proporcionada ao irmão. Mostra claramente que se estivesse na posição do pai não receberia o pródigo. Nem mesmo o reconhece como irmão, porém dele fala friamente como &#8220;teu filho&#8221;. Luc. 15:30.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Contudo, o pai tratou-o com brandura. &#8220;Filho&#8221;, diz ele &#8220;tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.&#8221; Luc. 15:31. Durante todos esses anos da vida dissoluta de teu irmão, não tiveste o privilégio de minha companhia?</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Tudo que podia favorecer a felicidade de seus filhos, estava-lhes à disposição. O filho não precisa esperar uma recompensa ou dádiva. &#8220;Todas as minhas coisas são tuas.&#8221; Só deves confiar em meu amor, e tomar o dom que é oferecido gratuitamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Um filho rompera algum tempo com a família por não discernir o amor do pai. Mas agora voltara, e a onda de alegria varre todo pensamento perturbante. &#8220;Este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.&#8221; Luc. 15:32.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Foi levado o irmão mais velho a ver seu espírito mesquinho e ingrato? Chegou a reconhecer, que embora o irmão tivesse agido impiamente, era, ainda e sempre, seu irmão? Arrependeu-se o irmão mais velho de seu amor-próprio e dureza de coração? Com referência a isso, Jesus guardou silêncio. A parábola ainda não terminara, e restava que os ouvintes determinassem qual seria o epílogo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Pelo irmão mais velho foram representados os impenitentes judeus contemporâneos de Cristo, como também os fariseus de todas as épocas, que olhavam com desprezo àqueles que consideravam publicanos e pecadores. Porque eles mesmos não caíram no mais degradante vício, enchiam-se de justiça própria. Jesus enfrentou essa gente ardilosa em seu próprio terreno. Como o filho mais velho da parábola, desfrutavam de especiais privilégios de Deus. Diziam-se filhos na casa de Deus, mas tinham o espírito de mercenários. Não trabalhavam movidos por amor, mas pela esperança de recompensa. A seus olhos, Deus era um feitor severo. Viam como Cristo convidava os publicanos e pecadores para receber livremente as dádivas de Sua graça &#8211; dádivas que os rabinos pensavam assegurar-se somente por trabalho e penitência &#8211; e ofenderam-se. A volta do filho pródigo, que encheu o coração paterno de alegria, provocava-lhes o ciúme.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Na parábola, a intercessão do pai junto do primogênito era o terno apelo do Céu aos fariseus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">&#8220;Todas as Minhas coisas são tuas&#8221; &#8211; não como salário mas como dádiva. Como o pródigo, somente podeis recebê-las como concessões imerecidas do amor paterno.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">A justiça própria conduz os homens não somente a representar a Deus falsamente, como os torna impiedosos e críticos para com seus irmãos. O filho mais velho, em seu egoísmo e inveja, estava pronto a observar o irmão, criticar todas as suas ações, e culpá-lo da menor falta. Acusaria todo engano e exageraria quanto possível todo ato errado. Desse modo pretendia justificar seu espírito irreconciliável. Muitos fazem hoje o mesmo. Enquanto a pessoa enfrenta a primeira luta contra um turbilhão de tentações, estão ao lado de zombeteiros, obstinados, reclamando e acusando. Podem professar ser filhos de Deus, mas manifestam o espírito de Satanás. Por seu procedimento para com os irmãos, estes acusadores se colocam onde Deus não pode fazer brilhar a luz de Seu semblante.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Quantos não perguntam constantemente: &#8220;Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus altíssimo? Virei perante Ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-Se-á o Senhor de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite?&#8221; Miq. 6:6 e 7. Mas &#8220;Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?&#8221; Miq. 6:8.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Esse é o culto que o Senhor escolheu: &#8220;Que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo&#8230; e não te escondas daquele que é da tua carne.