As Palavras do Senhor

Os Discípulos De Jesus Tinham A Idéia De Vidas Passadas?

Lê-mos no Evangelho a seguinte passagem:
“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”
(São João, cap.IX, vers. 1,2,3.).
Como um cego de nascença poderia ter pecado? Se a cegueira fosse “castigo de Deus” pelo pecado daquele homem, onde estaria seu pecado, pois era cego desde quando veio ao mundo. Assim, somente poderia ter cometido suas faltas em existências anteriores, os discípulos acreditavam nisso? pois só assim que parece justificar a pergunta deles: “Quem pecou, para este homem ter nascido cego, foi ele ou seus pais?”.

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Comments to Os Discípulos De Jesus Tinham A Idéia De Vidas Passadas?

  • Com certeza!
    Em várias passagens do Antigo e do Novo Testamento foi pregada a Reencarnação para os que “tem olhos de ver e ouvidos de ouvir”, como disse Jesus.
    A REENCARNAÇÃO ESTÁ NA BÍBLIA
    Autor: Carlos César Barro
    Jesus Cristo havia subido ao monte Tabor com três de seus discípulos para orar: Pedro, Thiago e João. Chegando ao topo, o Mestre se transfigura perante os apóstolos e eis que aparecem junto deles Moisés e Elias, já falecidos há centenas de anos, que conversam com o Senhor. Depois, Ele e seus seguidores desceram da pequena elevação e se envolvem no diálogo que colocamos ao lado.
    Nas Escrituras Sagradas, mais precisamente no livro de Malaquias, há uma profecia afirmando que antes da vinda do Messias, o profeta Elias deveria novamente retornar. Sem entendê-la direito, os Escribas e os Fariseus, religiosos da época e inimigos de Jesus, apegavam-se nela para afirmarem que o Mestre não era o Filho de Deus, pois não tinham visto a Elias.
    Indagado sobre a vinda do profeta, Jesus responde que ele já havia nascido, e que ninguém o tinha reconhecido. Então, os apóstolos compreenderam que se tratava de João Batista, a quem o Mestre se referia.
    Em outra passagem anterior à citada, Jesus também afirma que João era Elias : …Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça (Mateus 11: 13 a 15).
    João Batista era primo de Jesus, filho de Izabel e Zacarias. É importante não confundir este João com o apóstolo do mesmo nome, chamado o Evangelista. O Batista começou a pregar no deserto, onde morava. Vestia-se de pele de animais e comia mel silvestre e gafanhotos. Sua pregação era muito enérgica, conclamando o povo a seguir os ensinamentos morais das Escrituras. Quando alguém se convertia a sua doutrina, prometia que dali em diante sua vida iria mudar. João mergulhava esta criatura nas águas do Jordão, num ato simbólico de batismo, para selar o compromisso. Este ato foi chamado de “batismo pela água”. Daí o nome “Batista”. Note que na época só se batizavam adultos.
    Chegando Jesus à margem do Jordão, foi também batizado por João, “para que se cumprissem as antigas profecias”. Este acontecimento marcou o início da vida pública do Mestre e o declínio da pregação do Batista. João foi preso pelo rei Herodes, por causa das críticas que ele fazia ao adultério do rei com sua cunhada Herodias, mulher de seu irmão Felipe. No aniversário do rei, Herodias pediu a cabeça de João. A história dos Evangelhos ilustra a vida de trabalho do Batista, à causa do Bem.
    O Evangelho de Lucas, capítulo I, versículos 36 a 45, pode ser analisado. Nele, é contada a história da gravidez de Izabel, mãe do Batista, prima de Maria, a mãe de Jesus. João nasceu de parto normal, como outra criança qualquer. Conclui-se pois, que se Jesus afirmou que João era o Elias da profecia, deu inequívoco testemunho de que o Espírito ou a Alma pode entrar no ventre da mãe para nascer de novo.

    Antonio Vieira Sobrinho 14 Dezembro, 2009 5:31
  • A Kabbalah ensina a transmigração, não a reencarnação. Transmigração quer dizer que as vidas ou existências de um espírito se passam em diferentes “planos” ou “níveis”, *um de cada vez*. De modo que, após “esta vida” que se passa no “mundo material terrestre”, as próximas vidas deverão ser passadas em níveis cada vez mais “superiores”, *sem possibilidade de retôrno*.

