As Palavras do Senhor

Os Protestantes Adotam A Biblia Dos Fariseus?

No ano de 95, o Papa Clemente, o 4º Papa, mandou longa carta de Roma para os cristãos de Corinto, na Grécia. Nesta Carta cita livros do Antigo Testamento. Naquela época, a Igreja de Cristo estava espalhada em muitos lugares. Isto não estava agradando a um grupo do Partido dos Fariseus. Muito menos quando perceberam que na Igreja os 27 livros do Novo Testamento, escritos em grego e fora da Palestina eram adotados como Bíblia.
No ano 100, um grupo do Partido dos Fariseus reuniu-se em Jâmnia, na Palestina. Ali decretaram que a Bíblia só tem 39 livros. Porque são livros em hebraico, escritos dentro da Palestina e antes de Esdras. assim, segundo aquele grupo do Partido dos Fariseus, todos os livros do Novo Testamento não são Bíblia.
Então os protestantes, como sempre, agem segundo a conveniência, para atacar a Biblia Católica usam o argumento dos fariseus, mas se calam quando esse argumento anula todos os livros do Novo testamento.
E Lutero adotou exatamente os critérios do Sínodo de Jâmnia para fraudar a Bíblia, aceitando tirar os livros que Jâmnia tirou e que a Igreja Católica manteve.
Porque eles são assim contraditórios e agem segundo as conveniências?
É a hipocrisia habitual deles?


Comments to Os Protestantes Adotam A Biblia Dos Fariseus?

  • No século I dC, como os apostolos começaram a escrever os primeiros livros cristãos (cartas e evangelhos), q se apresentavam como uma dos livros sagrados dos judeus, então, estes (os da Palestina) para colocarem uma sebe em torno da Lei Mosaica (pra variar) se reuniram no Sínodo de Jâmnia (Javneh – sul da palestina) por volta do ano 100 dC, para estabelecerem as regras q caracterizaria os livros sagrados ou inspirados por Deus. Foram estipulados os seguintes 4 critérios:
    1 – Os livros inspirados não poderiam ter sido escritos fora da terra de Israel;
    2 – Não poderiam contradizer a Lei de Moisés (Torá);
    3 – Não poderiam ser em qq outra língua, mas somente em hebraico;
    4 – Não poderiam ter sido escritos depois de Esdras (458-428 a.C.) – último profeta inspirado.
    Anteriormente a isso, haviam judeus em Alexandria no Egito q falavam o Grego e chegaram a traduzir os livros sagrados hebraicos p/ o grego entre 250 e 100 aC, dando assim origem à versão grega dita “Alexandrina” ou “dos setenta”.
    Essa edição bíblica contém os livros que os judeus de Jâmnia (Palestina) não aceitaram, mas q os de Alexandria (Egito) liam como “Palavra de Deus”. São os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruque, Eclesiástico, 1. e 2. dos Macabeus, além de Ester 10,4 – 16,24 e Daniel 3,24-90; 13ss.
    Percebemos desta forma q haviam dois cânones entre os judeus no início da era cristão: O da Palestina – restrito, bem como o de Alexandria – Amplo.
    Assim como os judeus em todo o lugar usavam a Septuaginta, assim tb os primeiros cristãos tb a usavam e aceitavam naturalmente os livros q se encontravam nela (incluindo os excluídos de Jâmnia), até pq, sabiam q os apóstolos não os deixariam a própria sorte qt as Escrituras, visto o objetivo ser outro, permitindo terem em suas mãos falsas Escrituras – especialmente sem haver uma só advertência contra essa tradução…
    Até pelo contrário… Os apóstolos e evangelistas, ao escreverem o NT em grego (Marcos escreveu em Hebraico), citavam o AT, usando a tradução grega de Alexandria, mesmo quando nesta havia sutis discrepâncias com o texto hebraico (veja Mt 1,23 citando Is 7,14; e veja Hb 10,5 citando Sl 40,6 e vc irá entender).
    Deste modo, tornou-se comum entre os cristãos e mesmo entre os Apóstolos utilizarem a versão de Alexandria – o cânon amplo incluindo os sete livros já mencionados.
    No começo do cristianismo, contudo, tb houve confusão sobre qual dos dois cânones deveriam seguir, o de Alexandria e o da Palestina. Entretanto note q o citado (por vc) Papa São Clemente (Papa 88-97dC) q escreveu a “Epístola de Clemente Romano” aos Corintos devido um cisma interno aquela igreja, ele era contemporâneo de João Evangelista, pois este, estava vivo na época de seu Papado…
    Portanto, São João, nada disse a respeito contra a sucessão de Pedro (saindo fora um pouco…), até pq, São Clemente era o 4. Papa… e nem citou tb o uso da Septuaginta pelos cristãos se aqueles outros livros não fossem canônicos…
    O Concílio de Trento (1545-1563) confirmou a canonicidade destes livros…
    Portanto, os Protestantes, ao negarem o papel da tradição dos primeiros cristãos e apóstolos, acabam incorrendo em erros muito graves para sua saúde espiritual, visto que não têm como escolher os livros de sua Bíblia, pois, sem a tradição q eles negam veementemente, como escolher os livros inspirados? Baseado em q eles decidem o q é canônico ou o q não é? Eles sutilmente negam aqueles primeiros cristãos a quem pregam com tanta “autoridade”…