&#8221; Isa. 58:6 e 7. Quando vos considerardes pecadores salvos unicamente pelo amor do Pai celestial, então tereis amor e compaixão por outros que sofrem no pecado. Então não mais defrontareis a miséria e o arrependimento com ciúme e censura. Quando o gelo do amor-próprio se derreter de vosso coração, estareis em simpatia com Deus, e partilhareis de Sua alegria na salvação do perdido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Verdade é que professas ser filho de Deus; porém, se esta declaração for verdade, é &#8220;teu irmão&#8221;, que estava &#8220;morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado&#8221;. Luc. 15:32. Ele se acha ligado a ti pelos vínculos mais íntimos; porque Deus o reconhece como filho. Nega teu parentesco com ele, e mostrarás que és apenas mais um empregado na casa paterna, não um filho da família de Deus.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span lang="PT-BR"><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;">Embora não te associes à recepção ao pródigo, a alegria prosseguirá, o restaurado tomará seu lugar ao lado do Pai e em Sua obra. Aquele a quem muito se perdoou, ama também muito. Tu, porém, estarás fora, nas trevas; pois &#8220;aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor&#8221;. I João 4:8.</span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; O Ensino Mais Eficaz</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 00:32:42 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[As Parábolas de Jesus]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">No ensino de Cristo por parábolas, é manifesto o mesmo princípio de Sua própria missão ao mundo. Para que pudéssemos familiarizar-nos com Sua vida e caráter divinos, tomou Cristo nossa natureza e habitou entre nós. A divindade foi revelada na humanidade; a glória invisível, na visível forma humana. Os homens podiam aprender do desconhecido pelo conhecido; coisas celestiais foram reveladas pelas terrenas; Deus Se revelou na semelhança do homem. Assim era nos ensinos de Cristo: o desconhecido era ilustrado pelo conhecido; verdades divinas por coisas terrenas, com as quais o povo estava mais familiarizado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Diz a Escritura: &#8220;Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão&#8230; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo.&#8221; Mat. 13:34 e 35. As coisas naturais eram o veículo para as espirituais; cenas da Natureza e da experiência diária de seus ouvintes eram relacionadas com as verdades das Escrituras Sagradas. [ad#11]<br />
Guiando assim do reino natural para o espiritual, são as parábolas de Cristo, elos na cadeia da verdade que une o homem a Deus, e a Terra ao Céu. Em Seus ensinos da Natureza falava Cristo das coisas que Suas próprias mãos haviam criado, e que possuíam qualidades e faculdades, que Ele próprio lhes havia comunicado. Em Sua perfeição original, eram todas as coisas criadas a expressão do pensamento de Deus. Para Adão e Eva no seu lar paradisíaco, estava a Natureza cheia do conhecimento de Deus, transbordante de instrução divina. A sabedoria falava aos olhos e era acolhida no coração; pois eles comungavam com Deus pelas obras criadas. Logo que o santo par transgrediu a lei do Altíssimo, o resplendor da face de Deus desapareceu da face da Natureza. A Terra está agora deformada e maculada pelo pecado. Mas, mesmo nesta condição, muito do que é belo permanece. As lições objetivas de Deus, não são obliteradas; quando bem compreendida, a Natureza fala de seu Criador.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Nos dias de Cristo estas lições haviam sido perdidas de vista. Os homens tinham quase cessado de reconhecer a Deus em Suas obras. A natureza pecaminosa da humanidade atirara um véu sobre a bela face da criação; e em vez de revelarem a Deus, suas obras tornaram-se obstáculo que O ocultavam. Os homens &#8220;honraram e serviram mais a criatura do que o Criador&#8221;. Rom. 1:25. Desta maneira, os pagãos &#8220;em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu&#8221;. Rom. 1:21. Assim haviam inculcado em Israel ensinos de homens, em vez de ensinos divinos. Não somente a Natureza, mas o serviço sacrifical, e mesmo as Sagradas Escrituras, dados todos para revelar a Deus, foram tão truncados que se tornaram o meio de ocultá-Lo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Cristo procurou remover aquilo que obscurecia a verdade. Veio tirar o véu que o pecado lançara sobre a face da Natureza, e desse modo trazer à luz a glória espiritual que todas as coisas foram criadas para refletir. Suas palavras focalizaram sob aspecto novo as lições da Natureza, bem como as da Bíblia, e as tornaram uma nova revelação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Jesus colhia lírios formosos e os dava às crianças e jovens; e ao contemplarem-Lhe o rosto juvenil, em que brilhava a luz do semblante de Seu Pai, dava-lhes a lição: &#8220;Olhai para os lírios do campo, como eles [na simplicidade da beleza natural] crescem; não trabalham, nem fiam. E Eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.