    David Webb 14 Dezembro, 2009 5:31
  • O questionamento em João 1: 21 confirma a crença geral entre os judeus de que os profetas e outras grandes figura do Antigo Testamento poderiam voltar reencarnados em outro corpo. Do contrário, não teriam perguntado: És tu o Elias? Joao Batista, através de uma negação literal, diz não ser a pessoa do Elias, e nem poderia sê-lo pois agora é a pessoa de João Batista com o mesmo espírito que, no passado, habitou o corpo de Elias. Quem confirma isto é o Cristo. João Batista também estava submetido à lei do esquecimento do passado, pois que, na matéria, nos é tirado o direito de lembrar de vidas anteriores, em nosso próprio benefício.

    Hermes 14 Dezembro, 2009 5:31
  • Com certeza alguns justificarão a sua descrença na Reencarnação afirmando que se tem que ver toda a palavra, e dirão : Não foi assim “mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus” !
    Eu creio na Reecarnação e na Lei do eterno retorno de todas as coisas e de todos os seres.
    É isto.

    pescador 14 Dezembro, 2009 5:31
  • ñ. Na realidade, Em uma passagem da bíblia, diz que ñ é reencarnação, se ñ, ñ existiria o final dos tempos, um dia em que todos pagaram por seus pecados, e os que tem fé, e creem serão salvos. Naturalmente, lendo e interpretando bem ela, entenderás o que ela tem a dizer, e que algumas religiões entorpecem isso.

    Francy13 14 Dezembro, 2009 5:31
  • Sim. Os Judeus acreditam na reencarnaçao, assim como os cristãos primitivos acreditavam (aliás, os orientais de um modo geral crêem na reencarnação. Ah, Jesus também era oriental – nascido na Judéia).
    Em um dos concílios, a reencarnação foi retirada da Bíblia por questões de interesse. Nada que comprometa a obra, afinal, Jesus já sabia o que estava por vir.
    Ironicamente, documentado na própria Bíblia.

    Victor 14 Dezembro, 2009 5:31
  • até a reforma da Bíblia pratica pelo Para Jerônimo depois virou São Jerônimo NA BÍBLIA TINHA UM CAPITULO QUE FALAVA NA REENCARNAÇÃO, AI ESTE PAPA RETIROU ISSO DA BÍBLIA.

    João Bruska 14 Dezembro, 2009 5:31
  • Não, por que um verdadeiro discípulo de Jesus, não acredita em vidas passadas.

    Dan Dan 14 Dezembro, 2009 5:31
  • desculpe-me mais foi vc q interpretou errado…JESUS falou do passado do cego e ñ de vidas passadas..paz