    JRicardo 19 Janeiro, 2010 23:28
  • Sem falar que os protestantes costumam dizer que os católicos distorceram a Bíblia, mas omitem que foi graças a um Papa e a um santo católico que eles hoje conhecem os livros canônicos do Novo Testamento. Foi por volta do ano 380 que o o Papa Dâmaso I, o 36º chefe da Igreja de Cristo depois de Pedro apóstolo, incumbiu a um monge erudito de nome Gerônimo a tarefa de ir até Jerusalém selecionar os livros do Novo Testamento que poderiam ser considerados realmente inspirados pelo Espírito Santo. Jerônimo ficou certa de oito anos na terra santa, estudou profundamente a língua hebraica e para o Antigo Testamento seguiu o cânone dos Apóstolos, ou seja, com 46 livros. Para o Novo Testamento, Jerônimo considerou que só poderiam ser considerados devidamente inspirados os de Marcos, Mateus, Lucas e João. Selecionou também quais as cartas eram autênticas, assim nasceu a Bíblia Cristã. 46 livros do Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento. Os protestantes não querem enxergar a realidade de que se hoje eles a Bíblia deles tem 27 livros foi por causa de um Papa e um santo da Igreja Católica a qual eles tanto acusam levianamente de não dar importância à palavra de Deus escrita. Na verdade só no catolicismo existe a completa revelação divina, pois Deus se manifestou no texto escrito que a Igreja sabiamente conservou para as gerações futuras (a Bíblia Sagrada) e também na forma oral, falada, que ainda hoje a Igreja vive por sua aliança direta com a Tradição legada pelos santos apóstolos.
    Um grande abraço, amigo,
    CLAYTON.

    CLay?oN 19 Janeiro, 2010 23:28
  • não generalize os religiosos que seguem um conto de fadas. pensamos bem, quem da essas ordens, e prega essas doutrinas, escolhe o que deve ser pregado e repassado são os de alto poder, como bispos, padres, pastores, politicos e afins. a propria biblia é contraditoria, quem escreveu cada coisa nela escreveu com seu ponto de vista, quem organizou o livro nao teve como organizar e cortas as contradiçoes. os de hoje em dia, desde o ano 95 começaram a notar que como somete falando de deuses e seres gnomos nao estava adiantando, eles resolveram pregar e reorganizar o livro para enriquecer seus cofres, e ao mesmo tempo criaram hierarquias para quem está por baixo começar a subir e ganhar mais, padre nao usa ouro nas vestes, mas um cardeal já o usa, e o papa faz cocô num vaso banhado a ouro. edir macedo come caviar, enquanto os bispos abaixo dele carne, e os fieis, esses, coitados, comem miojo.

    SOU CONTRA 19 Janeiro, 2010 23:28
  • Quem confere veracidade ao papel?
    É unicamente através da Igreja que se distinguem os livros sagrados dos apócrifos. Os protestantes, ao negarem o papel da tradição, acabam caindo em erros muito graves, visto que não têm como escolher os livros de sua Bíblia. Sem a tradição, como escolher os livros inspirados ou não? E mais, sem a autoridade infalível da Igreja, não há Bíblia que possa ter valor, pois quem confere autenticidade ao papel?
    Mesmo em relação ao Novo Testamento havia discordância no início do cristianismo. Livros como Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, e Apocalipse, permaneceram arduamente discutidos até que se estabeleceu o cânon definitivo.
    Não é razoável a interpretação protestante, visto que esta acaba dizendo que a bíblia se prova pela bíblia. Ora, isso é uma temeridade. A Bíblia se prova pela Igreja que a compôs!
    A Igreja Católica adotou o cânon grego.
    Os protestantes adotaram o cânon farisaico.