&#8221; Mat. 6:28 e 29. A isto seguia então a doce segurança e a importante lição: &#8220;Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé?&#8221; Mat. 6:30.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Essas palavras, no sermão da montanha, foram dirigidas ainda a outros, além das crianças e jovens. Eram dirigidas a toda a multidão, em cujo meio havia homens e mulheres sobrecarregados de aflições e perplexidades e magoados por desenganos e tristezas. Jesus prosseguiu: &#8220;Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram.) Decerto, vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas.&#8221; Mat. 6:31 e 32. E estendendo as mãos à multidão circunstante, disse: &#8220;Mas buscai primeiro o reino de Deus, e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.&#8221; Mat. 6:33.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Desta maneira interpretava Jesus a mensagem que Ele mesmo dera aos lírios e à relva do campo. Ele quer que a leiamos em cada lírio e em cada haste da relva. Suas palavras estão cheias de consoladoras afirmações e são próprias para fortalecer a confiança em Deus. Tão ampla era a visão que Cristo tinha da verdade, e tão extensos os Seus ensinamentos, que cada aspecto da Natureza foi utilizado para ilustrar verdades. As cenas, sobre que os olhos descansam cotidianamente, foram todas relacionadas com alguma verdade espiritual, de modo que a Natureza está revestida das parábolas do Mestre.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Na primeira parte do Seu ministério, falara Cristo ao povo com palavras tão simples, que todos os Seus ouvintes podiam compreender as verdades que os tornariam sábios para a salvação. Mas em muitos corações a verdade não se enraizara, e logo foi tirada. &#8220;Por isso, lhes falo por parábolas&#8221;, dizia Ele. &#8220;Porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem compreendem. Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou seus olhos.&#8221; Mat. 13:13 e 15.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Jesus desejava despertar a indagação. Procurou despertar os indiferentes e impressionar-lhes o coração com a verdade. O ensino por parábolas era popular e atraía o respeito e a atenção, não só dos judeus mas também dos de outras nações. Ele não poderia haver usado método de ensino mais eficaz. Se Seus ouvintes desejassem o conhecimento das coisas divinas, poderiam compreender-Lhe as palavras, pois estava sempre pronto para explicá-las ao inquiridor sincero.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Cristo também tinha verdades para apresentar, as quais o povo não estava preparado para aceitar, nem mesmo compreender. Este é outro motivo, por que Ele lhes ensinava por parábolas. Relacionando Seu ensino com cenas da vida, da experiência ou da Natureza, assegurava a atenção e impressionava os corações. Mais tarde, ao olharem os objetos que Lhe haviam ilustrado os ensinos, lhes viriam à lembrança as palavras do divino Mestre. Às mentes que estavam abertas para o Espírito Santo foi, cada vez mais, desdobrada a significação dos ensinos do Salvador. Mistérios eram esclarecidos, e aquilo que fora difícil de compreender se tornava evidente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Jesus procurava um caminho para cada coração. Usando ilustrações várias, não só expunha a verdade em Seus diversos aspectos, mas apelava também para os diferentes ouvintes. Despertava-lhes o interesse pelos quadros tirados do ambiente de sua vida diária. Ninguém que escutasse o &#8220;Por isso, lhes falo por parábolas, porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías. &#8230; Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou os olhos.