As Palavras do Senhor

Um Dito "sacrilégio" Deve Ser Visto Como Tal Também Quando Feito Por Alguém Alheio à Religião Em Questão?

Sabemos que algumas religiões têm divindades e objetos de culto que são considerados sagrados e sobretudo inquestionáveis.
No entanto, para aqueles que não são adeptos dessa religião, tais objetos e divindades não têm esse valor, e logo para eles são passíveis de questionamento.
A minha pergunta é: faz sentido ver como sacrilégio um questionamento feito por alguém que não pertence àquela religião?
Qual é o limite do “respeito”?
Seremos obrigados a “respeitar” tudo o que é sagrado para alguma religião?
Estaremos desrespeitando os hindus quando matamos vacas, que para eles são sagradas?
Estaremos desrespeitando os pastafarianos quando comemos macarrão, que para eles é sagrado?
Estaremos desrespeitando a centenas de religiões quando usamos óculos escuros, para tampar o sol, que é sagrado para todas elas?
Faz algum sentido julgar alguém que não faz parte de uma religião, seguindo os pontos de vista dessa religião, como se eles fossem a verdade universal?
Beijos


Comments to Um Dito "sacrilégio" Deve Ser Visto Como Tal Também Quando Feito Por Alguém Alheio à Religião Em Questão?

  • Depende do questionamento e aonde ele é feito. Sua pergunta anterior sobre empalamento, numa rodinha de ateus até provocaria risos, porém em um grupo onde houvessem cristãos poderia ser considerado uma ofensa gratuita. Como eu me sinto bem resolvido com minha crença, passo batido por isso, mas tem gente que considera algo pessoal um questionamento com esse duplo sentido. E certamente eu não chamaria um indiano para comer um churrasco aqui em casa, bem como um judeu para comer uma feijoada tradicional embora eu goste muito dos dois pratos.

    Marco Antônio o original 8 Outubro, 2009 8:37
  • Que sacrilégio !
    Não creio que alguém estando fora da caixinha religiosa,fazendo mau uso das quinquilharias que estão do lado de dentro comete sacrilégio.
    Bem como,Eu,respeito pessoas.Essas são dignas de todo meu respeito.Mais em se tratando de opção religiosa ou sexual,sempre terei minhas próprias convicções,e assim exporei meu ponto de vista sob qualquer hipótese,mesmo que meu ponto de vista venha a ferir o sagrado alheio.

    Cinco&5 sempre na hora certa 8 Outubro, 2009 8:37
  • Tem o sentido do limite imposto pelo bom senso, como exemplificou muito bem o Marco…
    Tudo vai depender da situação em que me encontro…no local que estou…com que pessoas estou e porque estou ali…
    Tem certos momentos que certas verdades nossas não precisam ser exteriorizadas de forma tão “assuntosa”, é desnecessário.
    Mas concordo com você… A algum tempo atrás fiz uma pergunta em que questionava porque eu, atéia, não podia tratar Jesus como um personagem histórico qualquer, como um homem qualquer em nenhum momento disse que seria ofensiva ou faltaria com o respeito, Só não via necessidade de tratá-lo com reverências especiais…
    Muita gente não gostou….e até me chamaram de arrogante.rsrsr
    Mas a questão é que Jesus não significa nada, espiritualmente falando, para mim…. mas isso não implica em faltar com o respeito é claro.
    Apenas não farei reverências especiais, mas sei me comportar em relação a essa questão para não ferir os sentimentos de quem estiver a minha volta…
    Beijos!
    Shaiya!

    Shaiya light&darkness 8 Outubro, 2009 8:37
  • Aos amigos ateus Ofereço-lhes o BENEFÍCIO DA DÚVIDA:
    1)-Ninguém afirma: `Deus não existe’ sem antes ter desejado que Ele não exista”.
    2)-Esta frase, de um filósofo muito suspeito, por ser esotérico – Joseph de Maistre – tem muito de verdade.
    3)-Com efeito, o devedor insolvente gostaria que seu credor não existisse. O pecador que não quer deixar o pecado, passa a negar a existência de Deus.
    4)-Por isso, quando se dá as provas da existência de Deus para alguém, não se deve esquecer que a maior força a vencer não é a dos argumentos dos ateus, e sim o desejo deles de que Deus não exista. Não adiantará dar provas a quem não quer aceitar sua conclusão. Em todo caso, as provas de Aristóteles e de São Tomás a respeito da existência de Deus têm tal brilho e tal força que convencem a qualquer um que tenha um mínimo de boa vontade e de retidão intelectual.
    5)-É para essas pessoas QUE NUNCA LERAM, e que fazemos este pequeno resumo dos argumentos de São Tomás sobre a existência de Deus, tendo por base o que ele diz na Suma Teológica I, q.2, a.a 1, 2, 3 e 4.
    6)-Inicialmente, pergunta São Tomás se a existência de Deus é verdade de evidência imediata. Ele explica que uma proposição pode ser evidente de 3 modos:
    6.1) em si mesma, mas não em relação a nós;
    6.2) em si mesma e para nós.
    6.3)A verdade não está no observador, mas no objeto observado.
    SHALOM !!!

    Católico ROMANO 8 Outubro, 2009 8:37
  • Acho que, se a pessoa não segue aquela religião, a coisa também é sacrílega, mas a gravidade é bem menor. Como diz o André Luiz, em seu livro AÇÃO E REAÇÃO (pela psicografia do chico xavier): “Quanto maior o entendimento, maior a responsabilidade”. E ele diz também: “Ficamos indissoluvelmente ligados aos nossos atos”.

    apologal 8 Outubro, 2009 8:37
  • A religião, ainda está extremamente relacionada com a cultura de um país. Algumas delas nós nem sabemos qual começou primeiro: se a religião ou a cultura. De qualquer forma, os julgamentos somente deverão ser feitos a partir do conhecimento da cultura própria.

    Wordpress Amazon Autoposter Plugin 8 Outubro, 2009 8:37
  • parece que pimenta nos olhos dos outros é refresco.
    pelo que vi você não citou a bíblia, então seria para você …um sacrílego
    alguém criticar essa coletânea de textos que foram interessantes
    para a igreja cristã?

    close enough for yahoo 8 Outubro, 2009 8:37
  • Você gosta mesmo é de religiões que acham que não podem ser questionadas. Qualquer um tem direito de questionar seja lá o que for.

    oldergui 8 Outubro, 2009 8:37