    Deladier 19 Janeiro, 2010 23:28
  • Entendi seu raciocínio.
    Entretanto, a hipocrisia está não no fato de adotar ambos os conjuntos de livros, seja faltando ou sobrando daqui ou dali.
    Acontece que o discurso de Jesus (o chamado Evangelho das Boas Novas) veio pregar o trabalho, a fé, a perseverança, o amor, o perdão, a caridade, e as formas de REALMENTE agradar ao Deus-Pai.
    Ele nos deixou um manual de vida prática, e não de misticismo, dogmas ou doutrinas contraditórias.
    A antiga lei mosaica nada mais é que a lei original, porém severamente modificada no intuito de atender a “necessidades” dúbias, de interesse meramente material e fruto de irrefreáveis paixões terrenas.
    Como exemplo dessas “adaptações” e “modernismos” está a famosa carta de divórcio, que contraria definitivamente as instruções diretas do Pai.
    Evangelistas posteriores a Cristo resolveram deixar sua marca pessoal, também com doutrinas por vezes desencontradas da doutrina do próprio Mestre.
    Além de nos ensinar a conviver com nossos próprios problemas e sermos vitoriosos sobre eles, ele nos ensinou a lançar nossas redes (trabalhar, e com fé) e sermos imunes a todos os tipos de provação.
    Deixou basicamente dois ensinamentos, que traduzem com grande fidelidade a Vontade do Pai a nosso respeito:
    Que amemos a Deus-Pai SOBRE TODAS AS COISAS e ao próximo COMO A NÓS MESMOS.
    Portanto, ele nos ensinou também o desapego e o amor-próprio, sem nos jogar culpas ou fardos.
    Tampouco nos prometeu carros, apartamentos, etc., como vem sendo pregado em um moderno “evangelho festivo da prosperidade a todo custo”.
    Esqueça os Fariseus. Esqueça Lutero. Esqueça o Papa Clemente, o Padre Fulano, o clero, o Bispo Ciclano ou o Pastor Beltrano.
    Esqueça as fraudes. Esqueça os desvios de doutrina.
    Esqueça as contradições, as conveniência pessoais.
    Esqueça o homem-Jesus.
    Mas lembre-se unicamente do Cristo, e de seus ensinamentos pessoais.
    E aprenda por seus verdadeiros ensinamentos a amar ao nosso Deus único, como Ele nos amou.
    Se alguém segue a Bíblia por mero formalismo, é sinal de que não entendeu ainda o fundamento da Graça de Deus.
    Nesse caso, estará ocupado em vigiar, criticar, julgar e condenar as falhas de outrem, e não em melhorar-se a si próprio.
    Porventura não foi o próprio Deus-Pai que aformou “Misericórdia quero, e não sacrifícios?”

    Sergio T 19 Janeiro, 2010 23:28
  • vc estava la quando estas coisas q vc citou acima,aconteceram?nao me venham com conversa fiada.me mostra o edital,vai mostra pramim…no entanto,porq a igreja catolica nao prega contra a idolatria,se é q vc sab o q é iisto?vc deve saber,ou nao sabe?ate +

    Agnaldo A 19 Janeiro, 2010 23:28
  • Usando do mesmo argumento que vc utilizou em seus detalhes te pergunto, voce tem alguma bíblia protestante? Já frequentou uma igreja protestante? Sabe qual a diferença entre igreja católica apostólica romana, católica apostólica protestante e seitas?
    Gostaria de saber de onde tirou tais informações com teor tão errôneo. Fui membro da igreja católica e hoje sou protestante, tenho ambas as bíblias em minha casa e a única diferença das duas, são a retirada de 7 livros Apócrifos ( pesquise o significado da palavra já que gosta de ler) sendo que a bíblia protestante tem 39 livros do velho testamento e 27 no novo ( sua conta está errada da bíblia católica, abra-a pelo menos pra contar os livros, nem que seja no índice). Deveria ler um pouco mais sobre Martinho Lutéro, a reforma protestante e o consílio de Trento em 1546, em outras fontes mais confiantes e descobrirá muitas coisas que estão faltando nessa sua historia.
    Outro bom livro para ser lido é a biblia. Leia-a atentamente e peça para que Deus te de entendimento, isso fará voce mais sabio para fazer tais declarações públicas.
    Fique na paz.

    R Raso 19 Janeiro, 2010 23:28