&#8221; Mat. 13:13-15. Salvador podia sentir-se negligenciado nem esquecido. O mais humilde e pecador ouvia em Seus ensinos uma voz falar-lhe com simpatia e ternura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Havia ainda outro motivo para os ensinar por parábolas. Entre as multidões que O rodeavam, havia sacerdotes e rabinos, escribas e anciãos, herodianos e maiorais, amantes do mundo, beatos, ambiciosos que desejavam, antes de tudo, achar alguma acusação contra Ele. Espias seguiam-Lhe os passos, dia a dia, para apanhá-Lo nalguma palavra que Lhe causasse a condenação, e fizesse silenciar para sempre Aquele que parecia atrair a Si o mundo todo. O Salvador compreendia o caráter desses homens e apresentava a verdade de maneira tal, que nada podiam achar que lhes desse oportunidade de levar Seu caso perante o Sinédrio. Em parábolas, Ele censurava a hipocrisia e o procedimento ímpio daqueles que ocupavam altas posições, e, em linguagem figurada, vestia a verdade de tão penetrante caráter que, se as mesmas fossem apresentadas como acusações diretas, não dariam ouvidos a Suas palavras e teriam dado fim rápido a Seu ministério. Mas enquanto repelia os espias, expunha a palavra tão claramente, que o erro era reconhecido e os sinceros lucravam com Suas lições. A sabedoria divina e a inesgotável graça foram claramente expostas pelas obras da criação de Deus. Pela Natureza e pelas experiências da vida, foram os homens ensinados a respeito de Deus. &#8220;As Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu eterno poder como a Sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas.&#8221; Rom. 1:20.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">No ensino do Salvador por meio de parábolas, há uma indicação do que constitui a verdadeira educação superior. Cristo poderia ter desvendado aos homens as mais profundas verdades da Ciência. Poderia ter revelado mistérios que têm exigido o esforço e estudo de muitos séculos para penetrá-los. Poderia ter feito sugestões em ramos de Ciência que dariam</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">matéria para pensar e estímulo para invenção até ao fim do tempo. Mas não o fez. Não disse coisa alguma para satisfazer a curiosidade ou a ambição dos homens, abrindo portas à grandeza mundana. Em todos os ensinamentos, levava Cristo a mente do homem em contato com a Mente Infinita. Não atraía a multidão para estudar teorias humanas sobre Deus e Sua palavra ou obras. Ensinava-os a contemplá-Lo manifestado em Suas obras, palavras e providências.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Cristo não tratava de teorias abstratas, mas daquilo que é essencial ao desenvolvimento do caráter, e que ampliará a capacidade humana para conhecer a Deus, aumentando-lhe a eficiência para fazer o bem. Falava aos homens das verdades que se relacionam com a conduta da vida e se prendem à eternidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Era Cristo que dirigia a educação de Israel. A respeito dos mandamentos e prescrições do Senhor, dizia: &#8220;E as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.&#8221; Deut. 6:7-9. Em Seus ensinos mostrava Jesus como este mandamento devia ser cumprido, como as leis e princípios do reino de Deus podiam ser apresentados de modo que lhe revelassem a beleza e preciosidade. Quando o Senhor educava os filhos de Israel para se tornarem Seus representantes peculiares, deu-lhes moradia entre as colinas e vales. Na vida familiar e em seu serviço religioso, eram levados em contínuo contato com a Natureza e com a Palavra de Deus. Assim ensinava Cristo a Seus discípulos, junto ao lago, na encosta das montanhas, nos campos e nos bosques, onde podiam contemplar as obras da Natureza, com as quais ilustrava Seus ensinos. Aprendendo então de Cristo, utilizavam o conhecimento recebido, tornando-se coobreiros em Seu trabalho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Assim, pela criação, devemos conhecer o Criador. O livro da Natureza é um grande guia que devemos usar em conexão com as Sagradas Escrituras, para ensinar a outros sobre Seu caráter e reconduzir ovelhas perdidas ao redil de Deus. Ao estudarmos as obras de Deus, o Espírito Santo faz raiar convicção na mente. Não é a convicção que o raciocínio lógico produz; mas, a não ser que a mente se tenha tornado muito entenebrecida para reconhecer a Deus, muito turvos os olhos para vê-Lo, os ouvidos muito moucos para ouvir-Lhe a voz, uma significação mais profunda é apreendida, e as sublimes verdades espirituais da Palavra escrita são gravadas no coração.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Nestes ensinos tirados diretamente da Natureza há uma simplicidade e candura que lhes emprestam o maior valor. Todos necessitam das lições oriundas dessa fonte. Em si mesmo o encanto da Natureza desvia a mente, do pecado e das atrações mundanas, para a pureza, para a paz e para Deus.