    LÚCIA 14 Dezembro, 2009 5:31
  • Eram espíritas

    Winter 14 Dezembro, 2009 5:31
  • A minha resposta é SIM !
    Quero parabenizar o Antonio Vieira pela sua resposta a altura, que por sinal é muito esclarecedora para todos.
    Agora quero dar um recado para o seu Pinguim ou Penguin, seja lá como for o seu apelido (e todos os que pensam como ele). Disse que a existência humana não faz sentido através da doutrina da reencarnação. Pelo contrário meu amigo, ela fortalece os laços de família até!
    “Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas; ao contrário, eles são fortalecidos e se estreitam; é o princípio oposto que os destrói.
    Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias unidos pela afeição, pela simpatia e semelhança de inclinações; esses Espíritos, felizes por estarem juntos, se procuram; a encarnação não os separa senão momentaneamente, porque, depois da sua reentrada na erraticidade, se reencontram, como amigos ao retorno de uma viagem. Freqüentemente mesmo, eles se seguem na encarnação, onde se reúnem numa mesma família, ou num mesmo círculo, trabalhando em conjunto para seu mútuo adiantamento. Se uns estão encarnados e outros não o estejam, por isso não estão menos unidos pelo pensamento; os que estão livres velam sobre os que estão cativos, os mais avançados procuram fazer progredir os retardatários. Depois de cada existência, deram um passo no caminho da perfeição; cada vez menos ligados à matéria, sua afeição é mais viva, pelo fato mesmo de ser mais depurada, não perturbada mais pelo egoísmo, nem pelas nuvens das paixões. Eles podem, pois, assim percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum prejuízo afete sua mútua afeição.
    Entenda-se que se trata aqui da afeição real de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, porque os seres que não se unem neste mundo senão pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos. Não há de duráveis senão as afeições espirituais; as afeições carnais se extinguem com a causa que as fez nascer; ora, essa causa não existe mais no mundo dos Espíritos, enquanto que a alma existe sempre. Quanto às pessoas unidas pelo único móvel do interesse, elas não estão realmente em nada unidas uma à outra: a morte as separa sobre a Terra e no céu.
    A união e a afeição que existem entre os parentes são indício da simpatia anterior que os aproximou; também diz-se, falando de uma pessoa cujo caráter, gostos e inclinações não têm nenhuma semelhança com os de seus parentes, que ela não é da família. Dizendo isso, se enuncia maior verdade do que se crê. Deus permite, nas famílias, essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para alguns, e de meio de adiantamento para outros. Os maus se melhoram pouco a pouco ao contato dos bons e pelos cuidados que deles recebem; seu caráter se abranda, seus costumes se depuram e suas antipatias se apagam; é assim que se estabelece a fusão entre as diferentes categorias de Espíritos, como ocorre na Terra, entre as raças e os povos.
    O temor do aumento indefinido da parentela, em conseqüência da reencarnação, é um temor egoísta, que prova não sentir-se um amor bastante amplo para transportá-lo sobre um grande número de pessoas. Um pai que tem vários filhos, ama-os, pois, menos que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranqüilizem, pois esse amor não tem fundamento. Do fato de um homem ter tido dez reencarnações, não se segue que ele encontrará no mundo dos Espíritos dez pais, dez mães, dez mulheres, e um número proporcional de filhos e de novos parentes; ele aí não reencontrará sempre senão os mesmos objetos da sua afeição, que lhe foram ligados sobre a Terra, sob títulos diferentes ou, talvez, pelo mesmo título.
    Vejamos agora as conseqüências da doutrina da não-reencarnação. Essa doutrina anula, necessariamente, a preexistência da alma; as almas sendo criadas ao mesmo tempo que o corpo, não existe entre elas nenhum laço anterior; são completamente estranhas umas às outras; o pai é estranho ao seu filho; a filiação das famílias se encontra, assim, reduzida unicamente à filiação corporal, sem nenhum laço espiritual. Não há, pois, nenhum motivo para se glorificar de ter tido por ancestrais tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ancestrais e descendentes podem ter se conhecido, vivido juntos, se amado, e se encontrarem reunidos mais tarde para estreitar seus laços simpáticos.
    Isso quanto ao passado. Quanto ao futuro, segundo um dos dogmas fundamentais que decorrem da não-reencarnação, o destino das almas é irrevogavelmente fixado depois de uma única existência; a fixação definitiva do destino implica a cessação de todo progresso, pois se há algum progresso não há mais destino definitivo; segundo tenham bem ou mal vivido, elas vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados ou para o inferno eterno; são assim, imediatamente separadas para sempre, e sem esperança de jamais se aproximarem, de tal sorte que pais, mães e filhos, maridos e mulheres, irmãos, irmãs, amigos, não estão jamais certos de se reverem; é a ruptura mais absoluta dos laços de família.
    Com a reencarnação, e o progresso que lhe é conseqüência, todos aqueles que se amaram, se reencontram sobre a Terra e no espaço, e gravitam juntos para chegar a Deus. Os que falham no caminho, retardam seu adiantamento e sua felicidade. Mas não está perdida toda a esperança; ajudados, encorajados e sustentados por aqueles que os amam, sairão um dia do lamaçal em que estão mergulhados. Com a reencarnação, enfim, há solidariedade perpétua entre os encarnados e os desencarnados, com o estreitamento dos laços afetivos.
    Em resumo, quatro alternativas se apresentam ao homem para seu futuro de além-túmulo; primeira, o nada, de acordo com a doutrina materialista; segunda, a absorção no todo universal, de acordo com a doutrina panteísta; terceira, a individualidade com a fixação definitiva da sua sorte, segundo a doutrina da Igreja; e, quarta, a individualidade com progresso indefinido, segundo a Doutrina Espírita. De acordo com as duas primeiras, os laços de família se rompem depois da morte e não há nenhuma esperança de reencontro; com a terceira, há a chance de se rever, contanto que se esteja no mesmo meio, esse meio pode ser tanto o inferno como o paraíso; com a pluralidade das existências, que é inseparável da progressão gradual, há a certeza na continuidade das relações entre aqueles que se amaram, e está aí o que constitui a verdadeira família.”

    swarovski rhinestones 14 Dezembro, 2009 5:31
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