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Muito freqüentemente se enche a mente dos estudantes de teorias e especulações humanas, falsamente chamadas Ciência e Filosofia. Devem eles ser postos em íntimo contato com a Natureza. Aprendam que a criação e o cristianismo têm um único Deus. Sejam ensinados a ver a harmonia do natural com o espiritual. Tudo quanto os seus olhos contemplam ou as mãos manuseiam lhes sirva de ensino na formação do caráter. Desta maneira as faculdades mentais são fortalecidas, desenvolvido o caráter e toda a vida enobrecida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">O propósito de Cristo no ensino por parábolas e o propósito do sábado são o mesmo. Deus deu aos homens o memorial de Seu poder criador para que O discernissem nas obras de Suas mãos. O sábado convida-nos a contemplar, nas obras criadas, a glória do Criador. Por desejar Jesus que assim fizéssemos, foi que envolveu as Suas preciosas lições com a beleza das coisas naturais. Mais do que em qualquer outro dia, devemos, no santo dia de descanso, estudar as mensagens que Deus para nós escreveu na Natureza. Devemos estudar as parábolas do Salvador onde Ele as pronunciou, nos campos e prados, sob céu aberto, entre a relva e as flores. À medida que penetramos no seio da Natureza, Cristo nos torna real a Sua presença, e nos fala ao coração de Sua paz e amor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">Não ligou Cristo Seus ensinos somente com o dia de repouso, mas com a semana de trabalho. Ele tem sabedoria para aquele que guia o arado e espalha a semente. No arar e no semear, no lavrar e no colher, ensina-nos a ver uma ilustração de Sua obra de graça no coração. Deseja que em cada ramo de trabalho útil e em cada associação da vida achemos uma lição da verdade divina. Então nossa labuta cotidiana não mais nos absorverá a atenção para nos levar a esquecer de Deus; continuamente nos lembrará o Criador e Redentor. O pensamento em Deus, qual fio de ouro,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="color: #ffffff;">passará entretecido em todos os nossos cuidados e ocupações domésticas. Para nós, a glória do Seu semblante repousará novamente na face da Natureza. Estaremos aprendendo novas lições de verdades celestiais e crescendo à semelhança de Sua pureza. E desta maneira seremos ensinados pelo Senhor (Isa. 54:13); e, no estado em que somos chamados, ficaremos &#8220;diante de Deus&#8221;. I Cor. 7:24.</span></p>
<div><span style="font-size: x-small; font-family: Times New Roman;"><span style="color: #ffffff;"> </span></span></div>
<p><span style="font-size: x-small; color: #ffffff; font-family: Times New Roman;"> </p>
<p></span></span></p>
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		<title>Parábolas de Jesus &#8211; Pequenos Inícios, Grandes Resultados</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 12:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Entre a multidão que ouvia os ensinos de Jesus, havia muitos fariseus. Cheios de desdém, observavam quão poucos de Seus ouvintes O reconheciam como o Messias. E perguntavam de si para si como esse mestre despretensioso poderia elevar Israel ao domínio universal. Como poderia Ele, sem riquezas, poder ou honra, fundar um novo reino? Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre a multidão que ouvia os ensinos de Jesus, havia muitos fariseus. Cheios de desdém, observavam quão poucos de Seus ouvintes O reconheciam como o Messias. E perguntavam de si para si como esse mestre despretensioso poderia elevar Israel ao domínio universal. Como poderia Ele, sem riquezas, poder ou honra, fundar um novo reino? Cristo lhes leu os pensamentos e respondeu:<br />
&#8220;A que assemelharemos o reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?&#8221; Mar. 4:30. Em governos terrenos nada havia que pudesse servir de comparação. Nenhuma sociedade civil Lhe podia fornecer um símile. &#8220;É como um grão de mostarda&#8221;, disse &#8220;que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na Terra; mas, tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.&#8221; Mar. 4:31 e 32.<br />
O embrião, contido na semente, cresce pelo desenvolvimento do princípio vital que Deus nele implantou. Seu desenvolvimento não depende de meios humanos. Assim é com o reino de Cristo. Há uma nova criação. Os princípios de desenvolvimento são diretamente opostos aos que regem os reinos deste mundo. Governos terrenos prevalecem pelo emprego da força; pelas armas mantêm o seu domínio, mas o fundador do novo reino é o Príncipe da paz. O Espírito Santo representa os reinos terrestres mediante o símbolo de feras; mas Cristo é &#8220;o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo&#8221;. João 1:29. Em Seu plano de governo não há o emprego da força bruta para compelir a consciência. Esperavam os judeus que o reino de Deus fosse estabelecido do mesmo modo que os do mundo. Para promover justiça, recorriam a medidas externas. Forjavam planos e métodos. Mas Cristo implanta um princípio. Implantando a verdade e a justiça, frustra o erro e o pecado.<br />
Ao proferir Jesus esta parábola, a mostardeira podia ser vista perto e longe, erguendo-se sobre a relva e os cereais, balançando seus galhos levemente no ar. Os pássaros esvoaçavam de galho em galho e chilreavam entre a folhagem. Contudo, a semente de que surgiu essa planta gigantesca, era a menor de todas as sementes. Primeiro despontou um tenro broto; mas possuía bastante vitalidade, cresceu e floresceu até alcançar grande tamanho. Assim, a princípio, o reino de Cristo parecia humilde e insignificante. Comparado com os reinos terrestres, dir-se-ia ser o menor de todos. O direito de Cristo a ser rei, era ridicularizado pelos governantes deste mundo. Todavia, o reino do evangelho possuía vida divina nas poderosas verdades confiadas a Seus seguidores. E como foi rápido o seu crescimento! Que amplitude de influência! Quando Cristo pronunciou essa parábola, era o novo reino representado apenas por uns camponeses galileus. Sua pobreza e minoria foram apresentadas repetidamente como motivo por que os homens não se devessem unir a esses pescadores simples que seguiam a Jesus. Mas o grão de mostarda deveria crescer e estender seus ramos por todo o mundo. Quando passassem os reinos terrestres, cuja glória enchia então os corações, o reino de Cristo perduraria ainda como uma vasta e forte potência.<br />
Assim a obra da graça no coração é pequena ao princípio. É dita uma palavra, um raio de luz projetado na alma, exercida uma influência que é o início da nova vida; e quem pode medir os resultados?<br />
A parábola do grão de mostarda não só ilustra o crescimento do reino de Cristo, mas, em cada fase de seu desenvolvimento, repete-se a experiência nela apresentada. Para Sua igreja, em cada geração, Deus tem uma verdade peculiar e um serviço especial. A verdade, oculta aos sábios e entendidos deste mundo, é revelada às criancinhas e aos humildes. Exige sacrifício próprio. Há combates para se ferirem e vitórias para serem conquistadas. De início seus adeptos são poucos. Pelos grandes do mundo e por uma igreja de espírito mundano são repelidos e desprezados. Vede João Batista, o precursor de Cristo, sozinho censurando o orgulho e formalismo do povo judeu! Vede os primeiros defensores do evangelho na Europa! Obscura e desanimadora parecia a missão de Paulo e Silas, os dois fazedores de tendas, quando, com os companheiros, embarcavam em Trôade para Filipos! Vede o &#8220;idoso Paulo&#8221;, pregando a Cristo, acorrentado na cidadela dos Césares. Vede as pequenas comunidades de escravos e camponeses em conflito com o paganismo de Roma Imperial. Vede Martinho Lutero, resistindo àquela poderosa igreja que é a obra-prima da sabedoria deste mundo. Vede-o mantendo a Palavra de Deus contra o imperador e o papa, declarando: &#8220;Aqui estou; não posso proceder doutra forma. Deus me auxilie!&#8221; Vede João Wesley pregando a Cristo e Sua justiça em meio do formalismo, sensualidade e incredulidade. Vede alguém que, doendo-lhe a miséria do paganismo, roga o privilégio de lhes levar a mensagem do amor de Cristo. Ouvi a resposta do eclesiasticismo: &#8220;Sente-se, moço. Quando Deus quiser converter os pagãos, fá-lo-á sem o meu nem o seu auxílio.&#8221;<br />
Os grandes guias do pensamento religioso desta geração anunciam os louvores daqueles que plantaram a semente da verdade há séculos, e erguem-lhes monumentos. Não abandonam muitos esta obra para espezinhar o renovo que hoje em dia desponta da mesma semente? Repete-se o velho clamor: &#8220;Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este [Cristo no mensageiro que Ele envia] não sabemos de onde é.&#8221; João 9:29. Como em épocas primitivas, as verdades especiais para este tempo não se acham com as autoridades eclesiásticas mas com homens e mulheres, que não são demasiado instruídos nem sábios demais para crer na Palavra de Deus.<br />
&#8220;Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes. E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são.&#8221; I Cor. 1:26-28. &#8220;Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.&#8221; I Cor. 2:5.<br />
Nesta última geração, a parábola do grão de mostarda deve alcançar notável e triunfante cumprimento. A pequena semente tornar-se-á uma árvore. A última mensagem de advertência e misericórdia deve ir &#8220;a toda nação, e tribo, e língua, e povo&#8221; (Apoc. 14:6), para &#8220;tomar deles um povo para o Seu nome&#8221; (Atos 15:14); e a Terra será iluminada por Sua glória. (Apoc. 18:1.)</p>
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